Monthly Archives: janeiro 2009

quente e frio;

E foi lendo o perfil do orkut de uma garota da roça, a qual não conheço pessoalmente, uma garota que um dos garotos meus passou tempo andando com ela. E andou também com outras garotas, as quais todas com muitas semelhanças fisicas entre si também despertaram mais uma caracteristica para moi.
- Todas confusoes mentais que carrego comigo, coisa de garotas, exatamente como elas, que sonham, que amam, que são livres e apegadas a simplicidade da vida, assim, exatamente assim, como eu.Esse ponto em comum com elas, me alegrou, pois a elas, as garotas que andaram com um garoto meu, ou outros garotos meus, pois já foram tantos, e mesmo assim, ou ainda mais almejo aquela doce espera ao próximo. Tenho muito carinho em aprender a ser melhor a cada dia.
Não to falando em ser uma pessoa melhor, to falando em ser melhor que essas garotas aí!!!!!
Afinal, se entre nós o romantismo disfarçado é comum, assim como os cabelos castanhos com franja repicada, roupas coloridas contratadas no preto, lenços, pulseiras e olhores, assim como elas e eu, somos do mesmo naipe, como se fossemos biscoitos saindo do forno á lenha, todas iguais aparentemente, elas também sonham,eu sei, elas tambem riem e contam piadas, elas também querem lutar por um mundo mais bonito. Todas elas desenham como eu, e criam moda, inventam casas, ou cuidam de gente, estudam como eu.

ok.Acabei de ter uma crise existencial, um piripaque de personalidade. Não, eu não sou a mais bonita, e nem quero parecer, porque assim como as outras, eu também quero ser notada pelo que sou por dentro, e estou falando em cerebro e coração e nao utero!

- Cortei o cabelo, comprei roupas e calçados novos, um sofá para a sala e agora aguardo a chegada dos móveis da cozinha, esse ano mudo de apartamento, enfim um lar só para mim. Também quero mudar de função ou emprego, quero conhecer pessoas novas. Quero conhecer gente mais doida que eu, que eu possa me inspirar. Não quero deixar os meus medos de lado, dentro da caixa de maquiagem, pois foi lendo os mesmos perfis do orkut dessas garotas que encontrei o meu “problema” e foi ridiculo ler aquilo e pensar: “caraca eu faço isso, como pode essa pirralhinha ter descoberto antes que eu?”

Ela disse alguma coisa como colocar os medos subjetivos em coisas superficiais como o tempo, e perder-se do sentido da vida, então me questionei sobre isso.
- oras, como assim o tempo é superficial? É fundamental, é a chave do amadurecimento, das experiencias, da… do…desculpas esfarrapadas as minhas?
Tô deixando de viver por medos escondidos na alma, disfarçando frustrações com posts?
Tá bom, me poupe, afinal só fui futricar na vida dessas gurias, porque hoje a tarde falei com dos garotos meus, que declarou algumas expectativas e admiração por mim. (ele nao me conhece tão bem, senao seria mais cauteloso)
Lembrei da vontade de me aproximar dessas meninas e contar a elas que enquanto elas declaram saudades, os seus rapazes se divertiam com meus beijos, enquanto a dona moça sonhava com o gentil garoto,ele ria dela me contando os tropeços e falta de experiencia delas com os atos (!!!)

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insegurança;

arthur

” O drama dos excessos”, esse é o titulo da reportagem que li nessa semana, com o psicanalista Cláudio Rossi, que fez a pergunta chave para resumir todas os meus dilemas atuais:

” que liberdade tem a pessoa que é obrigada a ser livre?”

Em todos os meus relacionamentos de casal, sendo eu mulher, heterossexual, com vinte anos de idade e cabeça de 90;  sempre deixei muito claro a todos os que entraram na minha vida ou nas minhas pernas, que não queria nenhum tipo de envolvimento sentimental, porque acreditava que seria um impecilio para a liberdade adolescente tao almejada por uma jovem criada entre muitas restrições.

