Tem coisas que aconteceram na minha vida que eu só tenho consciência hoje, depois de muito auto-analise – leia-se paranóias constantes.
Lembro quando eu tinha dezesseis anos e conheci um garoto. Imediatamente eu me apaixonei. Ele era diferente sendo igual aos outros, ele era especial, único, ele era o cara dos meus dezesseis anos.
Naquela época eu ainda era virgem, apesar de todas as minhas amigas estarem em plena atividade. Naturalmente eu era estereotipada, pois pensem vocês: Cidade pequena, todos se conheciam e aquele ditado do “diga com quem andas” aplicava-se muito bem na prática.
Me lembro de estar com esse garoto numa festinha entre amigos, no tempo que as festinhas eram muito divertidas e qualquer gole de Martini era suficiente para aprontar loucuras. Não eram muitas as minhas loucuras, porém as da minha mãe…
Freud explica tudo, mas o que eu menos precisava naquela época eram explicações.












