Monthly Archives: outubro 2009

o que ninguem quer saber

Às vezes, mas muito raramente mesmo, eu manifesto meus afetos pelo mundo. Talvez por isso as pessoas estranhem minha amorosidade insana e desmedida a proporção normalmente blasé. Isso ocorre devido um periodo em que os hormonios fervem mais que o normal. Ok. Deixando as explicações de lado, afinal, tô aqui, todos os dias tentando explicar alguma coisa que geralmente não se explica!

Confesso que hoje acordei com minha criatividade limitada, e ao mesmo tempo que escrevo esse post, estou escrevendo outro para um novo projeto-de-maíra-metendo-se-no-mundo. Não que eu tenha alguma super capacidade de escrever duas coisas ao mesmo tempo, já que estou fazendo parcelado mesmo… a vida as vezes é uma salada.

Ando meio sonolenta, mas sinto que algo super surpresa vai acontecer nos próximos dias e tudo vai mudar – esperanças remotas de brasileira que não desiste nunca. Devem ser os hormonios, ou essa incrivel capacidade de amar o que não convém, ou o que nem existe, e vai me consumindo lenta e me envenenando bamba dias a dentro. Talvez focar essa habilidade, investindo na carreira de artista, daquelas que cantam-dançam-atuam-e-modelam, talvez desse certo – ou na carreira suicida Emo.

O menino Einstein

Quem não viu o Fantástico nesse ultimo domingo, programa clássico da maioria dos brasileiros, vale a pena dar uma olhada nessa matéria. O menino Oscar tem QI super desenvolvido, compara a Einsten…!

Vejam o que o menino quer ganhar de natal do papai noel…

Eu me sentiria uma idiota perguntando isso a uma criança que deu uma resposta….genial.

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Eles tem fetiche por pés. E elas por sapatos?!

Sobre fetiche, são tantas as fantasias;  esses dias vi um desfile teatral de um brechó, muito engraçado por sinal, em que os personagens exibiam um vestidinho com capuz e anunciavam que toda a chapéuzinho vermelho procura o seu lobo mau.

No imaginário alheio não se mexe, foi o que disse meu amigo descompassado nesse post. Ele surtou com um cara que tem fetiche por pés. O cara afirma que a primeira coisa que observa numa mulher é o pé! (?)

Sei que essa história de fetiche por pés é muito antiga, e cultural também, afinal, quem não lembra das orientais que se trucidavam naqueles mini sapatinhos para agradar os machos conforme o costume daquela galera estranha?

Aí entramos numa outra história, da qual eu gosto muito: os sapatos!

pegueixa

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Blind Melon – No Rain

Terceira vez na semana que esbarro nessa banda, para manifestar, um clássico. Nada melhor que um clássico.

“I just want someone to say to me, oh oh oh oh”

Franz Ferdinand

Que eles vem em turnê para o Brasil todo mundo já sabe, mas é bom lembrar que os ingressos para o Show em Porto Alegre (porque me convém) no dia 18 de março de 2010, começam a ser vendidos apartir de AMANHA!

Isso mesmo, amanhã, terça feira, dia 20 de outubro serão liberados os primeiros lotes de 80$ pista e 150$ (mezanino), para a pista ainda terão mais dois lotes, respectivamente 100$ e 120$ disponiveis na internet e nas lojas AMPM da capital.

Não esqueçam: no Pepsi On Stage às 22 hrs, dia 18 de março do ano que vem.

Você tem problema? A Solução

Então é aquela coisa: Na teoria tudo é bem bonito, as palavras se enlaçam e a filosofia faz todo o sentido, mesmo utópico em nossos corações.

Em prática, preferimos o vicioso ciclo das emoções. É claro, somos pessoas humanas, e entende-se por humano tudo o que é volátil e intenso.

A vida é uma roda gigante de mal gosto, daquelas bem bagaceiras de Parques de diversões que passam pelas cidades sem nenhuma estrutura de segurança; A vida não é a Disneylandia. E você pode cair da roda se não segurar firme.

Diante dos problemas, independente de suas proporções e nossas parcelas de responsabilidade com eles, temos duas escolhas.

- ou você desgasta sua energia sofrendo com todos os fatores que implicam o problema, tentando encontrar o x da questão enlouquecidamente.

- ou você relaxa. Afinal, todo o desgaste é a toa quando a primeira solução deve absolutamente partir dos interessados pelas questões que afligem.