Hoje sabemos que a sociedade pressiona uma liberdade absoluta, tanto no trabalho, entre amigos, filhos, marido, mulher.

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Leia numa sexta feira;

E  foi numa volta para casa lendo uma revista da Joyce Pascowitch que me deparei com as belas curvas da sempre lembrada e astuta poetisa, cronista e sem mais definições para ela, Clarice, assim foi chamada.

A Surpresa

Olhar-se ao espelho e dizer-se deslumbrada: Como sou misteriosa. Sou tão delicada e forte. E a curva dos lábios manteve a inocência. Não há homem ou mulher que por acaso não se tenha olhado ao espelho e se surpreendido consigo próprio. Por uma fração de segundo a gente se vê como um objeto a ser olhado. A isto chamaria talvez de narcisismo, mas eu chamaria de: alegria de ser. Alegria de encontrar na figura exterior os ecos da figura interna: ah, então é verdade que eu não imaginei, eu existo.

Clarice Lispector

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Hoje acordei lesionada fisicamente, alguns analgésicos extras causaram breu mental. Não fui ao escritorio. Minha familia vai embora hoje a noite enquanto eu permaneço aqui, que é a minha vida. Sentirei saudades, momentos felizes passei nesses dias de teste.O final de semana promete muito sossego e tranquilidade. Um pouco desacompanhada (leia-se totalmente desacompanhada) quem sabe alguma caminhada, não sei. Domingo irei para São Leopoldo num encontro thelemita.

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Mantenha-me em mente;

Leia do começo ao fim e de novo
Segure os sentimentos que atravessam o seu cérebro
Aperte a corda de uma palavra sensível
O que é pior?

Ela deixou sua marca
Permanente
Oh a natureza dos seus versos
Mantém os meus olhos parados na página
E dizia

Francamente querido, sou forçada a desistir
Eu tentei e agora tive o suficiente
Mesmo que tenhamos de dizer adeus
Mantenha-me em mente

Culpado antecipadamente
Pelo passado
Sem qualquer implicação no tempo presente
Tudo que resta
São as contestações que ela fez
Quando ela diz

Oh querido, um dia
Você aprenderá a ser alguém melhor
Adequado para me querer
Mas até lá
Chamaremos isso de “fim”
E ela acrescenta

Francamente querido, os viajantes estavam certos
Fique durante a tarde e parta à noite
Mesmo que tenhamos de dizer adeus

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Camisinhas não falam

Ela perguntou para ele se ele sabia qual era o momento mais prazeroso enquanto estavam juntos. Ele nem soube responder, calou-se e ela prossegiu:

- Quando você vai embora, eu junto as camisinhas espalhadas pelo quarto. É o ápice do prazer no nosso relacionamento.

Ele estranhou e ela não hesitou em continuar a explicação.

- Eu olho para elas, e jogo direto na lixeira e digo: obrigada queridas, agora adeus, nunca mais nos veremos na vida.

É muito bom, não preciso fingir que gosto delas como ‘ pessoa’, que podemos ser amigos. Não preciso dizer para me ligar no outro dia, para quem sabe agente jogar uma sinuca e tomar uma cerveja, ouvir aquele rock clássico, não preciso sugerir o indie bar, simplesmente nada. São camisinhas indo lixeira ou latrina abaixo.

Não preciso dizer para elas que foi muito legal, porque simplesmente a porra estava toda(ou em partes) ali, e nenhuma palavra seria necessaria. Também não precisava me iludir, nem pensar que talvez elas estivessem gostando de mim, do meu papo, desse meu jeito assim, tão sei lá. Elas estavam dentro de mim e agora estao fora, totalmente fora.

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93!

Fidelidade;

Primeiro Vídeo do Ano, e lá vem uma canção de Amor; (?)

- escondido ou desencantado dentro de um cordão, colar

(olhem o vídeo pra enteder)

” I hear in my mind, All these voices”

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