O demônio das onze horas

Assisti esse filme (Pierrot le fou, 1965) esses dias e não entendi nada. Entendi, era uma loucura, me identifiquei em tudo.

ultimo verão

Com o namorado, numa praia gaúcha, com o irmão pequeno. Com água na boca, a garganta seca, uma vontade grande de sair correndo do apartamento abafado e  respirar uma brisa. Só respirar uma brisa. Azul, bastante azul em mim.

23

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=JW5DPJTJHxE[/youtube]

 

Fiquei velha igual a Mallu Magalhães (?) Completei 23 nesse sábado, o sol entrou em aquário e eu estou no meu ano 9, no arcano Eremita. Isso quer dizer que estou completando um ciclo, dando adeus ao passado, resolvendo os mal-entendidos e abrindo as portas da frente e fechando as janelas pro quintal.

Esses 23 anos para mim é a constatação que não fui prodígio de nada.

O tempo já passou pra qualquer talento precoce. Agora eu me conformo em ter caído na malha comum de ser uma cidadã brasileira sem nada de genial para oferecer a humanidade.

Não publiquei minhas histórias, não criei nada relevante, mas e daí?

Continue reading

Imagens do find – para mim e para vocês

 

Henri Salvador – Avec la bouche

Definitivamente essa é a trilha sonora da minha atual pesquisa de trabalho de conclusão de curso, coleção e formatura.

Almejo sem nenhuma humildade levar meu trabalho cientifico adiante.

O tema tem a ver com a “jornada do herói” e as perspectivas de narrativa, isso é definido. Espero que exista algum professor que aceite me orientar. Só isso; é que eu me preocupo.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=4miEwagfm4U[/youtube]

meu aniversário – de novo!

     

Todo ano, nessa mesma data, comemoro anos. Por consequência de tal data, todo ano ninguém vai nas minhas festas.

É janeiro, verão, curtição e carnaval (ou quase).

Por isso esse ano resolvi fazer algo…diferente.  (piegas, shit!)

Continue reading

Os críticos dos críticos – parece

Parece que chegamos num momento da vida comunitária em que temos todas nossas atividades expostas virtualmente.

Parece que existe uma necessidade de dar explicação. Uma necessidade desenfreada de provocar os delírios alheios e potencializa-los, sabem? Parece.

É como se não conseguissemos sobreviver em nossa própria alienação e necessitássemos ilimitadamente compartilha-la.

É claro que também somos testemunhas dos heróis virtuais, que criticam os que criticam. Aqui no Brasil, toda cultura de massa é ao mesmo tempo massacrada por uma outra quantia de gente, e eu entendo.

Continue reading

O ultimo dia daquele ano

image

O dia da ventania, era reveillon.

Inveja, quem nunca sentiu?

Fiquei meio impressionada comigo mesma quando me deparei com sentimentos perversos em relação a realização de gente desconhecida.

Me impressionei e logo policiei qualquer outra faísca que pudesse saltar nos meus olhos. Interpretei como inveja. – Ah, mas eu não sinto inveja, só os outros.

Aí comecei a listar motivos para não sentir inveja de ninguém. Claro, enalteci todas minhas vantagens físicas primeiro, afinal, mulher quando quer se auto afirmar logo recorre a esse segmento e em segundo lugar – as vezes disfarçado de primeiro, vem o piegas sucesso profissional-pessoal.

Continue reading

Volta

Meia volta, volta inteira, toda, aos pedacinhos.

É janeiro e eu voltei para publicar um punhado de irrelevâncias que cometi nesses últimos tempos. Irrelevâncias coletivas e particularidades indispensáveis, sabe que é assim né?!

Volta, vou, tá?

Continue reading

férias queridas

depois de longos anos de trabalho – executo funções sísificas há 6 anos – pela primeira vez na televisão terei férias.

Após tantas labutas, esse ano estarei em férias até dia 9 de janeiro, por isso, não estranhem a ausência de publicações por aqui. Acho que ficar meio Coreia-do-norte-lifestyle (offline) é o melhor que poderei fazer nesses próximos dias.

[estarei envolvida com armas de destruição em massa para 2012]

Esse ano foi muito louco, se eu fizer uma retrospectiva parece que um milênio inteiro aconteceu nesses trezentos e sessenta e poucos dias.

Continue reading

um recado

O reencontro do beijo mais famoso da Time Square

 Ah, o tempo… nem precisa esperar, ele sempre vem.

 

demoniada

Negar o mal para atrair o bem é muito usado por aí. Hoje eu decidi afirmar o mal para ver o que acontece.

-

 

o silêncio não existe

O silêncio não existe e isso eu aprendi há muito tempo. Na primeira tentativa de meditar eu soube que o universo é som e vibra!

Se você conseguir silenciar sua mente estará no primeiro passo para começar a perceber os sons do contexto. Da televisão do vizinho até uma pomba solitária no galho de uma árvore qualquer. Experimentou? Acho que não né?!

Estamos presos na liberdade do som, da poluição de informações desnecessárias que a cada dia mais definem e definham personalidades.