Monthly Archives: outubro 2009

meus fracassos

É como se fosse uma sala de quatro paredes espelhadas se fechando a cada segundo. Precisa ter força e essa não nasce de qualquer buraco, é preciso então força e vontade de tê-la. Eu não tinha. Força para olhar o reflexo, ou para expulsar as paredes. Absolutamente todas as coisas boas me eram secundárias. As ruins ganhavam a cena por tempo, logo também passavam e tudo ficava insosso outra vez.

O que possuía  já não me caía tão bem, e uma onda de lamentos era arremassada sobre mim. Não eram meus os lamentos, pois estes também eram secundários, terciários ou súbitos. Exercitava o desapego dessas energias, pois eram energias que a circulavam, ora falo por mim, ora por ela. Ela é o que eu vejo no espelho, alguém que ainda não sei quem é. Mas vem pouco a pouco sufocando-me com essa imagem cheia de detalhes que não consigo reparar.

Nada surpreende e isso é torturante! Tudo sufoca, sobra, não há quem me agrade. Tudo é chato, o de sempre. Invento desculpas como: é TPM, é a lua, é uma fase, é assim e logo passa. Não passa nunca! Estou nessa desde o inicio. Não é nada!

Cansei, sinceramente cansei de levantar questões cotidianas, dar meu ombro para quem quiser chorar, e eu?

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Tarot – parte dois – o baralho na lareira

- Um equívoco! Por mais insistência nesse termo, ela não se sentia assim. Beatriz cresceu e conforme aquela época pré-adolecente passava, ela tentava se adaptar aos moldes das amigas. É claro que era muito cafona alimentar aquela atividade de cartear. Tudo bem que entre as tias velhas e os avós era muito divertido, porém naquela época, Be ainda não tinha noção das impressões que causava às pessoas que a circulavam.

Sempre se sentiu uma figurante naquele meio sufocantemente ridiculo. Lá nos seus quatorze anos, decidiu largar o time de handebol que jogava malemal, apesar de não ter sido tão ruim se comparada com as amigas que faziam dança. Sua posição de ala esquerda ficou comprometida após a entrada de uma nova jogadora, então Beatriz jogava como pivô; Era fraquinha, magrela, porém agil e marcava bem, lembra de todos os socos na cara que levava tentando fazer aquela maldita jogada um, em que fazia o corta-luz na armadora central do time adversário, geralmente a mais forte da equipe. Anos mais tarde, a irmã mais nova entrou no mesmo time e assumiu a função de capitã e armadora central, o treinador agradece pela existência da irmã e a desistencia da nossa personagem.

Então, Beatriz desistiu do time e sua vida adolecente não tinha nenhuma emoção! Reunia-se as tardes na casa da amiga que morava ao lado, para comer salgadinho e coca-cola, falavam de sonhos utópicos, mistérios e cinema, outras meninas também frequentavam, era uma diversão mofar em grupo. E foi dessas reuniões que nasceram muitas ideias, inclusive ousadias, como o conhecido “jogo do copo”, a primeira pergunta de Beatriz era sempre a mesma: Posso sair do jogo?

Morria de medo dessas coisas do aquém e do além, não assistia filmes de terror, e tão pouco se divertia com isso, porém era assunto nas rodinhas naquele inicio de milênio. Quando os Backsstreetboys lançaram o segundo albúm mileniumm, achava tão futuro essas coisas! Mal sabia o que o tempo podia significar, pois foi numa dessas junções com as amigas que a informação sobre sua adoração pelas cartas veio a público.

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Suas Janelas

E do que adianta sentar aqui, de frente para esse prédio com mais de quinze andares e descobrir que o décimo terceiro está vazio pois, não há luzes acesas? E olhar a fumaça estender seu braço fora do vidro, invadir a noite e arrastar-se densa pela penumbra dessas ideias bregas, que na prática não funcionam para nada.

Não passam de momentos reproduzidos dentro da mente, mas na verdade nunca existiram, eles só se repetem e desenham-se dentro da cabeça, num plano secreto chamado de fantasia. Vai contando as luzes que se apagam e supondo as janelas, se quarto ou banheiro ou sala e ainda imagina quem caminha por elas – as janelas. Não são lembranças, nem promessas, pois já não ousaria a tanto, eram apenas olhares diante da noite, somente até onde os olhos alcançavam beber desse líquido; pensamentos

Bem poucos, ou talvez ninguém entenda suas palavras, não queria lançar a melancolia, pois de fato nao era isso que pesava – ou faltava – era aquilo que só as palavras, quiçá muitas ou só duas ou três poderiam transmitir. Ouvia a turbina dos avioes que riscavam o mesmo céu, piscavam luzes que confundiam-se em estrelas, mas das janelas do predio ao lado, só cobiçava o décimo terceiro andar, totalmente escuro. A lua beija a aba da janela, e em mais uns minutos invadirá serena todo o quarto, aberto, para o ar circular.

