Monthly Archives: julho 2009

DODECAEDRO SÉTIMO FRAGMENTO DA DÉCIMA TERCEIRA VOZ

VII Ruivo:

” (…) Mas embora o vinho, a festa tinha acabado. E não nos olhávamos nos olhos, apesar da luz. Os cães já não uivavam. Não havia mais a dança de Linda nem a canção de Isis. O silêncio tornou-se tão denso que cada movimento precisava ser feito devagar, como se o ar pesasse à nossa volta, dificultando os gestos. Quis pensar então na minha vida antiga, mesmo uma nem muito remota, que fosse pelo menos até pouco antes do pôr-do-sol quando, ao voltar para casa, do caminho cercado de hibiscos que liga o portão de entrada à varanda, enxerguei Virgínia ajustando a luneta para observar Vênus. Não consegui lembrar mais nada. Eu não tinha passado. Acho que pensei que não tivesse talvez também futuro. Como no centro de um palco, na cabeceira da mesa, a luz batendo direto no meu rosto, o braço esquerdo caído ao longo do corpo, o direito segurando um cálice de vinho. Alonguei lentamente a coluna. Então olhei-os.

Éramos nove eremitas. Na cabeceira oposta da mesa, Raul olhava como se me tivesse transferido em segredo, em silêncio, o ceptro de algum poder que eu sequer adivinhava o valor. Eu preparei o chá, ele disse, você preparou o vinho: um outro e novo movimento se inicia agora. Desejei que alguém colocasse outro disco na sala, que os cães recomeçassem a uivar, que caísse de repente uma dessas tempestades violentas de verão. Nada acontecia. A tática solenidade disposta entre nós começou a pesar tanto que, como um professor ou um psicanalista, tive o impulso de olhar o relógio para dizer qualquer coisa como bem, por hoje é só. Eu não conseguia dizer nada. Desviei meus olhos dos de Raul para fixá-los num quadro pouco acima da cabeça dele: a Santa Ceia desbotada de onde Tiago Menor parecia olhar direto nos meus olhos. Outra vez me voltou à memória o caminho de hibiscos. Tirei do bolso o quadrado de papel vegetal. Ergui-o como uma hóstia, as duas mãos unidas, até que a luz batesse justamente sobre ele. Através do papel, os grãos miúdos brilhavam feito pequenos sóis.

Uma corrente de energia percorreu os outros. Júlio apressou-se a trazer o espelho. Pedro tirou da cintura o punhal marroquino. Marília acendeu a vela. Depositei na mesa o copo de vinho. Com a mão direita, abri devagar o papel sobre a palma da mão esquerda. Antes que alguém pudesse dizer ou fazer qualquer coisa, soprei fortemente o pó. Flutuou por instantes no ar, depois espalhou-se sobre os móveis, pelos cantos, pelas quinas. Dissipar a névoa, sim, talvez fosse esse o meu sentido. Mas se era realmente assim, não compreendia por que, como a noite então, uma grande tristeza, neblina, começou a descer sobre mim. Eu não tinha passado algum antes do caminho de hibiscos, os cães recomeçaram a uivar, eu só queria iluminá-los, a cozinha estava muito suja, não havia futuro. Minha vida me doía fundo sangrada sem saída. Tudo que eu precisava era o sol quente da manhã seguinte que não viria, aquecendo minha cabeça confusa. Cobri o rosto com as mãos e comecei a chorar”

Caio Fernando Abreu.

vida de agencia

vidaemagencia

Mira que tal?!

G-joker

By photographer Cristo bal Marambio.

Gente! Que fofura! Penso que se um dia eu tiver um filho – não vai prestar. Adorei muito!

- why so serious? Let put a smile in your face…

conto depois do conto

Queria um bom tema para dissertar, porém não havia nenhum bom o bastante, que não fossem as velhas histórias repetidas. Os dilemas do velho e do novo tempo, os amores enfurrujados, não-vividos, não-superados por nenhum outro novo que pudesse suprir além de meros momentos de trocas de fluidos, sexo sabe?

Ostentava e idealiza muito mais do que isso, mas como era possivel saber se realmente existiria no mundo alguém tão importante quanto… bem, o que é, simplesmente dispensa explicações demasiadas.

*Tomo um gole de café e prossigo*

Soube que uma mulher que embarcaria no airbuss que despencou dos céus, há um mês atrás, morreu na semana seguinte num acidente de carro. Me questiono se ainda existe destino ou a lei de atração é mais forte? Ela mentalizou que o fim de sua vida escapou-se sutilmente e de tanto matutar acabou comentendo um “acidente” , jogando seu carro debaixo de uma ponte.

