Monthly Archives: março 2009

Relatos de uma tarde curtamente longa.

Eu me desasossego, troteando por aí chego até o lugar que estou chamando de lar. O celular toca e isso é sinal de que as pessoas gostam da minha companhia. Uma festa na casa de nem sei quem para decidir onde ir sendo que eu só iria em dois lugares, um com certeza ninguém destes desconhecidos iria e o outro, talvez. De dúvidas minha cara criou rugas, e minhas tardes tem se estendido curtas, quase invernais, mesmo que o outono mal tenha cruzado aqui.

Passei parte da tarde sentada na grama do parque da Redenção lendo um livro do Caio emprestado pelo Cristian esperando a chegada do Rafael. Minutos antes passei com um amigo, conhecendo cara a cara meu amigo mais presente de todas as manhas para me dizer bom dia neste ano de 2009. Trem , onibus, caminhadas, gramas e pela primeira vez eu resolvi dar um real para um cara que vendeu-me um cartão cujo nao olhei quando comprei. Só quis dar um real. Nunca dei nada para estes caras surdos, mudos, atores, mendigos, porém exatamente nesta tarde eu quis. Ao entrar no trem mais de duas horas depois li ” só o que é bom dura tempo bastante para se tornar inesquecivel”, uma lágrima me escapou e nem sei bem porque, na minha mente nao me veio nenhuma coisa boa para recordar. Isso estava escrito num cartao cor de rosa da Hello Kitty, personagem detestavel aos meus olhos verdes cor de boeiro. Quando meu amigo pediu para que eu falasse minhas impressoes sobre ele o comparei com uma cartilha da ditadura nos anos 80. Algo bem especifico não? Eu só queria dizer: metódico e didático.

Com o Rafael que eu não via há dias, passei pouco tempo, o suficiente para ele perceber meu ar de lesada, parece que tá chapada o tempo todo, ele me disse. Parece que ta na paz, nao esta questionando tanto as coisas, está mais pela vida do que pela própria coisa. Bingo! Hoje não há nada que tire minha paz, essa tranquilidade comigo mesma, essa auto confiança de ser o melhor que eu podia ser para a sua vida. Não do Rafael, nem do Cristian que emprestou o livro. Tão pouco para o Caio. Conheci ao acaso pela rua uma livraria linda pertinho da Redenção, um clima saudosista, ai.

Tenho obedecido por livre vontade as fantasias que eu creio, as verdades que são ilusórias. Respondi ao meu amigo com um pouco de pesar nos olhos, ele deve ter percebido: ” o que me dói é minha fantasia quando é de verdade. Me dói a utopia,  a realidade é amarga, vivo minhas fantasias…” Ele disse que eu tenho cara de inocente, e eu sou. Não tenho culpa de nada, sou a mais inocente em toda essa historia, essa que eu mergulhei e nao saio mais, porque agora, esta é a mais pura verdade.

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the time has come again ²

O tempo veio novamente
Galgando os degraus vagarosamente
Até onde ela teria estado
Se ao menos eles tivessem 17
Esperando pacientemente
Entre uma costura desgastada
Se escondendo de si mesmo
Tão bem quanto qualquer um
Sem permissão
Seu rosto ficou tenso
Ele achou que tinha aprendido como não ficar chateado
Com bilhetes embrulhados em envelopes
Me encontre embaixo da lua, não se vá tão depressa
Ele se foi depressa demais.
O tempo veio novamente
E galgando os degraus vagarosamente,
Até onde ela teria estado
Se ao menos eles tivessem 17

Anotações insensatas – Caio F.

E não é porque larguei o emprego e escuto Billie Holiday todas as “manhãs” quando acordo e vou direto para o computador escrever, nem porque sinto que assim como você matei algumas coisas aqui para poder nascerem outras. Nem porque o cara que acordou do meu lado me disse que uso dele para inventar historias escritas, porque eu nao consigo no vazio só criar caso, sexo. nem to falando de romance. Esse é outro cara. É porque está tarde da noite, e eu estou com febre, meus pés gelados e o apartamento vazio. Durmi a ponto de perder a hora da aula e ficar nesta sala o dia todo, ora ensolarado, ora ventoso. É justamente neste momento em que penso em durmir, mais com a desculpa que estou febria, que encontrei este texto do Caio, que foi interrompido por uma conversa inconveniente, no sentido de não convir à existir, é que eu decidi publicar todo o conto aqui, ali embaixo, quando eu colocar ponto final neste paragrafo. Agora.

