Monthly Archives: abril 2009

sóis e sós e somas.

Li muito, nunca o suficiente, porém tanto sobre os porquês, as saídas e as perdidas das estrofes da vida que escolheu para respirar. Não estava escrito em nenhuma linha daquelas muitas maneiras de como fazer tal coisa o que tanto quis saber assim sem virgulas mesmo.

E mergulhado naquela melancolia diária, naquela dança sem movimento ou cor. Alguma coisa se moveu bruscamente. Não sabe ainda exatamente o que foi, ou quem. Como um laço mal torcido, embolado em fios de acrílico, se desfez como uma pluma solta, livre na brisa do entardecer róseo. Aqueles de dias frios ensolarados. São tão bonitos de se ver, seja entre os predios ou atrás dos campos. O vento é gelado nestes dias, pede companhia, mesmo que não haja, pede.

Uma música alta tocava em algum lugar da vizinhança ou talvez no quarto ao lado, uma melodia que radiava força e obscuridade. Ninguém sabia de onde vinha nem tampouco para onde pouco para onde levar… não haviam bússolas, nem relógios. Eram sóis e sós. As contas do acaso calculado pela vontade de apenar fazer o feito sem importancia nenhuma. Com cuidado retilínio de um compasso tétrico. Uma canção oca de tão livre e solta. Grave.

Consigo, em clave, após sóis e somas e só.

Poesia oculta?

Recebi de alguém que desconheço, mas resolvi postar porque achei bonito! Cleber Sampaio (?) comentou num texto antigo este poema. Estranhos, pseudonimos, pessoas…

CHEIROS
Ah esses cheiros de você
que não saem de mim!
Impregnam minhas roupas,
minhas narinas, meus poros,
os lençóis que foram nossos.
Desvesti até meu corpo para esquecê-la.
Agridoce ilusão,
provocada por um vento vadio,
que sempre me faz olhar para trás,
olhar em volta,
procurando por você, mais uma vez,
pelas ruas.

Itie

itiePor The iTei

Turismo e chicletes.

Hoje um post pessoal, para alguém, caso exista, se interesse! Ontem passei uma tarde de passeios e turismos em porto alegre. Praticamente uma dama de companhia, dei muita risada e me diverti um monte com meu novo amigo. (pausa)

Estou correndo para mais uma entrevista de trabalho, amanha tenho mais uma, e apesar de ter sido contratada numa empresa aqui na cidade, preferi conhecer as outras propostas. Acho que a vida tem me ensinado a não me agarrar tão forte no que aparece primeiro. O tempo tem sido anfitrião dessa festa toda, enquanto a distancia não me impede de ir para onde for..

Ontem eu ouvi coisas como ” tu é nova ( o que seria nova? não muito usada?) …” ok.. paramos por aqui.. estou atrasada para sair e sinto “leve” dor no corpo, mas minha pele ta ótima e tem um sorriso bem aqui ó..! Mais um.

Apesar de um corte na minha boca, a maquiagem cobre e não se percebe, como metaforas. Passei no Parque Marinha, no shopping, mas nao fazem mais filmes como antigamente. E depois.. o turismo foi em mim, porque… Porto alegre me tem.

Cayman Island

Letra:

” (…) Se ao menos eles pudessem ver, se ao menos eles estivessem aqui
Eles entenderiam como alguém pode ter escolhido
Ir tão longe quanto eu fui, para passar somente um dia passeando
Segurando em você, eu nunca pensei que seria tão claro ”

tarefa.

Texto escrito por mim captada para uma pessoa. Senso comum versus singularidade:

-

O movimento dos senidos faz do homem um mecanismo. Um só Orgão musical. Cada peça é uma sensação. Sentir cada uma faz de cada nota um tom. A música do homem está no mover de cada tecla. Preocupe-se em ouvir a canção, não apenas funcionar o instrumento. A dança só inicia depois que a melodia começa a tocar.

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Por: ASHKAHN SHAHPARNIA

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trechos do Caio

” Como se eu estivesse por fora do movimento da vida. A vida rolando por aí feito roda-gigante, com todo mundo dentro, e eu aqui parada, pateta, sentada no bar. Sem fazer nada, como se tivesse desaprendido a linguagem dos outros. A linguagem que eles usam para se comunicar quando rodam assim e assim por diante nessa roda-gigante. Você tem um passe para a roda-gigante, uma senha, um código, sei lá. Você fala qualquer coisa tipo bá, por exemplo, então o cara deixa você entrar, sentar e rodar junto com os outros. Mas eu fico sempre do lado de fora. Aqui parada, sem saber a palavra certa, sem conseguir adivinhar. Olhando de fora, a cara cheia, louca de vontade de estar lá, rodando junto com eles nessa roda idiota – tá me entendendo, garotão? Nada, você não entende nada.(…)”

Dama da Noite – Caio F. Abreu.