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cantando para esquecer o que eu nem vi

Sabe aquela sensação de estar escrevendo a coisa errada? Sentir que devia escrever mais, alinhar-se aos fatos, usar menos metaforas. Fazer-se desse poder para registrar tudo, como um livro de memórias, que depois de “minhamorteamém” alguém possa ler e rir ou chorar daquilo ali. Uma substancia evaporando no ar. Noir.

Como se um funil de emoções filtrasse tudo o que acontece em torno e ao longe de mim, e ficar me questionando onde eu erro, ou simplesmente ‘porque não eu’, realmente não muda nada! Não eu, porque não eu. Oras. Conformismo?

Do mais alto e largo ao filtro fino onde pinga uma gota por segundo, talvez menos que isso, como se um tecido tênue protegesse esta minha cara de pau, deslavada das minhas próprias decisões, rolos e engodos. Só não me entendo sob um aspecto; porque me ensaio tanto e não estreio nunca? Alguém contou que vivem dois lobos-da-estepe num mesmo lugar? Sei, sei, eles andam sozinhos, é a história, mas há um novo fato. Soube por uns e outros que essa brecha de silencios e luz e pesadelos e imagens são meras táticas dessa matilha, pois é, há uma guerra travada. Eles vivem dentro de mim, assim como um tigre, um leão, um dragão, uma serpente e uma gaivota. Não, não é a arca de noé, ou eu perdi o meu lirismo como perdi a hora e me atrasei – denovo – para o trabalho.

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De tanto lembrar nele..

… Fica minha modesta homenagem ao homem que soprou meus pensamentos nos ultimos dias, o qual admiro e amo muito. Caio Abreu. Um pedaço do que eu vivo.

“(…) Fissura, estou ficando tonta. Essa roda girando girando sem parar. Olha bem: quem roda nela? As mocinhas que querem casar, os mocinhos a fim de grana pra comprar um carro, os executivozinhos a fim de poder e dólares, os casais de saco cheio um do outro, mas segurando umas. Estar fora da roda é não segurar nenhuma, não querer nada. Feito eu: não seguro picas, não quero ninguém. Nem você. Quero não, boy. Se eu quiser, posso ter. Afinal, trata-se apenas de um cheque a menos no talão, mais barato que um par de sapatos. Mas eu quero mais é aquilo que não posso comprar. Nem é você que eu espero, já te falei. Aquele um vai entrar um dia talvez por essa mesma porta, sem avisar. Diferente dessa gente toda vestida de preto, com cabelo arrepiadinho. Se quiser eu piro, e imagino ele de capa de gabardine, chapéu molhado, barba de dois dias, cigarro no canto da boca, bem noir. Mas isso é filme, ele não. Ele é de um jeito que ainda não sei, porque nem vi. Vai olhar direto para mim. Ele vai sentar na minha mesa, me olhar no olho, pegar na minha mão, encostar seu joelho quente na minha coxa fria e dizer: vem comigo. É por ele que eu venho aqui, boy, quase toda noite. Não por você, por outros como você. Pra ele, me guardo. Ria de mim, mas estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula, só porque no meio desse lixo todo procuro o verdadeiro amor. Cuidado, comigo: um dia encontro.

        Só por ele, por esse que ainda não veio, te deixo essa grana agora, precisa troco não, pego a minha bolsa e dou a fora já. Está quase amanhecendo, boy. As damas da noite recolhem seu perfume com a luz do dia. Na sombra, sozinhas. envenenam a si próprias com loucas fantasias. Divida essa sua juventude estúpida com a gatinha ali do lado, meu bem. Eu vou embora sozinha. Eu tenho um sonho, eu tenho um destino, e se bater o carro e arrebentar a cara toda saindo daqui. continua tudo certo. Fora da roda, montada na minha loucura. Parada pateta ridícula porra-louca solitária venenosa. Pós-tudo, sabe como? Darkérrima, modernésima, puro simulacro.(…)”

Espiral

De cara nova. Vivenciando uma fase real em movimento, aliado a esta constante, o layout do blog válvula de escape também mudou.

Lembrando aos meus queridos leitores diários, que retornam ao blog com as próprias mãos – literalmente - segundo o google analytic, também aos 7 assinantes do google reader, que os links “concurso de poesia” ainda estão em vingor, assim como a página do about, onde coleciono frases dos escritores e seres que admiro simplesmente por existirem.

Minhas roupas estão mais cinza-e-preto, meu blog também ficou, porém não é sinal de sujeira, ok? Nem cansaço, ou penumbra, é uma nova tática que arrumei para manifestar a minha luz, ofuscando o entorno e focar no conteúdo de cada ideia, pensamento devaneiado,  bobagem gigantesca ou qualquer coisa que eu venha a postar.