Anotações insensatas – Caio F.

Mas não se pode agir assim, a amiga avisou no telefone. Uma pessoa não é um doce que você enjoa, empurra o prato, não quero mais. Tentaria, então, com toda a delicadeza possível, sem decidir propriamente decidiu no meio da tarde — uma tarde morna demais, preguiçosa demais para conter esse verbo veemente: decidir. Como ia dizendo, no meio da tarde lenta demais, escolheu que — se viesse alguma sofreguidão na garganta, e veio — diria qualquer coisa como olha, tenho medo do normal, baby.

Só que, como de hábito, na cabeça (como que separada do mundo, movida por interiores taquicardias, adrenalinas, metabolismos) se passava uma coisa, e naquele ponto em que isso cruzava com o de fora, esse lugar onde habitamos outros, começava a região do incompreensível: Lá, onde qualquer delicadeza premeditada poderia soar estúpida como um seco: não. E soou, em plena mesa posta.

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Analises fotográficas;

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Essa foto é de outubro de 2008, NUNCA tinha visto ela nos meus arquivos, hoje é o primeiro dia. Uma noite que saí com minha amiga Mari pelas ruas da cidade baixa em POA junto com meu outro amigo, Rafael, que fez a foto sem flahs, numa casa onde rolava uma festa grunge, cheia de pessoas grunges e pseudo grunges.

Senti uma atmosfera fantasmagórica, quase como se o assunto da noite, entre o Rafael e eu tivesse se materializado ao meu lado, agarrado em meus ombros. Não me lembro exatamente como foi, faz alguns meses já.

Sugestões das fumaças na foto? Deixa a dica!

Dose de poesia

Esquadros

Eu ando pelo mundo
Prestando atenção em cores
Que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo
Cores!

Passeio pelo escuro
Eu presto muita atenção
No que meu irmão ouve
E como uma segunda pele
Um calo, uma casca
Uma cápsula protetora
Ai, Eu quero chegar antes
Prá sinalizar
O estar de cada coisa
Filtrar seus graus…

Eu ando pelo mundo
Divertindo gente
Chorando ao telefone
E vendo doer a fome
Nos meninos que têm fome…

Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle…

Eu ando pelo mundo
E os automóveis correm
Para quê?
As crianças correm
Para onde?
Transito entre dois lados
De um lado
Eu gosto de opostos
Exponho o meu modo
Me mostro
Eu canto para quem?

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Não há.

Tentei fugir para aula para encontrar com aquele ex ficante. Ele deu para traz. Surgiu um ” imprevisto”. Já estava fora da sala de aula daquela universidade virada em jardins e eventos piegas. Fui até a parada do õnibus, na tentativa de chegar em casa logo para fazer macarrao com sardinhas. O onibus já havia passado. Andando em direção a saída encontrei com meu amigo Ricardo, vulgo Max, nos tempos de campo. Quando agente morava no interior e os eventos piegas eram filmes em grupo, junções de amigos, ainda é assim lá, só que a diferença é que ninguém mais é amigo como antes.

Ele estava vestindo roupas de adulto, sabe? Sapatos de adulto também. Ele me falou do trabalho, das aulas na faculdade, ele ainda tem o mesmo sorriso e olhos descompassados daquele tempo de campo. Ele tem também uma aliança no dedo, isso me soou tão adulto também. Ele ainda é o mesmo cara, com o mesmo sorriso e animação pacifica. Me lembrei que eu me questionava porque nunca havia ficado com ele, mesmo nos tempos de campo eu o achava encantadoramente agradavel. Depois que nos encontramos aqui, nesta cidade maior, ele me deu algumas caronas, saímos algumas vezes ou uma só. Não me lembro. Nunca beijei aquele menino. Me ria pensando nisso, como estou rindo agora. Ele me perguntou sobre minhas andanças, também confessou que tinha vontade de fazer as coisas absurdas que eu faço, como por exemplo mudar de casa o tempo todo, de emprego, escrever um livro, ou tentar pelo menos. Eu ri mais uma vez, acho que ele pensa que é divertido, e é.