 Certa noite destas acordei apavorada depois de ter sonhado que eu tinha um fillho chamado Caio. Tudo bem que li diversos contos do Caio Fernando antes de ir para cama… atordoamentos mentais literarios pseudo culturais. Assim que chamam.Ou eu decidi isso agora.

Balas, Baleias e agostos.

Hoje acordei e resolvi ouvir uma banda que não ouvia há muito tempo. Paramore. Tudo bem, eles ainda tocam nas rádios e são pós modernos. Mas para mim o tempo deles já passou. Muito dois mil e oito. Neste ano é outra coisa, Lady Gága, Lily Allen, milhões de bandas de garagem inglesa – selo indie sacas?

Não sei se esta minha ansiedade de alguma coisa que nem sei o quê, é valida também para musicas, pessoas e comidas. Tudo passa e vai ficando amarelado, sem vida, um ensaio que nunca estréia. Ok. Talvez seja assim mesmo. Que me adianta divagar neste buraco?! Que me adianta divagar seja onde for ou qualquer coisa por si só. Aquela paz sonsa que vinha sentindo chegou na ultima gota.

Esses céus de abril tem sido tão azuis, e os sóis brilham forte até que meus olhos cerrem. Muitas mutações por aqui. Até parece agosto. Não que agosto seja um mês de mudanças. É tão estagnado, bege, nublado. Porém é a-b-r-i-l. Realidade. Só porque começam com a mesma letra do alfabeto?  As coisas não são só  o que parecem ser.

Veja minha mãe, me lembro de dois alunos dela, que é psicopedagoga, ao perguntar a um menino alfabetizado de seis anos e uma menina nao alfabetizada de 4, qual era a semelhança e diferença entre BALA e BALEIA.

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Música!

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Mais uma garimpada musical e encontro uma moçoila de voz meiga, que me lembra muito a Lykke li. Numa versão folk com pegadas pop, cada canção desta loira é muito diferente da outra. Um som para curtir na corrida ( caso eu corresse, e você tambem)

Ela canta Águas de Março, da Elis, e diz que “Essa música fala muito para mim, diz como a vida pode ser diferente com pequenas coisas”, explica em sua biografia. O nome dela é Anya Marina, é norte americana e com seu segundo trabalho, promete aparecer. Aqui está ela. Myspace.

Sem vídeos hoje.. só um pedacinho de uma das letras que mais gostei. Move You

Dobrando colheres com a minha mente,
manifestando os homens de todos os tipos
no meu tempo livre.
Mas, oh, como eu lutava em vão,
para resolver este enigma com o meu cérebro
quando a resposta está em minhas mãos.

Leituras

Mais um trecho de Fante:

Uma prece. Certo, uma prece: por motivos sentimentais. Deus Todo Poderoso, lamento ser agora um ateu, mas o Senhor leu Nietzsche? Ah, que livro! Deus Todo Poderoso, vou jogar limpo nesta questão: vou Lhe fazer uma proposta: Faça de mim um grande escritor e eu voltarei à Igreja. E Lhe peço, caro Deus, mais um favor: faça minha mãe feliz. Não me importo com o Velho; ele tem seu vinho e sua saúde, mas minha mãe se preocupa tanto. Amém.

Eu disse apaixonada né? Tempestuosamente apaixonada. Grande escritor.

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Tempo, sempre. Nunca.

Não sei há quanto tempo estou aqui dentro, sem poder me mover. Antes disso era muito movimento. Antes do movimento era assim como é agora. Mas não me lembro muito bem de como era cada minuto. O tempo tem roído minha carne aos poucos; lentos queijos derretendo nos arames.

Os anos se passaram rápido, enquanto os minutos tão lerdos. Hoje despertei no horario de sempre. Pelo menos nos ultimos meses. Sempre. Perto das dez horas meus olhos abrem naturalmente…senti imensa vontade de abrir toda a casa. Acho que o sol estava brilhando mais do que nos dias anteriores. O sol tem brilhado muito bonitos nestes ultimos dias, apesar do vento gelado que faz meus cabelos brilharem tanto quanto o astro. Então abri as janelas do quarto, da sala, da lavanderia que tem visão para todo o oeste e posso ver as montanhas ao fundo da cidade desnivelada.