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Google Wave

A tecnologia de informação não para um segundo, depois do Chrome, agora o Google Wave é sensação. Eu sou meio atrasada para emplacar nessas modernidades, mas um pouco é bom, pois o amadurecimento do Wave me permite compreender suas reais funções.

É assim, como o sapato da moda, a ferramenta se tornou objeto de ostentação e é uma barbada!

O Wave é uma ferramenta que atua com conversação e documentos, tudo junto-e-reunido-no-mesmissêmo lugar! As pessoas podem compartilhar videos, textos, fotos, e ainda é possivel criar gadgets e colocar direto no seu site usando uma  API javaScript.

Um exemplo bacana é o Tweety, que lhe permite twittar dentro do google news.

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Pareço Moderno

Não me lembrava se já tinha postado a música e o clipe, mas pelo search do blog, eu acho que não. Mas vai saber né.

Uma descrição carinhosa do amigo Marcello de Santa Maria, que estava em Porto Alegre esse find e eu não pude vê-lo. Estava atordoando-me. Lembrei.

Você tem problema?

Você pode fugir a vida inteira dos seus problemas, mas uma hora ou outra eles vão atrás de você. Ou não, tem gente esperta que sabe se esconder bem, e até na hora da morte se livra daqueles velhos dilemas. Eu não sei, mas agora eu andava nas ruas da cidade desprovida do olhar brilhante e sonhador, não pensava em metodologias para alcançar o sucesso, a realização pessoal, ou o alívio da solidão.

Nada do que eu sentia naquelas noites quietas debruçada na janela, de cara para a imensidão da noite e o vazio da minha existência me pesavam tanto como agora. Minha vida é cheia de decepções e tentativas de felicidade, assim como a vida de todas as pessoas sob a terra. Eu andava lenta e descompassada pelas calçadas, arrastando o jeans largo pelo chão; mãos nos bolsos.

Meus olhos já não choravam mais, meus oculos escuros escondiam o rosto marcado pela noite de tormenta. Tempestades previstas. Noticias péssimas recebi, nada de novidade, tudo o que eu já esperava acontecer, porém quando o dia chega a gente sofre idiotamente.

Quem acompanha meu blog sabe que meu pai se afastou da familia após o divorcio, há dez anos atrás. Da mesma forma a familia dele também se afastou. Na época, eu era muito menina, mas já entendia e as memórias permanecem acesas na minha mente. A relação com minha mãe é normal, aquela coisa freudiana, entre desacordos nos amamos. Eu a admiro muito por toda coragem que teve nos momentos mais duros da minha infancia.

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O dia de ontem

Ainda ontem à noite eu te disse que era preciso tecer. Ontem à noite disseste que não era difícil, disseste um pouco irônica que bastava começar, que no começo era só fingir e logo depois, não muito depois, o fingimento passava a ser verdade, então a gente ia até o fundo do fundo. Eu te disse que estava cansado de cerzir aquela matéria gasta no fundo de mim, exausto de recobri-la às vezes de veludo, outras de cetim, purpurina ou seda – mas sabendo sempre que no fundo permanecia aquela pobre estopa desgastada.Perguntaste se o que me doía era a consciência. Eu te disse que o que me doía era não conseguir aceitar minha pobreza. E que eu não sabia até quando conseguiria disfarçar com outros panos aquele outro, puído e desbotado, e que eu precisava tecer todos os dias os meus dias inteiros e inventar meus encontros e minhas alegrias e forjar esperas e me cercar de bruxos anjos profetas e que naquele momento eu achava que não conseguiria mais continuar tecendo inventos. Perguntei se achavas que minha fantasia me doía, e se me doendo também te doía. E não disseste nada.

