

BY DESIGN DE MODA FEEVALE
Era claro, muito claro e o corpo despertava lentamente, a pele estava marcada por rugas feitas durante a noite em meio aos lençóis torcidos. O inchaço dos olhos promovia uma sensação de alivio e peso ao acordar.
Alivio interior, versos o peso nas faces pelo rompimento da casca. Outro dia invadia outra noite daquelas. Daquelas que o desespero torna-se intransferivel. E tudo isso tinha um motivo, ainda oculto em nossa história. Ligava o som e um blues animado e dançante ilustrava o cenário. Chaleira no fogão e cheiro de café novo. Mais um banho na pele, cabelos molhados escorriam gotas d’agua pelo chão. A voz feminina cantando i got be free, agitavam o rosto demasiado exausto.
Seguido de uma canção chorosa, o cinzeiro é esvaziado, as garrafas amontoadas na lixeira, e um sorriso para a vizinha que passeava com o cachorro na rua em frente ao apartamento pequeno que vivia há alguns anos.
Anos! Parecia ontem que havia partido da outra casca..a mais fina e superficial, assim como uma cebola robusta de algum verdureiro de feira, a qual nunca frequentou.
As primeiras horas do dia eram de decisões. “ Não vou mais pensar sobre isso”, e quando percebia: cabum! Estava mergulhada em alguma fantasia, refazendo cenas que nunca houveram, enfeitando outras que talvez nem aconteceram com tanta promiscuidade. Tenso.
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E não restavam dúvidas, o tédio uniu-se a ânsia e dali só nasceriam demônios. Parte de um ciclo aparentemente indestrutivel, a ponderação não penetrava, ora o vento morno anunciava a chuva. E já tinham certeza, não seria leve o vendaval.
Atingiu o estágio de raiva absoluta, jogava para fora em lágrimas e murros, espalhando os cobertores pelo chão, chutou as roupas amassadas pelo sol, que mal entrava nas frestas daquelas janelas escancaradas.
Não sabia como, mas sua conexão com a água era instantanea, e sentia necessidade de lavar seu corpo. A pele irritada, os nervos, a alma. Recontorcia-se no chuveiro, deitada no chão enquanto esvaziava a raiva, e a água escorria nas costas, as lágrimas no rosto e a culpa misturada com remorço e pimenta lambiam o peito.
Amoitou-se como um feto. Partiu a narrar um canto implorando contato.
- Se tu me ouve agora, porque não responde?
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Mais melancólico e desiludido do que eu?
Esse cara existe?
Sim! E se chama: Moby.
Em seu novo trabalho, trazendo “notas de poesia num tom triste” como o próprio designa.
E para ser brilhante não basta purpurina, é preciso um pouco de desleixo e desamores. Era silencio e eco, o que propagava lento e morno nos cômodos da residência. Do-mi-cí-lio!
Passavam dias e noites, frio e abafamento vital, as aves voavam zonzas naquele céu cinza cru. Queria que todos os pensamentos estáticos do passado, assim como as fantasias de um futuro alegre, misturado a imagens imaginativas de instantes reais que aconteciam em outro lugar, bem distante daquela abóboda, se dissipassem como fumaça.
Que o esquecimento daquela memória doente, consumisse a ânsia ao nada. Nem farelo, nem fagulha. Nem sólido, nem lunar. Para o lugar de onde brotam todas as perguntas. Chamam de Nada, mesmo sabendo que esta é só uma palavra. Que estes pensamentos retorne ao principio de tudo, tanto faz. Apenas seja esquecido e outros pensamentos tomem seu espaço no tempo.
Com o entardecer esfriava cada vez mais, porém havia uma densa camada atmosférica nos sufocando. Disseram que ia chover forte, e seu nome era Vendaval.
E não é fácil exorcizar os fantasmas, os quais se estava acostumado a conviver. Não eram encomodo, os pobres coitados estavam ali, entre os azulejos da memória gasta, entre os dentes poídos e sentavam-se a mesa muito bem educados.
