Monthly Archives: fevereiro 2009

Cama para quem merece 2

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 Acorda! Já é de manhã!!!

 

(Auto post)

* Todos os posts que tem a legenda de (auto post) é porque foram escritos dias antes de estarem postados no site. Crise momentânea de assunto, falta de desejo de escrever, porém atualizações diárias de coisas que estou curtindo. Musica, imagem, ideias e sentimentos. Ou é uma fase, ou essa sou eu? Pausa para aceitação.*

 

” Aquela liberdade e falta de laços tão totais que tornam-se horríveis, e você pode então ir tanto para Botucatu quanto para Java, Budapeste ou Maputo — nada interessa. Viajante sofre muito: é o preço que se paga por querer ver “como um danado”,feito Pessoa. Eu sentia profunda falta de alguma coisa que não sabia o que era. Sabia só que doía, doía. Sem remédio. (…) Quando um dia você vier a Paris, procure. E se não vier, para seu próprio bem guarde este recado: alguma coisa sempre faz falta. Guarde sem dor, embora doa, e em segredo.

 Caio F. Abreu - trecho do texto: “Existe sempre uma coisa ausente”

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Doses de Caio.

Então me vens e me chega e me invades e me tomas e me pedes e me perdes e te derramas sobre mim com teus olhos sempre fugitivos e abres a boca para libertar novas histórias e outra vez me completo assim, sem urgências, e me concentro inteiro nas coisas que me contas, e assim calado, e assim submisso, te mastigo dentro de mim enquanto me apunhalas com lenta delicadeza deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida, que me queres assim porque assim que és…”

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“Em luta, meu ser se parte em dois. Um que foge, outro que aceita. O que aceita diz: não. Eu não quero pensar no que virá: quero pensar no que é. Agora. No que está sendo. Pensar no que ainda não veio é fugir, buscar apoio em coisas externas a mim, de cuja consistência não posso duvidar porque não a conheço. Pensar no que está sendo, ou antes, não, não pensar, mas enfrentar e penetrar no que está sendo é coragem. Pensar é ainda fuga: aprender subjetivamente a realidade de maneira a não assustar. Entrar nela significa viver.”

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Gaiola dourada;

Então você já não se importa se não há outro dia
Acho que era lá, acho que eu estou lá agora
Você sabia o que  queria e você lutou arduamente
Para encontrar-se somente sentado em uma gaiola dourada
Em uma gaiola dourada 
Mas é claro que eu sinto saudades e saudades ruim
Mas também sentia-me assim quando eu ainda estava com você
Esta cidade já não é minha
Não há tristeza escritas em cada esquina
Cada amante foi feito para assinar (ao sinal)
Agora eu ouço-os a me chamar mais e mais.
Golden Cage – The whistest boy alive (tradução by me)

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Quanto tempo?

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Três anos e cabum. O mundo acabou. Confesso que estoy abalada, afinal, meus planos de dominar o mundo, escravizar os ignorantes e comer enlatados estão mais do que certos, se nao fosse pelo mero detalhe de nao haver mais mundo para dominar, nem ao menos viver. Será que a terra vai se abrir? Tremer? Seriam chuvas?  Tsunamis? Vulcões? Uma explosão de Gliter? Cadê os Maias? Pera, pera, pera lá!

Como estamos em contagem regressiva e muita gente vai se suicidar em dezembro de 2012 por medo de morrer (?), encontro com a ideia da artista  Susanna Hertrich, que criou um calendario que se auto destrói! PERFEITO! Assim, já acustumamos nosso consciente daquele papo: O tempo NÃO volta atrás.

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Uma cama para quem merece;

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Depois de algum tempo em alfa, Ma ensina você fazer um edredon super inteligente!!!!

Li num blog que a namorada de um químico, super atenciosa resolveu fazer um edredon para cobrir o amado de elementos da tabela periódica (?)

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Como não encontrei comercialização industrial da idéia, vamos para o ‘ faça-você-mesmo’! Recorte os elementos, caso você saiba todos, porque eu nem me lembro, só sei que tem rádio, (?) fui reprovada três vezes em química na escola, e na faculdade me esforcei muito para entender a composição têxtil, e esse semestre tem mais! Tecnologia têxtil 2 – medo.

