Monthly Archives: novembro 2009

Eu colocava deus no meio

Era manhã cinza, daquelas nubladas típicas de agosto, porém não passava de abril. Girando entre os lençóis da manhã percebia os raios da tempestade lá fora iluminando todo o quarto.

Queria apenas contar uma história, inventar um enredo e colocar os personagens dentro, num misto de mistério e sedução.

- Ok, não deu certo, como tantas outras vontades já não deram. A verdade é que é novembro, bem no meio de novembro. A manhã realmente está cinza como agosto, e realmente girou entre os lençóis da manhã enquanto via os raios iluminarem o quarto. Agora tomando um café preto ouvia um blues qualquer sentada no sofá da sala pensando em falar sobre deus.

- deus?

Dormir doze horas muda a vida de uma mulher, pensei. E mais uma verdade que faltou é que  não era um blues qualquer, era Billie Holiday que jamais seria uma qualquer, pois já inclinou tantos poetas a falar de amor; não eu. Eu, que falo de mim como se fosse outra, e por ora quebro o sigilo e misturo quem escreve com quem é escrita.

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Arquivo Morto

Esperamos tanto por alguma coisa que quando ela acontece continuamos esperando. Li essa frase no twitter hoje de manhã, e fiquei com ela o resto do dia. Preciso perguntar a vocês quantas vezes já passaram por isso? Ou será que ainda não notaram e estão esperando patética e ansiosamente pela oportunidade que já passou? Eu.

Quando voltei do trabalho descendo a mesma rua em direção a meu apartamento lembrei da minha amiga Kendra. Não sei porquê lembrei, talvez por ainda alimentar o pensamento dentro da primeira frase deste texto. Ela sempre me disse para ter calma e paciência e que as coisas acontecem quando é a hora certa, quando se está preparado para aquilo e tudo que gira em torno dessa vontade também esteja. Uma espécie de sincronia, talvez.

Porém essa lembrança didática não foi o que me veio em mente, pois toda vez que ela me falava isso sentia vontade de esgana-la! Não a minha amiga, mas esse decreto do tempo. Parei na sinaleira para atravessar a rua e concluí: “ainda e cedo”, apesar das quase dezenove horas no relógio com termometro marcando mais de trinta graus do meu lado direito, eu via o rio logo em frente ao esquerdo e repetia: ainda é cedo.

O sinal fechou e cruzei a ponte concluindo mais uma vez: ainda é cedo e será para sempre cedo até o dia que percebamos que já é tarde demais.

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Make

A promessa para  make no inverno do hemisfério norte corre entre as gamas azuis, segundo o blog da Elle. Enquanto aqui no Brasil, em pleno verão já adotamos essa tendência. Eu adquiri a minha sombra-azul-da-ultima-moda numa viagenzinha ao Uruguai por preço abaixo da média da minha cidade-brasileira-que-resido. Baixa renda mas em cima do salto, pois é isso que fazem as mulheres, seja numa bolsa Chanel ou num esmalte novo de dois reais.

O divertido da moda é que apesar das roupas aparecerem um pouco mais nude  limpas, os makes e acessórios estão fluo e power color! Proporção é necessário tanto em modelagem quanto no equilibrio das cores – e não vamos esquecer dos biotipos. Dica.

blue

indigo

Não recebi o tutorial

escritopradentro

 

Era cheia de erros, lembranças distorcidas, sentimentos confusos, aparência incompatível com a real personalidade. Era de a sua personalidade demonstrar o que não sentia e sentir o que não sabia, porém havia um saber desde o início de tudo que aquilo ali mesmo, miserável e descontente era ela.

Não era bonita, nem sensual, apenas uma jovem comum, sem muitos atributos físicos; não se achava feia, nem gorda, nem nada – nem bonita e interessante, nem nada. Tinha um nível de simpatia moderado, pois quando dava para ficar séria tornava o seu rosto um tanto andrógeno fechado e quase impossível de acompanhar. Poucos a encaravam, quase ninguém conseguia falar olhando-lhe os olhos durante uma oração determinada.

Não sabia se o que impactava era o vazio dos olhos cheios e arredondados ou a gélida face branca.  Também nunca buscou se cuidar muito, pois mantinha hábitos infantis como não pentear os cabelos, embora já adulta e independente lavasse as próprias roupas que permaneciam com aspecto encardido.

Sobretudo havia situações especiais, que se esforçava para demonstrar tudo àquilo que não era, pois o cotidiano refletia sua indiferença interior. Era cor de cinzas daquela lareira cheia no inverno enquanto o vento gelado varria a geada dos campos no começo das manhãs; Tinha rosto de geada amanhecida e olhos de brisa perdida soprando sem intenção. Era cheia de intenções, antevisões e poucas situações especiais.

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Filmes e marca Chanel

De alguns meses para cá assisti dois filmes sobre a vida de Coco Chanel. “Coco avant Chanel” e “Coco Chanel”, o mais comentado é o primeiro, pois conta com a interpretação da famosérrima Amelie Polain, digo Audrey Tatou, porém o que mais me agradou em foi o segundo e nem tão falado pelos críticos em 2008, quando lançado.

Para quem não é ligado em Chanel, enquanto criança ela foi abandonada pelo pai num orfanato e esperou por ele todos os dias porém ele nunca mais apareceu. Uma mulher forte e determinada, orgulhosa e apaixonada pelo seu trabalho, assim mostrou-se o ícone de classe e elegancia em ambos os filmes. Aconselho mesmo aos que não tem ligação nenhuma com a moda, pois exemplos de pessoas que ficaram para contar historias tem alguma coisa boa – ou ruim que estimule nossa sensatez. Assistam!