As cores vivas permanecem no topo, pois é em kether se faz carnaval. Meus creminhos novos chegaram, e agora anti-celulite-estrias-rugas-depressão, ok,  a ultima é mentira. Estou feliz, pois no fim de semana irei ver minha familia e amigos – assobio um lalalala desesperador -  Ontem olhava as fotos proibidas, um arquivo chamado ” passado” e outros chamados ” final 08″ outro chamado ” páscoa 09″ outro chamado ” por aqui”… eu ri tanto, adoro esse negócio de fotografias, e me lembro do Caio outra vez, por me ver como um albúm de fotos amarelecidas, folhadas em um momento qualquer, quando se está sozinho em algum lugar. Em si.

Pondero:

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pessoa e persona

Domingo maravilhoso, dia dedicado as sutilezas que me fazem feliz. O cheiro do meu incenso, misturado a fumaça do cigarro, o vapor do café, a luz do sol entrando pela janela de vidros fechados, o céu azul límpido, o frio lá fora…

O chão foi lavado, as roupas estendidas no vento, a música tocava incessante, já os pensamentos… calados. A vida manifestando-se mágica. Pois sim, quando me dizem que estou no auge, e tenho o mundo aos meus pés, não entendia que este mundo era o meu próprio, e que o auge era estar comigo mesma, vendo um filme, tomando um cházinho e costurando minhas coisas, desenhando ou escrevendo – coisas que amo fazer - completa e em paz… pensei que ao meu lado nenhum affair caberia. Talvez se ele fosse calado e quisesse ler um livro. Talvez.

Mesmo assim, o que quero dizer, é que além dos meus personagens, meu ego, meu eu-lirico, minha alma, e toda essa parafernalha de nomenclaturas, definições e sei lá – hipocrisia? – só para limitar e repartir nossos seres. Tanto faz todos esses nomes, são manifestações criadas por nós mesmos, e de alguma forma nos fazem parte, como um órgão é vital ao nosso corpo – ou não – tem gente que vive sem amidalas ou rim (?)

Já somos obrigados a repartir nossas vidas – a profissional da pessoal da emocional da familiar da cidade natal da faculdade do bar da espiritual (?) Somos ou nos obrigamos a ser? – Então justificar o que é maíra, o que é personagem, o que é sentimento… ah, me dá uma preguiça…!!! E dizendo o que quero dizer desde o começo deste texto é que me sinto tão bem assim.

Como disse Caio F. acostuma-se com o poço, ou talvez como biquíni cavadão nos anos 90 cantou Janaína.

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this is not a love song!

Sobre uma escritora sem palavras.

naked my soul

E cada gota de chuva era um pouco de meteoro, zanzando no espaço, descompassado, dando ritmo de sua monotonia. Estava em si e no todo, assim como a luz está na fonte e nos elementos do cenário. Penetra intensa rajando outrem.

 É pedaço de verso, a sílaba da rima. Um som. Fonema que cintila fervor, movimento e paixão. Dos seus olhos muitos sorriem. Das palavras debocham criando sigilos. Os passos tétricos ditam o caminho a seguir, e nos mínimos-detalhes dessa sutil chiste, exalto o meu eu-melhor-de-todos.

 Das máscaras ou personagens, como queiram chamar, todos me pertencem. Ficam as marcas de cada uma destas faces roçando sob o pano de fundo, o verdadeiro ser. O criador das criaturas. O dono de todas as facetas. Os arranhões e as poses de cada um que o invade, que toma o seu corpo como assento deixa-no tal qual divindade, que de tanta alma, parece invento.

A macies das palavras não ilustra a sensação de toque lento, demorado, quase retroativo no tempo sob a pele da pele. Epiderme. Toca em si um canto sem melodia, toca a palavra nos céus. Céu-da-boca. Lambe e beija cada pedaço da carne, e arranca com os próprios dentes as feridas que secam com o sol, com o fogo, com o tempo. Chega então o cansaço.

Languida, espreguiça-se metida entre meio-sorrisos, entre meras estrofes de uma imagem-canção. Poderia ser uma história, a sua própria, caso fosse real esta escrita, o verdadeiro impulso que a joga entre as letras, fica velado. Intrínseco na ultima camada entre pele e pêlo. Amor e sonolência. Inquietação que persiste, respira e relaxa. Não consegue esquecê-la, pois não é um pensamento para que seja abandonado ao vazio, ao breu. Então ela, eu, se mantém sentindo esse misto de todo-amor-do-mundo com coisa-nenhuma, porém prefere voltar-se à canção.