Limpeza musical

Hoje rolou uma faxina aqui em casa, aliás, ainda está acontecendo, e é dentro do meu adoravel amigo PC. Atingi a pasta vídeos, e as canções antiguêscas-do-ano-passado me rebatem a memória do quanto era feliz e não sabia. [papinho furado] Incrivel, mas Paramore é uma banda que meus ouvidos não digerem mais, diferente de Luxuria e Leela. Passei de James Blunt,Coldplay, Portishead, Dream Theater à Pitty. Gamei no meu sentimentalismo bagaceira.

A música caminha ao lado da poesia, é o que sinto, por isso está sempre presente na minha doce rotina ociosa. Não entendo nada de notas e timbres, quando eu começo a cantar, aí queridos, é porque meu canto é etílico! Mas voltando a faxina, muita coisa foi deletada, enquanto outras, apesar de insossas permanecem aqui, sob aquele discurso: “num dia deprê vou querer ouvir”.

Creio que na música não precisa entender muita coisa para admirar, se sente e isso é o bastante para amar. Assim como o amor deve ser, né? Sei que gostaria de ter desenvolvido a habilidade em tocar teclado, tentei até os 12 anos, mas acabei deixando de lado. Preguiça sempre me tomou, e na música o talento e disciplina também são bem casados. No meu caso nem talento eu tive.

E vocês, já estão se preparando para o reveillon, ao jogar as coisas velhas fora? Incrivel como o povo adora uma faxina pré ano novo, deve ter relação com o desapego, apesar do vintage estar super em alta – ainda.

Isolamento produtivo

Para quem não mora sozinho, e até para os que moram e às vezes se conturbam com presenças espirituais, essa é uma dica de design valiosissima!

Inumeras vezes desejamos um isolamente total para ficarmos mais concentrados, digamos assim. Eis um móvel adorável, que certamente vou dar um jeito de colocar na minha casa!

Rewrite-Workstation-by-GamFratesi

Design by Gam Fratesi

Rewrite-Workstation-by-GamFratesi_2

Blog dos crentes e a natureza do mau

Lembram quando eu contei aqui que uma professora da Universidade que estudo disse em sala de aula que os terremotos eram causados pelo aquecimento global? Pois é, a disciplina que ela dá aula é comum a todos os cursos e isso é deprimente. Para quem não lembra das aulas de Geografia, os terromotos são causados pela movimentação das placas tectônicas, e o aquecimento global no máximo movimenta as geleiras. O cu não tem nada haver com as calças, vamos reforçar a teoria!

Como bloguista semi-autista (as vezes a esquizofrenia é compartilhada), me deparei com um blog que reúne bloguistas evangélicos com milêpocos seguidores -inveja - lá eles falam sobre coisas da bíblia ( como devia ser) e debatem sobre a natureza e Deus. Ok, deus o Ser mais abstrato que papel crepom na pré-escola, tema de debates entre os agnósticos, pois quem acredita não ousa duvidar, tão pouco questionar o que significa de fato, não é mesmo meu povo?

Bonito aquele discurso decorado: ” ah é uma coisa superior a todos nós”. Defina coisa? (defina superior?)

O post que li é sobre os desastres naturais e citações da bíblia sobre a perfeição da natureza diante do erro e pecado que é o próprio homem. Confesso que a leitura foi bem trágica. Mentira. Acredito no tempo e na sincronicidade dos desejos.

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Um gole de emoção

Essa montanha russa da vida às vezes me dá nauseas, mas vamos lá, continuamos bravamente. Porque hoje em dia é o que todos nós podemos  fazer e, afinal não é?

É preciso um pouco de coragem e outro tanto bem maior de imparcialidade na vida, para dar um tapa no cabelo e acordar todos os dias. Sabemos que vai passar, mas quando estamos dentro da coisa supostamente eternizamos a questão. Tudo bem que isso funciona comigo, que não sou um exemplo de auto-controle, bem longe dos espiritos evoluídos.