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Amizade é um fim;

Se você quer ser meu amigo
Você quer que a gente se entenda
Por favor, não espere que eu
Resolva isso e mantenha lá
A observação que eu estou fazendo poderia
Ser facilmente entendida
Como um comportamento cínico
Mas um de nós não leu direito
E o que você sabe?
Isto aconteceu de novo
Um amigo não é um meio
Que você usa para chegar a algum lugar.
De algum modo eu não notei
Amizade é um fim
O que você sabe?
Isto aconteceu de novo
Por que ninguém me contou
Que durante a história
As pessoas mais solitárias
Foram aquelas que sempre falaram a verdade
Aquelas que fizeram a diferença
Ao confrontar a indiferença
Eu acho que cabe a mim agora
Eu devo correr o risco ou só sorrir?
O que você sabe?
Isto aconteceu de novo
O que você sabe?

King of Conveniece – Misread 

 

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Samsara;

Meu caminho com a espiritualidade esteve marcado na minha testa desde o dia que nasci, bebê cor de rosa num hospital no interior do Rio Grande do Sul, Cruz Alta, em mil novecentos e oitenta e nove, janeiro. Fui criada livremente entre batismo católico, simbologia gnósis, evangelização espirita kardecista, Livros do Dalai Lama, Golden Dawn e Gibis da turma da Mônica. Nada me foi imposto realmente, dentro da minha familia as discussões sempre beiravam a filosofia, política e espiritualidade. Eram sagrados os encontros na cozinha da casa da minha vó, suas 5 filhas e decendentes tagarelando, ou como diz um ex-tio, ” brincando de ser intelectual”. Nunca estivemos na vitrine da sociedade, aprendi a aceitar um lugar nos bastidores do espetáculo. E era na coxia que vivi meus dias faceira, não tinha verdade absoluta para crer senão as constantes indagações, ser ou nao ser. O vô fracassou na construção da pirâmide em cima da casa, mas muitas outras haviam espalhadas pelos cômodos. A meditação sempre foi mencionada, mas jamais atingira seu extase essêncial para minha pacata vidinha.

Hoje eu li um post do Daniel Confortin, este maripousou tantas quantas e verdadeiramente muito mais vezes do que eu, em muitas vertentes na busca espiritual, a tal da felicidade. Esse texto cheio de samsara e Herman Hesse merece ser lido. Trouxe em mim a chave, mais uma vez o impulso do vôo dos pássaros, a emoção do gozo da vida, a paz que há dentro do meu caos. Vale a pena o link e o miolo.

Relembrei o significado do Samsara com meu amigo virtual Carlos, que alegra meus dias quando recebo um email dele,repleto de carinho e simbologia filosófica, ou podemos dizer também, metáforas da obviedade cotidiana.

” nossa amizade é como O Enforcado mais dois de copas”

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Above you;

Há algumas semanas tenho em mente desenhar pássaros. Eu adoro pássaros, os livres. Pássaros enclausurados fedem, éca! Mas não eram exatamente os pássaros que eu queria desenhar, o movimento que eles fazem no ar é meu objetivo. O ressoar quando batem as asas é o próprio encanto.

Quando planam eretos no céu, ou passam por cima da minha janela a tardinha ou quando acordo de manha cedo. Não saberia desenhar esses traços, nao sei se são visiveis a nós, ou se sinto profundo, no ser.

A lição que você precisa aprender eu jamais seria capaz de ensinar, talvez ela tenha haver com esse negócio de voar, de bater as asas e riscar o céu, a mente. Mas as andorinhas assim como os pardais ousam unir-se para tornarem-se mais fortes em suas jornadas. Gosto de observar, perco o controle quando nao posso mais comandar, então analiso.

Mesmo que ame ou odeie, indo aos pólos da emoção, sinto o impulso para (…) o prazer é parecido, então agente escolhe, ou falamos com enigmas ou somos sinceros. Na batalha do pertencer à…

Sei que está por aqui, observando esse voo, ora planado como andorinha, ora sofrido como um marreco. Assim como eu, não deixas fluir, fica pasmado observando essa dança, mascando chiclete, esquece que para cada sonhador há uma canção. E a minha toca num ritmo rock n roll, e tu bossa, da janela encurralado, exatamente assim, pássaro na gaiola.