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love will tear us apart

Quando a rotina bate pesado e as ambições são pequenas, o ressentimento voa alto embora as emoções não cresçam. E vamos mudando nossos caminhos, pegando estradas diferentes, então o amor…
…O amor vai nos separar de novo.
Por que esse quarto está tão frio, de costas, do seulado? E o meu tempo que estragou, nosso respeito murchou tanto? Mas ainda há esta atração que mantivemos ao longo de nossas vidas. Amor…
O amor vai nos separar de novo.
Você grita durante o sono, todos os meus fracassos expostos? Fique com o gosto da minha boca enquanto o desespero toma conta. Será que pode uma coisa tão boa simplismente não funcionar mais? Quando o amor…
O amor vai nos separar de novo.

Trecho de um novo autor

‘Sou um sedutor. Eu sei. Assim como existem os alcoólicos irrecuperáveis, os jogadores, os viciados em cafeína, em nicotina, em maconha, os cleptomaníacos etcétera, sou viciado em sedução. Às vezes o anjinho que tenho dentro de mim tenta me controlar e diz assim: “Não seja tão filho-da-puta, Pedrito. Não percebe que está fazendo essas mulheres sofrerem?”. Mas aí aparece o diabinho e o contradiz: “Vá em frente. Elas ficam felizes assim, nem que seja só por um tempo. E você também fica feliz. Não se sinta culpado”.

É um vício. Sei que a sedução é um vício igual a outro qualquer. E não existe nenhum Sedutores Anônimos. Se existisse, talvez pudessem fazer algo por mim. Se bem que não tenho certeza. Seguramente eu inventaria pretextos para não comparecer a suas sessões e ter de ficar lá na caradura na frente de todo mundo, botar a mão na Bíblia e dizer serenamente: “Meu nome é Pedro Juan. Sou um sedutor. E faz hoje vinte e sete dias que não seduzo ninguém”‘.

pedro juan gutiérrez – me apresentaram estes dias o tal.

diário de bordo

- 7:22: acorda de súbito sem lembrar que o despertador do celular havia tocado às 6:00. Olha para as mãos e está segurando o celular.

- 7:45: Derrama café na calça jeans enquanto entra no ônibus.

- 11:50: Sai em meio a neblima e almoça calada e pensativa. Sente ou presente alguma coisa diferente.

- 16:30: Decepciona-se profundamente com o trabalho.

- 17:00: Esbraveja sua raiva nos ouvidos do amigo online no MSN.

- 17: 15: Sai da empresa chorando na rua de tanto ódio que sentia.

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Porque tem canção e poesia no meu MSN

 marcello diz:
dilacerar ou tragicomicidade?
marcello diz:
“Toda vez que penso em você
Eu sinto passar por mim um raio de tristeza
Não é um problema meu mas é um problema que achei
Vivendo uma vida que não posso deixar para trás
Não faz sentido em me dizer
“A sabedoria de um tolo não vai te libertar”
Mas é assim que as coisas são
E é o que ninguém sabe
E a cada dia minha confusão cresce”
M. diz:
essa é boa!
M. diz:
postavel no meu blog
M. diz:
hahaha
marcello diz:
postável no meu blog

Give me the words

227n_nude

Escrevi um poema, e ficou guardado nos arquivos da minha mente. Ontem a noite, mesmo com as calçadas molhadas, decidi sair para andar, como fazia há meses, talvez anos atrás. Saí para pensar na vida, é assim que se fala né? Pois é, meu peito se encheu de paixão, ao perceber que eu gosto muito da maneira que tenho vivido, pois são três anos morando nesta cidade, aos trancos e barrancos, vivenciando meus contos e pensando no saudosismo monótono que ficou estagnado na pele.

Percebi que gostava de ir ao supermercado e passar em frente a igreja, aquela bem grande, que tem pinturas no teto. Também notei que  gosto de sentir essa imensa vontade entrar e ficar olhando para cima, assim como eu fazia na infância toda vez que era obrigada a ir na missa da catedral. O teto da igreja daqui é mais colorido que o de lá.

Nunca entro, sinto vergonha das pessoas que frequentam, parece que percebem minha cara de anti-fé, porém é só aparencia, acho tão bonito que poderia até mesmo chorar com as curvas daquelas pinturas. O clima desta época também me agrada muito, pois assim que cruzo a igreja, preciso atravessar uma ponte que passa em cima de um rio sujo, que produz um som incrivel entre as correntezas, misturando-se as buzinas dos carros e aos sinos descompassados da catedral. Paro e ostento engolir toda sonoridade dessa atmosfera, ainda combinado ao vento gelado, as minhas duas mãos nos bolsos e os cabelos caindo nos olhos.

Então me sento e começo a retomar. Talvez eu deveria parar de pensar nisso, tenho tentado, e faz tempo, das formas mais absurdas eu tenho tentado apagar do meu viver esse espírito que me acompanha. Contudo, esta é uma força maior que eu e que ainda me domina, me invade sem pedir, estremece meu corpo e faz com que eu franza minha testa e indague tamanha injustiça.

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