Embora estivéssemos no escuro, consegui distinguir tua mão arroxeada pela luz de mercúrio da rua apontando em silêncio o telefone calado ao lado de minha cama. O telefone em silêncio no silêncio.Então eu te disse que me doíam essas esperas, esses chamados que não vinham e quando vinham sempre e nunca traziam nem a palavra e às vezes nem a pessoa exata. E que eu me recriminava por estar sempre esperando que nada fosse como eu esperava, ainda que soubesse. Disseste de repente que precisavas ter os pés na terra, porque se começasses a voar como eu todas as coisas estariam perdidas. A droga corria em meus adentros abrindo sete portas entorpecendo o corpo e fazendo cintilar a mancha escura no centro da minha testa. Mas eu te ouvia dizer que sabias ser necessário optar entre mim e ela, e que optarias por ela, por comodidade, para não te mexeres daquele canto um pouco escuro e um pouco estreito, mas teu – e que optarias por ficar comigo porque a minha loucura te encantaria e te distrairia, embora precisasses te agitar e negar e ouvir e sobretudo compreender novamente tudo todos os dias. E disseste que optavas por mim. Eu já sabia. Por isso não te disse que comigo seria mais difícil do que com ela. Porque sabias também que em todos os de repentes eu estaria abrindo as asas sobre um desconhecido talvez intangível para ti. Não dissemos, mas concordamos no silêncio cheio de livros e jornais entre nossas duas camas, que querias a salvação e eu a perdição – ainda que nos salvássemos ou nos perdêssemos por qualquer coisa que certamente não valeria a pena. Nem era preciso dizer que não era preciso dizer: eu era o teu lado esquerdo e tu eras o meu lado direito: nos encontrávamos todas as noites no espaço exíguo de nosso quarto

Eu viajava no meio de pinheiros brancos quando disseste que a única coisa que havias desejado o dia inteiro era chorar sem salvação, num canto qualquer, sem motivo, sem dor, até mesmo sem vontade, de mágoa, de saudade, de vontade de voltar. Não haviam permitido, inclusive eu. Mas percebes tanto: quando eu me dobrava em remorso pediste pra que eu cantasse cantigas de ninar, que cantei com a voz rouca de cigarros e drogas. E enquanto adormecias, lembrei da tarde.Era feriado na manhã, na tarde e na noite de ontem à noite. Eu lembrava da tare e pedia para bichos-papões saírem de cima do telhado: nós comíamos lentamente bolachas com requeijão e leite – e lembro tão bem que ainda que não tivesse sido ontem, continuaria sendo ontem na memória – quando comecei a cantar um samba antigo, que nem lembrava mais porque acordava em mim uma coisa que eu não seria outra vez. Foi então que começaste a chorar e eu sentei ao teu lado e não compreendendo te disse que não, te disse inúmeras vezes que não, que não era bom, que não era justo, que não era preciso – mas choravas e dizias que era tão bonito quando ele tocava violão cantando aquela música e que fazia tanto tempo e que o filho dele se chamava Caetano e tinha morrido de repente ai uma vida tão curtinha mas tão bonita sem que ninguém entendesse e que havias falado com ele pelo telefone e que o tempo todo aquele samba antigo dizendo que era melhor ser alegre que ser triste ficava te machucando no fundo de tudo o que dizias e pensavas em relação a ele e que querias chorar um três cinco sete dias sem parar sentindo vontade mansa de voltar

Mais tarde, bem mais tarde, diríamos rindo que afinal não havíamos passado noites inteiras indo e vindo num trem da Central, sem ter onde dormir, dormindo nas areias do Leme, em todos os bancos de todas as praças, fazendo passeatas, sentindo fome, tentando suicídio, criando filosofias, desencontrando, procurando emprego, apartamento, amparo, amor – que não havíamos feito tudo isso para desistir agora, sem mais nem menos, no meio dum feriado qualquer, e que agora a gente só tinha mesmo que continuar porque a casca tinha endurecido – e riríamos muito, mais tarde, cheios de vitalidade e vontade de abrir janelas – mas por enquanto choravas com a cabeça escondida no travesseiro, e eu não compreendia. Talvez estivesse entrando numa compreensão, talvez voltasse ao meu livro e te deixasse em paz com tua vontade de afundar se os outros não tivessem chegado. Instalaram-se no nosso mundo como astronautas pisando no insólito sem-cerimônia, fecharam seus cigarros devagar, então ela chegou e pediste que ficasse perto, e senti medo e ciúme e de repente achei q optarias por ela, que te divertia e te mostrava as manchas roxas de chupadas pelo corpo e eu ria também porque te queria rindo e porque também gostava dela apesar da dureza de seus maxilares de pedra: gostava dela porque às vezes era criança e principalmente porque agora te fazia afastar a cabeça do travesseiro para observar nossos movimentos concentrados de quem começa a decolagem

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Abismo 2

De porto alegre até aqui, quarenta minutos. Desce na fármacia engolindo o choro na guela e escorrendo nos olhos. Compra analgésicos e então desaba.