Dobrei os lençois, cobertores e a atmosfera arejou-se intensa e parece que um ar dourado invadiu meus pulmões. Alivio. Ainda não suficiente acendi um incenso com cheiro de flores. Búcolico. Interrompi minhas leituras, minhas preces e minha ânsia e decidi lavar as xícaras sujas de chocolate quente de ontem a noite, quando resolvi durmir na sala em frente a tv, o computador e uns livros e revistas. Eles preenchiam as ausencias. Todas as ausencias.

Ouvia música, conversava com alguma amiga, planejava algum trabalho free lancer sem fins lucrativos e procurava emprego para sobreviver. O dinheiro está acabando e eu preciso sobreviver. Larguei o meu trabalho loucamente há dois meses atrás. Saí sem receber nada por direito legal do nosso país. Isso é uma droga. E drogas tem sido artificios que nao atraem mais meu organismo. Pelo menos nos ultimos tempos. Nunca.

Então, em cima da cama estavam as xicaras, livros, revistas, computador e tv. Não, a tv estava em cima da mesa. Em frente a cama. Minha cabeça girava a mil por hora, numa velocidade incalculável para qualquer físico. Enquanto minha alma adormecida por soníferos, ressonava bela e avermelhada dourada dentro do meu corpo pálido. Descobri então, enquanto conversava com minhas companhias ausentes, que a vida é assim mesmo. Se tudo muda a todo instante chegou a minha vez. E o que parece caos, é só uma nova maneira de vivenciar aquilo que a minha adormecida alma ansiava há eras. Tempo. “ Há quanto tempo eu conheço você? Ah quanto tempo eu ainda vou precisar? E eu dependo do que eu não entendo, eu pretendo apenas que voce saiba que isso é o meu amor.” Não sei mais o que é da minha alma e o que é do meu ser. Seja Ser aquele que tem corpo, mente e alma. Harmonia entre nós, é o que eu sou. Ego? Comunhão divina do meu ser. Seja eu, você ou qualquer outro. Que minhas palavras nunca se percam, tanto quanto eu me perdi, tantas e tantas vezes. Diariamente, graças à Deus. O incenso está acabando de queimar. Que o aroma atinja todos aqueles que de coração, alma e mente pura, ou influenciada, ou podre, ou réles ou maligno, não me importa. Apenas abram as janelas e sintam. Sentir. A chave dos meus ensinamentos neofitos para eu mesma, que ouço a voz do que é divino além de mim. Sempre.

Leituras

Estou lendo um livro indicado há muito tempo e estou profundamente apaixonada por ele.

Era uma noite importante na minha vida, porque eu precisava tomar uma decisão quanto ao hotel. Ou eu pagava ou eu saía: era o que dizia o bilhete, o bilhete que a senhoria havia colocado debaixo da minha porta. Um grande problema, que merecia atenção aguda. Eu o resolvi apagando a luz e indo para a cama. “

Pergunte ao pó – John Fante

Surfando Karmas e DNA

Quantas vezes eu estive cara a cara com a pior metade?
A lembrança no espelho, a esperança na outra margem

Quantas vezes a gente sobrevive à hora da verdade?
Na falta de algo melhor, nunca me faltou coragem

Se eu soubesse antes o que sei agora, erraria tudo exatamente igual…

Tenho vivido um dia por semana, acaba a grana, mês ainda tem
Sem passado nem futuro, eu vivo um dia de cada vez

Quantas vezes eu estive, cara a cara com a pior metade?
Quantas vezes a gente sobrevive à hora da verdade?

Se eu soubesse antes o que sei agora iria embora antes do final…

Surfando karmas e DNA, eu não quero ter o que eu não tenho
não tenho medo de errar!

Surfando karmas e DNA, não quero ser o que eu não sou
eu não sou maior que o mar…

Surfando karmas e DNA…na falta do que fazer, inventei a minha liberdade!!

Escuta aí… me lembrei deles ao me lembrar das tardes ociosas quando ainda ia para escola, encontrava com as amigas e fazia mil planos para o futuro, que é hoje… e sempre.

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Bem pirua

A Sony lançou mais uma fashionidade! Uma série de notebooks,  a Vaio C Series Owner Made Crocodile Style, que tem como diferencial o revestimento em em couro sintético imitando a textura do croco.

 

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