Monthly Archives: agosto 2009

Você já fingiu hoje?

Tem dias que não dá! Não há lirismo que inspire a criatura desmotivada. Quisera eu colocar um sorriso neste rosto; mas o que há? Não há. Nada há. Há tanta coisa que não há coisa alguma.

- Bem vindos ao mundo dos inquietos sem causa.

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As vezes o corpo nao condiz com a mente que não condiz com o look. Mas o que condiz nesse mundo em que nao se diz quase nada?

Então me diz, quantas vezes na vida a gente finge que tá tudo bem porque afinal, não é nada mal, mas a real é quê.

Outra hora escrevo alguma coisa bem motivacional, natural, poética, marketeira, inovadora, pós-moderna, daqueles textos  que se termina com um ual.

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Não Saia de si

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Às vezes espero de mim o que há de ultra super esperto e inovador para o meio que resido – pois nao vivo, não me conformo em viver nesse mundo! Sou apenas forasteira, de passagem. E por estar aqui, necessito entre tantas coisas, assim como vocês, uma familia, uns romances, um amor , divertimentos e é claro, a grana para sobreviver. Ela paga os sapatos, bolsas, cartao de credito, aluguel, supermercado, enfim, vocês sacam.

Saí da empresa que estava trabalhando, e agora estou procurando outra. Não, eu não gosto de trabalhar em empresas, mas é necessario [lembram do paragrafo anterior?] Mas nada aparece! Sabe o que é entrar em sites de estágios todos os dias e procurar vagas na área, mandar curriculo e o telefone nunca tocar?

Pois é.. o desespero ainda não bateu, pois a grana da recisão ainda existe, e qualquer coisa o primeiro ítem da lista socorre – mãe… preciso de dinheiro! Foi aí que conversando com as pessoas amigas, surgiu a ideia de vender coisas! É claro, no sufoco a gente tem que se prostituir! Mas calma. Não é isso que estão pensando.

Eu simplesmente estou vendendo meus ideiais e vontades primórdias de nunca, sob hipotese alguma trabalhar com produto de moda. Poxa vida, as empresas me traumatizaram ok?

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Porto Alegre em cena

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A dica veio de um amigo, e com certeza farei todo o possível para assistir ao espetáculo que homenageia Caio F.

- Companhia?!!! 

Resumo:

“O espetáculo Fio Invisível da Minha Cabeça, da Companhia do Ator Nu e fragmentos das peças Praiazinha e Dama da Noite, da Cênicas Companhia de Repertório, ambas de Recife, são a base dos Monólogos de Caio F. A idéia de juntar monólogos de obras distintas em uma única função partiu de Luciano Alabarse, coordenador do Em Cena, quando estava em Recife assistindo a espetáculos pernambucanos. Ao prestar esta homenagem ao autor gaúcho, amigo de uma vida inteira, e um dos mais importantes escritores do Brasil, uniu o Rio Grande do Sul ao Pernambuco. Muito bem aceita pelos atores pernambucanos, a iniciativa terá sua estréia nesta 16ª edição do Festival de Porto Alegre e deve lotar a sala de admiradores e amigos de Caio F.

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Antes da Parte Primeira

- Dias banais acercam a melancolia desta vaga em branco.

Afirmou-se convincente, e seguiu andando a espera de alguma surpresa que a despistasse daquele tormento particular. Buscava refugio na vã filosofia; tudo é passageiro, até mesmo este “querer” transbordando, que insiste em não morrer.
Um personagem sem nome, rosto e história. Ele não tem passado e tão pouco futuro. Seria este a soma da angustia e tédio que a habitava.

Jovem, cheia de sonhos e fugas, filha daquilo que não deu certo. Vítima das falsas escolhas e dos equívocos alheios. E era exatamente assim que se sentia dentro daquele terno lar. Sem muito enredo, ela sabia de alguma forma, fosse às conversas íntimas consigo mesma ou no riso solto entre os amigos e família, que alguma coisa muito bonita a esperava logo em frente.
Clara e mansa, quase nenhum deles percebia a imensa dor que carregava infantil dentro do corpo magro, branco, de longos cabelos castanhos. Ah os olhos eram cheios de afeto, cobertos por negros riscos de lápis de cor.

Em si crescia uma força, que justamente a expulsava daquela redoma superprotegida e privada de qualquer constrangimento ou ousadia. Morna.
Esse tal impulso vinha talvez do mesmo lugar de onde saia o tédio, a angustia, o engodo e o vazio.
Não era uma coitadinha, apesar de imensa disposição a auto-piedade, era grande dentro da sua pequenez existência.

Justamente, não foi de súbito, pois já se sabia que ela estava predestinada a explodir, assim como todos a sua volta também o sabiam, por algum motivo especial, ou simples brilho no olhar, ou a voz um tanto tremula ao tocar em certos assuntos. Ora um feto, ora uma estrela cintilando incertezas.