Ficamos conversando por menos de vinte minutos, mas o tempo suficiente para me lembrar dos tempos de amigos. Eu não sou mais o que era naquele tempo de campo, ele ainda tem o mesmo sorriso de amigo, muitos daqueles nao são mais o que eram, uns forçam ser, outros mudaram completamente e não fazem questão de andar mais naquelas junções de amigos que nem sao mais amigos. Eu fico aqui, no meu apartamento pequeno, olhando para as janelas e milhoes de janelas me vigiando, pouco falo com as pessoas daquele tempo, falo com as pessoas deste tempo. Umas vieram arrastadas daquele tempo para este, outras apareceram por aqui mesmo.

Daqui a pouco meu ficante vem aqui no meu apartamento pequeno tomar vodka e me falar alguma coisa que ele quer demostrar pessoalmente. Não nos falamos ha uns dois meses, desde quando rompemos nosso relacionamento inexistente. Eu voltei de uma viagem ao campo, meio conturbada, quis mudar tudo na minha vida, e o coitado foi o primeiro afetado. Daqui poucos dias eu viajo para lá novamente, e já nao me importa realmente se os amigos sao amigos, se o campo ainda é o campo ou se as pessoas sao as pessoas, porque não me faz diferença na vida. Definir as circunstancias é caretice, tô prefirindo fantasiar a reuniao, o encontro, e na hora H… ignorar completamente, porque não há expectativas, não há mais a mágoa, não há o rancor ou sentimento de vingança por absolutamente ninguém. A realidade já nao me importa mais, a utopia me é mais rigorosa e interessante, porque a única coisa que há é o nada.

Por uma manhã qualquer

É de manha outro dia, e eu pensei em escrever um conto ou só contar uma história. Não tenho mais historias na gaveta, acho que minhas memórias transformaram-se em invenção. Recebi uma crítica sobre meu livro. ” o diálogo é confuso”. Ok. Eu sou confusa, será que justifica? Talvez para mim sim, talvez para eles, os caras dos títulos, não.

Tudo bem, estou retrabalhando na ideia e esclarendo para eu mesma o que estou escrevendo, e nao apenas vomitando neologismo no papel (?) Encontrei uma carta do Caio, e decidi colocar aqui para me esconder por tras do cara, afinal ele é grande e eu sou pequena, gosto dessas coisas forçadas para me sentir argumentada, justificada. Não que eu precise, mas é que as vezes eu preciso sim. Vai me entender, se nem eu mesma me entendo. Mas me amo assim, será que ta valendo mais que a compreensão? O Sentido? Os acentos gramaticais que eu faço questao de excluir?

” O escritor é uma das criaturas mais neuróticas que existem: ele não sabe viver ao vivo, ele vive através de reflexos, espelhos, imagens, palavras. O não-real, o não-palpável. Você me dizia “que diferença entre você e um livro seu”. Eu não sou o que escrevo ou sim, mas de muitos jeitos. Alguns estranhos.
Não há nenhum subtexto nisto que te escrevo. Não acho bonito que a gente se disperse assim, só isso. Encontre, desencontre e nada mais, nunca mais, é urbano demais – e eu nasci praticamente no campo, até os 15 anos quase no campo, céu e campo. Não sei se a gente pode continuar amigo. Não sei se em algum momento cheguei a ver você completamente como Outra pessoa, ou, o tempo todo, como Uma Possibilidade de Resolver Minha Carência. Estou tentando ser honesto e limpo. Uma possibilidade que eu precisava devorar ou destruir. Porque até hoje não consegui conquistar essa disciplina, essa macrobiótica dos sentimentos, essa frugalidade das emoções.” Caio F.

More song,please?

Well, I found another list of songs to encourage my writing. This book comes as the melody…
The new song is a Au Revoir Simone, band of indie-folk destroy!
A tracklist in youtube.com
Listen a song, listen a balance, listen your soul.

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Para lembrar de mim

” Quem te trouxe desta quase morte para um lugar que é a própria antecipação da morte tu que pareces para sempre imobilizado nesta postura que não é tua porque não te imagino assim abandonado entre lençóis mas em constante movimento que tu fazes dessa ausência de movimentos de agora a tua enorme e falsa fragilidade?”