Tira um cachecolda bolsa, apesar de vestir camiseta e um casaco leve, apenas para abafar o som do seu choro desesperado. Caminha duas quadras até em casa, toma dois analgesicos e uma dose de wiske.

A irmã liga para pedir desculpas pela mãe que exaltou-se, pela doença do pai, pelo caos, pela vida. Desculpou-se pela familia, ela estava sensata com a situação.

Denso, denso, denso.

O fim pode ser um começo. Em outra vida.

Romanticamente vivendo

Vai fazendo rimas tolas enquanto ouve os palestrantes da rotina. Tele-jornal, professor de qualquer coisa, o cara assobiando no pátio do condominio, segue a vida assim, sem assunto.

E daí? Será que isso é um problema que devia se preocupar, ou culpar, por simplesmente viver assim, e confessa: adora. Finge que se preocupa e sofre com o silêncio, a solidão e a maestria do tempo.

-Finge tão bem!

Mamãe se preocupa com aquele negócio de futuro e sustento garantido. Na vida não se garante nada; nada fora de um concurso publico federal, e olhe lá!

Ah se houvesse um riacho por perto, deleitaria-se à sombra de uma castanheira e, repousaria seus sonhos incógnitos, distraindo-se entre seus versos e a brisa. Esperaria por mais tantas vidas as transmutações dos caminhos e do companheiro a ser amado, a moda de não sentir as rugas pesar na face.

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Publicidades

Nossa parceria é sucesso, tanto na produção e desenvolvimento das ideias, como na realização das mesmas. Os resultados encantam, até mesmo quando banco modelo de mim mesma. No caso desse ensaio.

Todos os créditos para meu amigo-irmão Rafael Avancini. Dê olho no Flickr dele… Aqui! 

- Aceitamos encomendas. (?)

 

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Hoje Mesmo

O jeito que você arruma seu cabelo procurando aquele efeito que o mundo não quer reparar
- Revela tanto!
E o tempo que demora para decidir se aquilo que está ouvindo é convincente para poder concordar
- E me deixa esperando.
Eu posso esperar

Assim que eu entro já no cumprimento eu reconheço as múltiplas perguntas que na ausência entram em meu lugar
Seus olhos fitam com medo.
A única certeza que eu tenho é absurda pois a dúvida sustento porque não me mudar
Pro seu apartamento
Hoje mesmo

Hoje eu vou sair por aí anunciando que o Sol não vai mais se deitar
As plantas gostam de chuva mas por você nem mesmo as nuvens teriam razão de haver em nenhum lugar
Não…
Não…

Se um gênio perguntasse quais seriam os meus três desejos o primeiro: pediria ao tempo voltar pra trás:
- pra te ver aos dezesseis anos
Não há idéia que alcance ou seja parecida com a imagem da menina esguia, a bolsa a tiracolo
- e as pedras só pesando
Pois ela nunca irá jogá-las!

O seguinte, segundo desejo, emoldurar no céu o seu sorriso que eu pensei que nunca mais pudesse reencontrar
O filho é que cria a mãe

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dou pitaco, sim.

Então amigos, de opiniões esse mundo está cheio, enquanto de atitudes fraquinho, fraquinho. Todo mundo conhece os super pop Greenpeace; galera que adora banalizar qualquer evento lembrando ao planeta que precisamos nos salvar da selvageria.

Não sou muito a favor de atitudes e ideologias extremas, tanto politica, economica e socialmente.  Prefiro falar das aflições da alma enquanto o ser humano que sou - ou quase sou, às vezes me sinto um alien, como vocês também sentem, que eu sei!

Mas hoje, exclusivamente, vamos falar de Greenpeace! A galera da paz verde invadiu uma reunião da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança. O debate era sobre a plantação de arroz trangênico.

- Ah.. os trangênicos! Assunto antigo, desde os tempos que eu morava na roça já era foco de bate-papo entre os produtores. Aqueles caipiras mercenarios querendo superfaturar no rabo do nosso solo – ops, solo deles mesmos, latifundiários excentricos! Reforma agrária já! O Brasil tem fome!  ( surto ativista)

Tudo bem, não devemos ser tão indiferentes quanto ao que está acontecendo em nosso país. Tomar consciência e nos informarmos é muito importante. Pois na hora de votar naqueles que decidem se planta-se ou não trangênicos, estarmos tão dispostos a levantar carta verde por aí como a elite Greenpeace, e também estarmos atentos nos jornais e nesses tipos de post.

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