Mesmo que lá na casa da minha familia tudo esteja de cabeça para o chão e pernas no ar, aqui tudo permanece lento. Coisas boas e novas estão por vir, e eu aguento a saudade a guela abaixo. Esse blog tem o nome do objeto  mais usado por quem vos escreve.

” percebi que eu via as pessoas como elas se davam; não suspeitava que tinham uma verdade adversa a sua verdade oficial”

Frase da Beauvoir, que me vem a calhar, pois assemelha-se muito com a minha falsa ingenuidade diante das pessoas que me cercam, e afirmo falsa porque no fundo todo mundo sempre sabe de todas as coisas, a diferença é que gostamos de nos enganar. Reafirmo!

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twitter é trabalho?

Quisera eu ter a inteligencia desses caras que se dão bem na web e ganham rios de dinheiro- ou o suficiente para sobreviver, apenas escrevendo em blogs e twittando links. Vide a twittess que apareceu no jornal da globo e depois seu perfil sumiu. (?) Por isso nao vou linkar! Depois viram consultores… duvidoso!

Mesmo que eu me esforce muito, meu blog não vai ser indicado como blog do ano no VMB é melhor eu desistir desse plano! Pois nem nas publicidades do google os leitores clicam direitinho (pressão). Nessa manhã aguardava a resposta de uma vaga de emprego, para minha surpresa, antes de abrir qualquer página fui direto para minha caixa de emails e lá estava a resposta do meu futuro chefe apartir do dia 3 – sim fui contratada amigos! Aleluia! No email ele dizia: “conforme te twittei estás contratada.” Ok, abri o queixo, e meu tweetdeck deu pau, o twitzap não abre (sem link pq nao abre mesmo!) entao me rendi ao twitter mesmo e lá estava o tweet!!

twi

Então, o twitter não me rende grana diretamente, mas foi uma ferramenta suficiente para ter sido investigada , e isso economizou minhas energias para decorar qualquer discurso daqueles que se fala em entrevista de emprego. Por isso amigos, vos digo, cuidado com o que twittam por aí!! Mas também é bom que sejam vocês mesmos, e dane-se quem não gosta. Sempre haverá um lugar ao sol, a lua, a saturno não tão glamour quanto o sol, mas sempre haverá um lugar para você – é o que quero dizer! [momento auto-ajuda]

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Gre-nal Hoje!

A galera dos outros estados que me perdoem, mas hoje eu falo de grenal! O clássico futebolístico que movimenta os corações dos gaúchos! Sim, Maíra também fala de futebol! [duvidoso]

A disputa interna entre os clubes é mais do que antiga, a rivalidade entre gremistas e colorados bordam as rodas de conversa, em sua maioria masculinas. Confesso que não tenho muito a acrescentar sobre isso, pois o que vejo das novas gerações é que esta paixão demente pelos clubes permanece alimentada, e o comportamento destes, ainda é como dos nossos avôs. Talvez, atualmente vemos um pouco mais de marginalidade, e gente que se mata por causa do time, mas creio que isso já acontecia antes, a diferença é que não ficavamos sabendo (?)

Eu sou gremistíssima, lá em casa todo mundo é também, exceto meu irmão de 3 anos que é colorado e fala de futebol com o vizinho do lado que também é. Sim, ele é um pouco desenvolvido para a idade.

O que vejo dos outros estados é que o índice de conflitos entre torcidas é muito mais cruel que aqui no sul, onde as pessoas são mais educadas – orgulho separatista gaúcho clássico – mas como disse antes, a gente vê na tv as coisas um pouco mais caricatas e banalizadas. O que não deixa de ser verdadeiro, não tiro a credibilidade da mídia competente, mas vamos combinar que no futebol é assim mesmo.

Um amigo gremista, me disse que a sensação de estar no Olimpico é quase melhor do que transar com a namorada – ok eu choquei – que a energia é incrivel e coisa e tal, eu também sinto isso, apesar de não ir muito ao Olimpico, pois durante o jogo os machos nao piscam, mas na hora do intervalo o assédio moral é assutador.

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de repente num domingo

Depois de assistir um filme noir me sinto mediucre, incriaiva. Um lamento inteiro. É claro que assistir um filme dirigido por François Truffaut em homenagem ao mestre Hitchcock entre suspenses e crimes e amantes não é pouca coisa.

Dar vida e personalidade a cada personagem já é uma gestação completa, e ainda alinhar e entrelaçar suas trajetorias considero insano – o extremo da lucidez. E tem mais, usar a mentira como personagem principal, em que até o final do filme/texto não se sabe quem é vilão e quem é mocinho, isso me faz lembrar… a minha vida! Na parte da mentira. Brincadeira, eu não minto, só oculto coisas de mim mesma e do mundo. Assim como você não fala dos outros, só comenta a situação.