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Há Vagas;

Procura-se pessoa, da origem homo sapiens, que queira morar em Novo Hamburgo, no centro. Uma quadra atrás do shopping, parada de ônibus para a Feevale há uma quadra.

Apartamento com quatro quartos individuais, mobiliado, wireless no prédio, despesas com aluguel R$ 170,00 mais luz, (em torno de 15 reais) possibilidade de quarto mobiliado.

Atualmente somos entre três pessoas normais, ( eu mais ou menos) e procuramos alguem que substitua uma moradora que está de saída dia 24 de fevereiro. A busca é urgente!!!!

Os moradores:

- Cassio, 24 anos, jornalista formado na feevale há um semestre, trabalha em NH. Têm namorada, e passa os finds em Taquara.

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Meu novo amor;

 

Me peguei viajando no que ia escrever aqui sem digitar uma única palavra. Curti muito esse som da The whitest boy alive, o meu novo amor eterno dessa semana. Dead End é uma musica ótema! Mas é done with you que me cativou de cara. Faço o tipinho amor à primeira vista quando o assunto é canção, o universo canta para mim e meu corpo embala no ritmo de qualquer latejo, pode ser até de coração.

” Feito com você, sou minha própria navegação, sou meu doce caminho, em torno do mundo”

(……)

carna-val

Carnaval ta aí gente, e a maioria das pessoas, estão procurando grandes concentrações humanas, divertimento, muita bebida e sexo.

Car-na-val!

Uhul! Para falar a verdade (?) eu não tô tão pilhada para isso, acho que são as muitas décadas pesando no RG, pois nao vejo nenhum fundamento em gastar minha grana com esse desvairio ( eu posso mudar de idéia)

Poxa vida eu queria um amor e uma cabana nesse feriadérrimo de uma semana. Como eu nao tenho uma cabana, e detesto aperto, resolvi viajar sozinha para um lugar onde chove casais ( tortura), porém como a esperança é a ultima que morre, e estamos quase todos mortos com o aquecimento global e a crise financeira, vai que um belo rapaz solteiro (os monges nao valem tá?) tenha a mesma idéia super genial que eu?

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Bafóóóón 2

Fiquei pensando em postar coisas de interesse  comum ao povo, deixar de contar meus ‘ causos’ de pequena ou de agora, deixar de escancarar o que se passa em minhas fronteiras. Então pensei em arte, em videos, livros, e outras coisas que me interessam, que falam por mim, porém não de mim.

Enquanto escrevia esse post fui surpreendida com uma ligação, meu ex namorado apareceu absolutamente do nada, depois de eu ter filtrado o numero dele no meu celular, nao responder emails nem mensagens desde o final do namoro, em abril de 2008. A criatura não compreendeu que nem amiga dele eu quis ser, e praticamente um ano depois ele viaja quatro horas, de Santa Catarina até a porta do meu prédio, sem avisar e querendo “me ver”. Me poupe ó céus!!!!!!!!!!!!

Mas o que é que é isso???  Ressurreição em massa???

É obvio que eu nao atendi, e tô pouco me lixando se viajou quatro ou oito horas para chegar aqui, tão pensando que eu sou o que?

Vitrine de acolhimento, o cantinho de sossego do planeta? Porque efetivamente todos os caras que se aproximaram de mim têm uma maleabilidade invejável para se acomodar na minha vida. Stop! Tenho cara de mãe?

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Da série: eu me lembro muito bem;

Desde moleque tinha dificuldades em se relacionar com o conservadorismo do pai, e ao mesmo tempo a hipocrisia que habitava suas vidas. Os pais casados, catolicos assiduos, uma familia de 5 filhos. Ele não era nem o mais velho nem o mais novo. Queria curtir a vida do jeito dele, mas sempre fora reeprendido pelo patriarca.

Além de um velho alemão visionário, seu pai não passava de um alcólatra apostador de canastra, destruía a familia lentamente, enquanto sua esposa, a mãe, sempre compreendeu e tolerou todas as loucuras do velho João Jacob, tudo em nome da família!