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pergunte, que o pó responde:

Arturo Bandini diz:
 mando sim
 tô deitado
 vô fumar e dormir
 amanhã trabalho de manhã
 nem lembro a última vez que dormi antes da meia noite
M. diz:
 nossa
 nem eu
 e tenho fumado na cama que fica do lado da janela
 e dobrado o numero de cigarros
 ando estranha
 enclausurada
 presa
 angustiada
 sei la
 vou escrever… antes de durmir..talvez alivie (?)
Arturo Bandini diz:
 ah
 acontece
 eu ando na mesma
M. diz:
 há uma tendencia?
Arturo Bandini diz:
 alivia
 pagar de deprê é
 certamente
M. diz:
 nao sei o que há com esse mundo jovem, pós-moderno-contemporaneo,
 mas a melancolia impera entre nós
 porque?
 insatisfeitos cronicos?
 eu vivo dizendo que me falta é um homem de verdade na vida, que me coloque no chão
 mas tem horas que penso que talvez nao, essa é só uma desculpa que inventei
 para mascarar o verdadeiro motivo
 aquele que quase ninguém – talvez ninguém – o saiba
 tanta melancolia, insatisfação, angustia, insonia, ahhh!
 parece que vou me explodir a qualquer momento amigo!
 preciso de sexo? hahaha

Arturo Bandini diz:
 sei lá
 penso que não é por falta de algo
 acho que é por excesso de opções
 e coerções
M. diz:
 pode ser que tenha razão, falando de um todo… mas e eu?
 (egocentrica)

Conversa baseada em fatos reais – dezenove de agosto de dois mil e nove às vinte e duas horas e cinquenta e quatro minutos.

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365 days of Danboard

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No Flickr, essa vida anda cada vez mais melancolica – deve ser esse excesso de pós-modernismo-cool-huntismo-hype-cult-banalizado-total.

Improvisão

Arthur (arthurredfild@hotmail.com)

Hoje acordei de onde nuca me deitei,
Lá havia páginas viradas de uma mente bagunçada
E eu ainda leio as páginas rasuradas,
E eu ainda lembro da piada mal contada.

Amanhã espero não ter que acordar,
Não ter que estudar,
Não ter que levantar.

Eu já tive amigos melhores,
Inimigos piores,
Que tambem me abandonaram.
Sinto falta de você,
E alguem ainda vai dizer…

Mas a sociedade afeta de tal forma
Que nos vemos obrigados a cumprir promessas,
A suar a testa,
E sermos normais.
Não queria ser mais um em um milhão,
Apenas deixar um legado que um milhão fosse lembrar.

Quero aproveitar essa ultima gota de coka…
??humnn

O cara do correio

belchior

Semana passada passei em frente a um daqueles sebos da Borges e de súbito lembrei do meu querido amigo Marcello.

Aquele que contei aqui, que é pseudo músico, ele diz que só “toca”, e semi-poeta também, pois me deu a honra da sua inspiração aos poucos posts dele e ainda nomeou meus olhos tais como um diamante. É, eu sei, é um pseudo-amor-platônico. Digo pseudo pois além dele morar bem longe daqui, em Santa Maria, ele tem o coração preenchido por uma menina especial a ele. O vi uma unica vez na vida e não senti nenhum interesse físico, sexual, essas coisas. No platonismo é assim – pelo menos neste caso – a magia das nossas conversas e letras tem um valor muito maior do que qualquer contato real.

E foi andando na Borges que lembrei de uma pergunta do meu amigo ” gosta de Belchior?”

Bem, eu nao conheço quase nada desse cantor, sei que é um poeta e que o Los Hermanos gravaram alguma(s) (?) música dele. Só lembro de à Palo Seco.

Entrei no sebo e encontrei o mais raro dos vinis do Belchior e comprei. Me custou bem pouco, menos de dez reais para uma desempregada fodida como eu. A quase-velha mulher que me atendeu falou da minha tatuagem no braço e me perguntou se doeu para fazer meu piercing, esses assuntos para preencher o espaço vazio.

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Acontece

“Bateram à minha porta em 6 de agosto,
aí não havia ninguém
e ninguém entrou, sentou-se numa cadeira
e transcorreu comigo, ninguém.

Nunca me esquecerei daquela ausência
que entrava como Pedro por sua causa
e me satisfazia com o não ser,
com um vazio aberto a tudo.

Ninguém me interrogou sem dizer nada
e contestei sem ver e sem falar.

Que entrevista espaçosa e especial!”

Pablo Neruda (Últimos Poemas)

ontem a noite

Ontem, este texto verteu entre meus pensamentos, porém nao quis escreve-lo, apenas vivenciar aquele momento a seguir descrito.

Tinha apenas um cigarro na carteira, e precisava saber o momento ideal de fuma-lo. Não falava com ninguém no momento e ja passava das onze da noite. O dia foi abafado e um pouco exaustivo, pois passei maior parte da tarde apoiada no chão desenhando moldes e tentando raciocinar em viés um caimento para bolsos laterais. Réguas, esquadros, papel vegetal.