Ao ler este trecho, ao abrir o livro do meu caro Caio F.,O ovo apunhalado, emprestado pelo meu amigo Cristian, sem que eu pedisse, me fez lembrar de uma pessoa que não faz mais parte da minha rotina, ficou guardado em alguma gaveta. Caso este venha a ler, reconhecerá a si, tenho certeza. Caso os demais leitores do blog tenham gostado, indico Caio F. sempre!! Não tenho reclamações da sua loucura-lúcida. Não mando recados, gosto de compartilhar as coisas boas que eu sinto.

Considerações finais

E o Cristian se esforçou muito hoje para ser citado no meu blog. Cristian. ( só pra dar ênfase) Hoje quem acordou profética fui eu, a iluminada da semana! Advinhei a chegada do Nippo, adestrei pombas num santuário, procurei “sinais” e escrevi ” cartinhas”. Tudo muito saudavel para uma tarde ventosa de terça feira. Faltei aula na faculdade, comprei esfirras do habibs e estou em casa vendo vídeos de tendências de moda. Estou anciosa por lançar novos projetos. Quero ver as coisas acontecendo, quero ver a vida se movimentar, quero sentir na pele a impulsão para o novo. Mesmo que para nascer esta criança me cause dor, parto normal, segundo o Cris.

Completando minhas considerações, Clô partiu desta para melhor, o outro mundo ficará mais purpurinado e irônico com ele por lá, enquanto nós aqui, sentiremos falta do queridão, nem todos, mas os humoristas que os imitam, perderão o figura. Agora volto para minha neblina. Me despeço e me vou.

Festinha no find para anestesiar? Pop Cult, nessas horas eu me lembro dos sonhos da Vanessa….

Realizando a sonoterapia (?)

Ao despertar as seis horas da manha, num surto, num medo ou angustia adormeci para um sonho lúcido. Na noite anterior, enquanto revirava a insonia, uma lembrança muito resguardada me vem a mente. Uma excursão da escola, eu me perdi do grupo numa trilha no Lago Negro, na cidade de Gramado- RS. Encontrei um menino sentado num pequeno barranco atras de arbustos com orquideas. Eu tinha 11 anos, estava na sexta série. Não me lembro de mais nada e então naturalmente não encontrei o sentido de tal memória.

Ontem eu instalei o iTunes no meu computador, e estou com minhas listas de reprodução musical em estado de Caos. Ao ligar o som para exaurir daquele sonho que me trouxe a manhã, eis esta canção que eu nem sabia que tinha:

Só eu sei teu nome mais secreto
Só eu penetro em tua noite escura
Cavo e extraio estrelas nuas
De tuas constelações cruas
Abre–te Sésamo! – brado ladrão de Bagdá
Só meu sangue sabe tua seiva e senha
E irriga as margens cegas
De tuas elétricas ribeiras,
Sendas de tuas grutas ignotas
Não sei, não sei mais nada.
Só sei que canto de sede dos teus lábios
Não sei, não sei mais nada.

Na sequencia, uma gravação na voz de Alejandro Sanz, o poema XV de Pablo Neruda, e só depois destas duas, minha listas tomou a forma costumeira, iniciando por Do me Good – Amy Winehouse. Continue reading

A nova Alice

Recebi um email há alguns dias de um novo amigo, ele indicou um filme e me disse: ” tu é a Coraline, pelo menos eu acho”, ou algo assim. Fui atras e encontrei o trailler:

Adorei, simplesmente adorei. Coraline seria uma releitura de ALice no país das maravilhas, com outras influencias, Coraline encontra um mundo perfeito, onde ela pode ter tudo o que quer, com uma condição. Costurar dois botoes pretos em seus olhos, e assim, ela poderá viver naquele mundo maravilhoso, onde toda a atenção está voltada para ela. Mais que uma fábula para adultos, é uma leitura adulta para crianças. Diferente de Alice:

“Enquanto dizia essas palavras, seu pé escorregou, e no momento seguinte, tchumbum! Estava com água salgada até o queixo… No entanto, ela logo entendeu que estava na poça de lágrimas que tinha chorado. ‘Gostaria de não ter chorado tanto!’ disse Alice, enquanto nadava ao redor, tentando encontrar o seu caminho. ‘Vou ser castigada por isso agora, pelo visto, morrendo afogada nas minhas próprias lágrimas! Vai ser esquisito, com certeza! Mas tudo é esquisito hoje.’”