O tempo passou e o filho estudou na melhor escola, aproveitou sua juventude quando decidiu ir embora de casa e mudar de cidade. Tinha o carro do ano e muitas garotas, nunca foi bonito, tinha alguma coisa nele que pudesse chamar a atenção delas, talvez nem ele soubesse o que era. As visitas para a familia diminuiam de frequencia conforme passava o tempo, ele se apaixonara por uma jovem e fez de tudo para casar-se com ela, até mesmo  ameaçou suicidio de tanto amor que sentia. (?)

Casaram, construiram uma bela casa, quatro anos depois nasce a primeira filha do jovem casal, mudam-se de casa devido alguns pequenos incomodos com a vizinhança nao tão tranquila, e no mesmo ano, nasce a segunda filha, quatro anos após a primeira.

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Coleção;

Toda vez que escrevo sobre minhas lembranças de alguma forma elas sao modificadas dentro da minha mente, acho que  é o tempo que agiu sob mim e me fez vivenciar certas experiencias, logo, a maturidade em alguns casos me fazendo assim, ver sob outro prisma uma mesma memória.

Sou campeã em saudosismo precoce, não gosto de esquecer nada, até mesmo o que deve ser esquecido pra o meu bem, mas pelo meu bem maior que os outros possam encarar, prefiro lembrar e atropelar as memorias, nem sempre consigo, tem algumas que talvez nunca consiga.

Quem sabe, se combinar a coleção de histórias que eu conto aqui, revelando além do meu cotidiano, meu existir passageiro e breve, pode ser que se possa compreender ou até mesmo tocar-se fundo com algumas outras atitudes que tenho em relação a mim mesma, sobre as escolhas e gostos amargos que prefiro, sem julgamentos prévio, dos quais já me é de costume ouvir.

Ser normal é muito facil, vestir-se com duas peças de roupa também, comer 3 vezes por dia pelo menos, fazer exercicios regularmente, ir em festas noturnas, beber, fumar, cheirar, morrer, tudo isso é facil demais. Em dois segundos você dá um jeito ou a vida dá para você um jeitinho simples de fazer acontecer.

Desde de pequena eu estive presa num universo imaginário, pois falando com minha amiga, que tem lembranças da sua vida aos 4 anos de idade, eu só me lembro dos 3 amigos imaginários que eu tinha (tenho?) o tempo e os espaços sempre foram muito mais complexos para mim, que sempre optei pelo caos, fazendo das tripas o coração, criando moda, tirando onda, até tirarem comigo e eu rir de tanta raiva.

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dó ré mi fá – fá – fá dó ré dó ré – ré – ré

Estava lendo uns blogs nessa semana e me deparei com uma homenagem à morte de um rapaz, tão jovem, menos de 18 anos acredito eu, e a frase final dos amigos e familia que escreveram o post era a afirmação de que o tempo nao muda nada.

Hoje li dois posts do meu amigo Cristian falando sobre morte, ele estava numa discussão com  outro amigo, sobre morte- transformação – desencarne, oeste e norte e eu pensei que eles estavam falando de geografia.

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Era sábado de manha e eu recém tinha acordado, ao som de algumas conversas. O cheiro de pão torrado me despertou, me dirigi a cozinha, minha mãe tomava café preto e meu pai estava sentado na varanda fumando cigarro. Ele nunca fumava dentro de casa.

Minha irma acordou depois, quando eu já estava chorando desesperada. Meus pais se tratavam com muitas ironias, meu pai era o mestre em fazer isso, ria superior ou ignorava completamente qualquer coisa que minha mãe falasse. Mesmo sendo manha de sábado, acho que era outono ou primavera, porque apesar do sol, um vento fresquinho gelava as minhas pernas; ainda usava um shortinho de dormir, sempre fui preguiçosa para trocar de roupa quando acordava, o clima parecia tempestuoso. Minha mãe insitiu para que eu me sentasse a mesa, e ironizou pois meu pai sempre se excluia desses momentos, ele preferia ligar a tv, fazer uma mesinha para mim e minha irma comer vendo desenhos enquanto ele lia o jornal e tomava chimarrão de manha. Ou era café preto também?

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