Um mundo completamente fechado, e a cada dia sinto que estou mais introspectiva, por algum motivo irreal, eu bem sei, porém ainda mantenho contato com os terraquios.

Ouvia strokes, que andavam abandonados na minha lista musical. Deitada na cama, ao lado da janela escancarada, angulada de quina para a brisa morna, observava as primeiras nuvens cor-de-rosa-chuva se amontoando em torno daquele pedaço de céu.

E faltavam três musicas para a lista acabar e eu simplesmente fechar os olhos e durmir. Porém alguma coisa além dessa imensidão de nada estava comigo. Na mesma hora pensei que para a tornar completo meu prazer faltava um detalhe; um homem que me arrancasse o short jeans, e o mais longe que eu iria com ele seria o chão ali do lado da cama, sem perder o fluxo do vento.  Depois, bem, depois eu iria só fechar os vidros da janela quando começasse a chover, pois ainda iria querer ver os clarões dos relampagos…

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Jack white…?

The dead weather , a banda de Jack White, ainda conta a The Kills Alison Mosshart (guitarra e vocais), o Raconteurs “Little” Jack Lawrence (no baixo) e o Queens of the Stone Age Dean Fertita (na guitarra e nos teclados). As baquetas ficam nas mãos do próprio White que, além de também cantarolar, ataca de baterista neste projeto que preza pela sonoridade de garagem.

Em “treat me like your mother”… bem, o título já é sugestivo, o video com uma pegada trash clássica do meio. O som é bacana e modernoso. Certamente vamos ouvir muito pelas tabernas da vida.

Play.

lapso

De cara para a noite- e confesso que um pouco cansada, cambaleando um sono denso, me flagro pensando.

- É claro, estou sempre pensando. Todos estão.

Faz calor aqui, e talvez chova muita água nesta noite, e eu desejo isto profundamente. Porém, o assunto que ronda minhas neuroses neste instante são as gotas de chuva.

Há pouco comentei no MSN, que ao assistir um video; que tem audio magnifico e fotografia poética (já postado aqui)  me lembra a chuva, ou pior, toda vez que chove eu lembro do video.

Ele remete exatamente como eu me sinto desde o dia que nasci, numa cidade um tanto distante desta. Sinto apenas, pois não me recordo de momentos como tais descritos na imagem ou no som. Somente sinto. E não é a estética do cenário, que me remete tantas referências, é a poesia – alguma coisa escondida em minh’alma que não nomeio – não determina-se.

Aquiagora tudo é muito diferente. Já não sinto a culpa, a cobrança e o remorso de Ser e viver conforme me sinto – ou penso que sinto – desde o dia em que nasci.

Persuader

Mulheres como eu, que abrem a guarda um segundo e imediatamente são debochadas, precisam e irão amar o design desta bolsa!

Pursuader-Bag

 

Pursuader-Bag-1

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Alma Perdida

É nessa maldita insonia que me aprofundo, religo o computador em busca de entreterimento, esquecimento ou um pouco de sono, leio primeiramente:

Toda esta noite o rouxinol chorou,
Gemeu, rezou, gritou perdidamente!
Alma de rouxinol, alma da gente,
Tu és, talvez, alguém que se finou!

Tu és, talvez, um sonho que passou,
Que se fundiu na Dor, suavemente…
Talvez sejas a alma, a alma doente
D’alguém que quis amar e nunca amou!

Toda a noite choraste… e eu chorei
Talvez porque, ao ouvir-te, adivinhei
Que ninguém é mais triste do que nós!

Contaste tanta coisa à noite calma,
Que eu pensei que tu eras a minh’alma
Que chorasse perdida em tua voz!…

Florbela Espanca - Livro de Mágoas

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Planos pro find?

Pow, eu tenho um plano! Ficarei encubada trabalhando num novo projeto – preparem-se,dessa vez é sééério!

Faz um calor aqui na metropole, mas nao sinto a minima vontade de me enfiar em qualquer balada e me lavar em cervejas e homens com barbas por fazer – tá, só a parte da balada é verdade. Realmente, nao quero sair de casa, e a culpa deve ser essa pressão psicológica da mídia sobre pandemias e sei lá, tanto faz.

Companhia para o trabalho em casa? Preciso de uma mão firme para traçar linhas com meus esquadros rebeldes e desajustados. Caso contrario, não venham aqui em casa. ( só se trouxerem comida) Não quero escrever nenhum conto, nao quero escrever nada, apesar de estar escrevendo o que tampouco importa para vocês.

A intenção deste post é provar que ter vinte anos, sem familia, poucos amigos, nenhuma grana, e muitas ideias capitalistas realmente tem fundamento – Não ter os mesmos desejos da maioria das pseudo-clarices em horas de ócio, e nenhuma sugestão de entreterimento além da minha incrivel janela, na qual apoio meu computador, minha xícara, meu cinzeiro, meus sonhos, meus planos, meus amores – tudo meu – é definitivamente uma forma de ser feliz.

Olhar a noite daqui, daí, de lá.

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