Comigo também é assim Alice, não se espante! Estranho foi encontrar com Coraline, que é muito mais próxima das minhas sutilezas, e ela ainda tem o prazer de encontrar um amigo, o Gato preto, figura de lingua afiada, me superou na resposta, quando a menina pergunta se eles podem ser amigos: “Sim, poderíamos ser amigos. Como também poderíamos ser espécimes raros de uma raça exótica de elefantes africanos dançarinos. Mas não somos. Pelo menos eu não o sou” . Depois de perguntar seu nome, Coraline recebe a seguinte resposta : “Gatos não tem nomes… Vocês pessoas têm nomes. Isso é porque vocês não sabem quem vocês são. Nós sabemos quem somos, portanto não precisamos de nomes”.

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Caindo de maduro

Quem não conhece o Clô? Estislista brasileiro famoso por seus pitís e ataques criativos, está em coma profundo. Acabei de ler a noticia na home page do MSN Live, e estou espantada, pois o queridão das plumas sofreu um acidente vascular cerebral ao cair e bater a cabeça.

ok. A vida continua delicada, e como disse no texto anterior, o provisório pode se tornar permanente, cada mínimo detalhe pode mudar tudo. Ah, este mundo, este espaço e este tempo me é luz e sombra escancarado para quem quiser ver. Somos as duas faces, nos tornamos o que fazemos, assim o velho book-clichê: Torna-te o que tu és.

- Como se pode ser o que não é?

As coisas são o que são, cada homem é o que é. Cuidado para não escorregar aí e bater a cachola, eu é que não vou chorar em velórios. Minha sorte é acreditar ingenuamente que nem tudo que parece é. Nem tudo. Mas quase tudo é sim. rs

Força Clôôôô !!!!

Do Temporário ao Permanente;

Era para ir levando o quanto desse, porque daqui a pouco as coisas iam mudar e tudo ia acontecer. Entende assim? Não era para durar, aquilo era uma maneira de viver o que tinha para cada dia, ir levando até a oportunidade surgir, porém fui vibrando naquela energia do temporario todos os dias, e o quando vi, muitos outros dias haviam se passado, e derepente as oportunidades também passaram, junto com o vento gelado do outono que senti na pele esta manha.

Foi aí que eu percebi que “um dia” já passou, e o que era para aguentar firme até ele chegar, e ele veio e foi embora, e eu nao vi porque estava ocupada demais com o que o temporario, o definitivo ideado já não era mais ideia. Ultrapassou a utopia, e agora era o não foi. O que é? Fiquei com o temporario, vivo com ele ha anos e assim é que ele tomou a forma de ‘permantente’.

Suspiro fracassadamente, os olhos do gato mentiram para mim.

Fica aqui, um trecho do meu livro, que tem título provisório, assim como o Temporario que ficou.

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atualizar mode ON

Estou com a página de atualização do blog aberto desde as 14 horas, e tudo que escrevo apago em seguida. Podia falar da festinha que fiz aqui em casa ontem, do excesso de vodka, dos vomitos e ressaca, mas nada disso me soa interessante. Podia falar da chuva nesta manha, me fez acordar pois eu estava sonhando que a janela estava aberta e meu computador estava molhando. Tudo sonho, eu fechei as janelas e nao lembrava. Depois durmi denovo e sonhei que minha amiga estava brigando mais comigo. Já não falo com a Jéh a semanas….

Acordei de mau humor e nao sei o que escrever ainda, mas quero atualizar meu site , oras! Podia colar alguma coisa que alguem me falou, ou até um pensamento de um escritor brilhante Mas não to afim, acho que to de mau humor ainda. Estou ouvindo Sad Eyes da Bat for Lashes, é tão…. “I don’t like the things you don’t say
Leaving it for such a long long time/Why do you show me those sad sad eyes/Each time you decide to pass on by…

Daqui a pouco tem chat de um grupinho, enquanto isso tenho chat com minhas socias que viriam aqui para uma reuniao,  mas a mesma chuva que acordou meus sonhos alcolatras também as deixou em porto alegre. Faz sol agora e eu sinto… nada, nem tédio.

Cantando….I can tell that you’re lonely/But it seems now/There’s nothing you want me to do
So I won’t try to take the sadness/From those eyes that I love/Leave it open for someone else to…