E a permissão mostrou outra vez ser contrária a efeito do que chamam ‘ saudavel’. Pois ora permitia uma aventura, lá vinham eles a galope, enquanto se recontorcia na cama, e era beijada e apunhalada ao mesmo tempo, no mesmo pedaço de carne.
Não se permite mais.
E aqui começa uma saga, que bem poucos se interessarão em acompanhar, ou talvez não, caso seja brilhantemente bem escrito. Porém meus vícios de linguagem, os erros ortográficos que irritam tantos, pode ocasionar eco nessas quatro paredes, enquanto falo sobre esta historia sem fim.
Ou talvez o fim seja apenas prosseguir dia após dia, tentando de toda forma a expulsão. Pois sim, eles já não são tão inofencivos assim.
Uma poesia do Hesse, no livro Knulp. Mexe comigo.
” As flores todas.Tem de secar.Quando vem a névoa, E os seres humanos Tem de morrer, A gente os deita na cova Também os homens são flores, Retornam todos, Quando lhes chega a primavera. De doença então nem leve sombra E dissipado tudo estará.”
Ou como eu digo para minhas amigas, ” eles sempre voltam..cedo ou tarde…”
ps: Diante dos fatos de minha vida, sinto leve vontade de entrar em combustão imediada! Colocar a cabeça de algumas pessoas num buraco e esperar explodir. Eu to bem.
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Ontem escrevi um post e ele sumiu, deve ter sido abduzido pelos canais do google. Falava sobre o maravilhoso livreto que estou vivendo no momento. Pois sim, eu não sei ler, eu vivo cada fonema. Desta vez foi ele que me escolheu. Do alemão que me bambeia as pernas Herman Hesse, Knulp é uma obra sobre 3 episódios de sua vida.
Enquanto passeava pela biblioteca, aguardando duas amigas, esta obra me tomou pelas mãos e decidi traze-lo comigo ao ler o prefácio:
- prenuncio de primavera
- recordações de Knulp
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Gostei disso! Emoção e reação. Por Nicolas Evariste (seja lá quem for esta pessoa, roubei de um site [likecool] adorei!
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Porque todas as manhãs que entro no onibus para ir ao trabalho, e a neblina encobre o amanhecer, toca no rádio é sempre amor mesmo que acabe, ou mude, nao sei bem o título, mas toca sempre, exatamente as seis e quarenta e três quando já estou virando a primeira esquina para a RS 239. Canto.
E hoje, lá pelas tantas, ouvi um reggae do tempo que éramos felizes e não sabíamos. Num tempo em que o plano era sonhar, idealizar um futuro para vida toda. No refrão da música dizia algo como, ilumine meu caminho eu quero viajar.
Era empolgante e bonito na época, agora é enjoado e sem graça, mas me lembra tantas outras coisas legais vividas em periodos que não tinhamos preocupações!!!
Alias, tínhamos sim. se o carinha nao ligava para marcar uma saída, se o vestido nao ficava bem no corpo para festa, se chovia e a chapinha estragava… é, hoje se nao pago o aluguel, a fatura do cartão, se meu chefe perturba, essas coisas que. ah, sei lá.
Ainda bem que nunca fui muito chegada na chapinha, minhas amigas ainda tem vergonha de mim, do meu cabelo eu acho.
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Crowley — A Lua. Gimel. Pureza é viver apenas para o Maior; e o Maior é Tudo; sejas tu como Artemis para Pan. Leia-te no Livro da Lei, e abra caminho através do véu da Virgem.
Riley — Ouvir Seu Eu Interior. Sabedoria. Receber o ensinamento ou a mensagem por meio de seus sentimentos, pressentimentos, instintos, ou intuição. Um tempo para ouvir e estar consciente dos sinais de seu subconsciente e dos sonhos noturnos.
A Sacerdotisa é a guardiã do inconsciente. Ela está sentada na frente do fino véu do desconhecido que é tudo que nos separa de nosso jardim interno. Guarda em seu próprio interior os segredos desse reino e nos oferece o silencioso convite: “Seja tranqüilo e saberá que sou Deus”.