Voltando ao filme, todo francês e agradavel de se assistir, me questiono, por que meus amigos são parceiros para ver a Era do Gelo 3 no cinema, mas esses tipos de Hitchcock chamam de porre? E falando em porre, é sabado a noite né?

Não gosto do  fim de semana, me sinto cobrada pela sociedade, isso me deixa perturbada. Mas as vezes, a vida assim como a morte se tornam abstratas, e a importancia maior está em dar a  buc.#$% porque é sabado (?)  ou descobrir quem é o vilão e quem é a mocinha, sem se importar muito com a questão ética da coisa. Deus disse que matar é feio, no caso do filme noir, onde o ingrediente principal é algum crime.

Dane-se, todo mundo quer se divertir, e é isso que eu deveria fazer.

Igreja Portátil – tenha você também!

Junquillos-Chapel-1

Junquillos-Chapel-2

Deus(?) disse: Bem aventurados os mansos porque eles herdarão a terra.

Ok, copiei isso do google, mas deve existir alguma referencia à morada do senhor muito mais apropriada ao momento.

Esqueça a arquitetura gótica, barroca, neoclássica, afinal, a arquitetura pós moderna deve alinhar-se aos seus clientes, e pensando nisso, lá no interior do Chile nasceu esta simpática igreja portatil!!! Por que a casa do senhor agora vai até você!

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Discriminação banalizada

O tema da semana do Fagner’s Corporation é Discriminação. Tema re-re-re-batido diariamente, desde os tempos das aulas de filosofia na sétima série. Conceitos e pré conceitos estabelecidos por nós mesmos, pelo meio, pelo povo, estão sempre no auge do debate, que até mesmo não consigo encontrar uma referência para relatar o tema.

Pois bem, essa semana a gente viu o assassinato de um dos líderes do Afroreggae, uma palhaçada de mal gosto que só pode ter sido armação da empresa que vende manutenção de câmeras internas em condominios privados!  Sério! O que é o sensacionalismo no jornal e aquelas reconstituições? Acho muito freak.

Ontem mesmo, fui vítima de discriminação, pois nunca na minha vida eu recebi uma avalanche de criticas negativas, principalmente sobre o que tanto gosto de fazer: escrever.

Iria escrever para um blog geek, estava toda animada, até twittei isso. Fuck. Mandei meu primeiro texto sobre moda, tema que me propus a escrever, já que meu diploma me favorece a isso. Após analise dos participantes do site, recebi criticas do tipo ” vazia, superficial e sem opinião” dirigindo-se a minha pessoa e nao ao meu texto. Aí uma pessoa superficial como eu, rebate a critica com alguma coisa assim ” só pode ser gorda para ter falado isso de mim”.

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Sobre moda: A Nova América?

Falar de moda é muito fácil, principalmente quando estamos condicionados a piruices, né?!

Mas vamos exercitar nossa capacidade de olhar um pouco além do obvio – ou não – e arriscar entender a moda como um fenômeno socio-cultural. Observar o que está rolando mundo a fora em lifestyle é a proposta, pois toda a manifestação street é reflexo do que está acontecendo no contexto geral.

Como pesquisadora de estilos e tendências e bobagens e afins trago uma novidade bem antiga. – O básico é o novo luxo! Ok, isso não é novidade, como avisei antes.

Mas como no mundo da moda tudo tem nome, segmentos e formas, talvez justamente por isso que nos desperta – reles mortais, aquele danado desejo insano de comprar seja lá o que for, mesmo que não faça o mínimo sentido com a pessoa em questão, eis as tais “tendências” de moda.

Rococó e lantelouja ficam no passado – até a semana que vem, quando tudo mudar outra vez.

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Dois videos de moda

 

Maison Martin Margiela, referencia na moda francesa, dispensa qualquer comentario, apesar de toda minha solicitude. Toda libidinosa em Make up your mind, que exalta a estética e a subjetividada intrínseca no conceito: moda.

Já o segundo vídeo é a manifestação mais excêntrica de Gareth Pugh, o qual admiro há alguns anos, desde os tempos de pensomoda quando o descobri – e o mundo todo também – vale a pena conferir até o final, pois depois de uma aula de transmutações ele dá uma de cartomante…

Amei, simplesmente. Há informação de moda nos dois videos apesar de tão opostos estéticamente, porém muito bem casados, obrigada.

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