A Sacerdotisa é o princípio feminino que equilibra a força masculina do Mago. O arquétipo feminino no tarot está dividido entre a A Sacerdotisa e a Imperatriz. Esta carta é o desconhecido misterioso que a mulher freqüentemente representa, especialmente nas culturas que se focam no tangível e conhecido. A Imperatriz representa a função feminina como a face externa da vida.
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Tenho escrito muito nos ultimos dias. Acredito que um volume suficiente para encaminhar à edição de capitulos suficientes para chamar de Livro. Um montante de histórias minhas figuradas sob personagens, que são todos eu.
Não falei para muita gente, mas agora vou revelar, marquei consulta com uma terapeuta neste sábado. Não aguento mais, nao aguento mesmo!!!!!! É muita loucura, são muitas vozes, o mundo está cheio de opinioes apontados para meu nariz. Paranoia mode master! Tanto que eu não consegui suportar sozinha o peso do som.
Deve ser a voz da Billie que me deixa com cara de choro o dia todo, enquanto eu disfarço com gripe, assim os colegas de trabalho não questionam. Preciso chorar de verdade no colo de alguém que simplesmente se cale. Por isso pagarei a terapeuta, e justamente: serei sucinta.
É aquele nó no peito que sufoca sabe? Vontade de espirrar o estômago. Vomitar o cérebro. Quero ir pra C.A ver o verde das campinas. Desbotado pelo inverno, bem eu sei daqueles dias. Dizer olá para os amigos, familia. Tossir o coração.
Da vida eu só espero ser surpreendida, porque a graça se perdeu, ou no verde das campinas, ou no catarro dessa doença.
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É tarde da noite, e está muito frio, não tanto quanto imaginei, pois anunciavam por aí que seria a noite mais fria do ano; até que a noite seguinte venha e torne-se a mais fria por conseguinte. Encontrei um amigo que nao via há muito tempo, conseguimos conversar, e apesar de uns desajustes aqui e ali, no geral estamos bem. [ kvera, leia o blog sempre que possivel, e manifeste-se, pois eu AINDA não posso advinhar - teoricamente nao posso mesmo..]
Tem alguma coisa me cutucando o peito, assombrando minha face. Tudo está caminhando num ritmo agradavel, sinto que posso domar o tempo, guiar minha vida para um lado ou outro e absolutamente tudo que eu fizer em meu proprio beneficio ou não, depende somente de mim. E este é um momento de decisões importantes. Como de praxe, estou confusa. Sei das minhas necessidades reais, assim como as da alma, pena que não aprendi a conciliar, pois viciei numa circunstancia imaginativa que me deixou assim – lunática.
O que me confunde é esse auê no peito, uma sensação de “deixar de lado” aquilo que me seria essencial. As atitudes em ” deixar de lado” assim como o que é ” Essencial” são um misterio para mim. Nao percebo, nao concretizo. Não é consciente. Digo que quero o que nao quero, mas no fundo eu sei… eu viciei naquilo.
Naquilo que digo de esperar, pois sim, são de esperas que se movimentam a minha vida. Sou tumultuada, dinamica, nômade…mas espero nao ter mais o que esperar. Não espero muito dos outros, as pessoas se mantém mediucres em suas vidinhas limitadas, assim como eu, na minha esfera auto-analítica. Não espero do acaso, o destino já me provou que existe e persiste diariamente em me apontar o que já antevia, então o Sr. Obvio nao usa disfarce.
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Tantos sentimentos
Acabam aqui
Me deixaram só com eles
Oh, na atmosferta
Estou doente e cansada
De raciocinar
Só quero romper
Sair desta pele
Eu não posso escapar de mim
Todos os meus problemas
São maiores que a vida
Eu posso engolir
Outro pedaço
Parece que minha sombra
Marca todo sucesso
Não posso aprender a viver com isso
Isso preso dentro de mim
Eu não posso escapar de mim
Eu não posso escapar de mim
Escape myself – Novelle Vague (música)
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