Aqui embaixo um video com  coleção Spring Summer 2010, dirigida pelo estilista Karl Lagerfeld que atenua o nome e significancia da marca Chanel. Simplicidade e sofisicação.

Era um nada cheio de coisas

Havia perdido a capacidade de contar o que passava por dentro sem meter um enredo por fora. Talvez meus autores preferidos adormeciam naquela estante velha e, eu já não sabia como atirar flores para cima, como me disse um amigo ao se referir as metáforas.

Jogar flores para cima, eu repetia isso muitas vezes para mim mesma, como agora. Meus escritos tinham o mesmo ritmo; então eu havia acostumado com aquela dança que já nem ouvia a música tocar. Acomodava-me nas mesmas histórias que se repetiam dia a dia dentro daquilo que me chamavam vida.

Andando na rua e reparei que a maioria das pessoas usavam fones nos ouvidos, todas muito dentro si mesmas, ou a música servia para deixa-las distante, eu não sei. Eu andava narrando mentalmente um texto, descrevendo o caminho e conhecendo os detalhes das coisas que eu via todos os dias; olhava mas não via. Estava sempre tão dentro, tão fundo que encontrava por diversas vezes o nada. Era um nada cheio de coisas.

Por ora eu explodia numa encenação forçada e efusiva de alegria, pois já era acostumada a sentimentos extremos mesmo sem sentir nada. Esse hábito de narrar mentalmente o que eu não escreveria, muito menos publicaria ao interesse de algum qualquer desconhecido me fazia perder o rumo da existencia. Escrevo porque preciso. É como como disse o Caio Fernando sobre escrever é enfiar o dedo na guela. Um pouco diferente, porque eu não forçava nada.

Eu sinto o extremo de tudo e jogo para fora sem obrigação nenhuma. Gosto desse mergulho, e os astros dizem que tenho uma disponibilidade a essas análises, enquanto os deus e os profetas não dizem nada. A essas horas penso que, devo me juntar aos fantasmas, ou eles a mim para me contar coisas da vida. Quase nada.

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Ainda a geisy?

Pois é, todo mundo sabe do caso da aluna assediada dentro da Uniban há semanas atrás, por usar um mini vestido né?! Então, hoje a universidade se manifestou em nota, nos jornais de Sampa avisando que a estudante foi expulsa da  instituição por manter uma postura indevida com o ambiente escolar.

Houve um tempo no Brasil que a ditadura repressiva estava nas mãos dos militares, que mataram e torturaram os comunistas, artistas, poetas… Assim como na europa os fascistas, nazistas, e coisa e tal. Hoje a Alemanha comomemora os 20 anos da queda do muro de Berlin. Comemoram a Liberdade. Hoje a Alemanha unificada não tem nada haver com a Geysy ex-Uniban, que é o assunto deste texto.

A minissaia adotada pela querida Mary Quant nos anos 40 na europa em plena GUERRA já era sucesso!! Hoje, o Brasil, um país tropical abençoado por deus e bonito por natureza, mas que beleza, em fevereiro tem carnaval e a galera anda pelada no meio da rua!

Ok, ambiente escolar. Creio que apenas um vestido não tenha movido todo esse fuá. A puta deve estar feliz da vida por ter aparecido mais do que imaginava, mas o caso é a hipocrisia dos alunos que participaram do fato.

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não me preocupava muito com as pessoas

Olhava as fotos e via nos meus olhos a doçura de uma menina que sonhava. Era despretenciosa, amável, porém desde sempre rígida e calada. Observava menos as pessoas, me distraía com as coisas estáticas, ou com a volúpia da natureza. As pessoas nunca me importaram muito, pois ainda naquela época, já me sentia incrivelmente só.

E mesmo que eu repetisse isso para quem fosse, todos contrariavam, e apontavam e enumeravam tantas gentes que se importavam e que estavam por perto. Estavam todos ali, mas eu não ligava muito para pessoas. O que eu sentia, só eu sentia e não precisava de motivos concretos para explicar, pois as pessoas não precisavam entender. Não me preocupava muito com as pessoas.

Só agora eu vejo a doçura que me escapava no olhar e nos sorrisos, nessas velhas fotos  esboçadas. Não faz tanto tempo assim, aliás, considerando as décadas, faz metade de uma eu era assim, mais meiga, mais insossa, mais ingenua. Sonhava.

Creio que nada tenha ocorrido a ponto de mudar essa postura. Havia uma facil inclinação ao lúdico, ao colorido, a leveza e a dramatização de qualquer movimento simples e continuo. Tudo dentro daquela cabeça era motivo para distração.

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a ligação de um minuto há minutos atrás.

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Era manhã finalmente e o celular começou a tocar. Atendeu sonolenta e ao ouvir a voz do outro lado levantou depressa e sentou na cama. Era aquela ligação de um minutos que não recebia há muitos meses. Aquela ligação em que se pergunta se tudo está bem e ela respondia que sim. Disse que está trabalhando e está feliz.

Então ao perguntar o mesmo, a resposta é de costume ouvir: Estava na rua. Isso podia significar muitas coisas, mas no fundo do peito sentiu uma força latejar e comprimir um suspiro.

Era manhã finalmente, então colocou a chaleira no fogão e tratou de preparar o café. O fim de semana havia passado depressa, pois muitos trabalhos foram concluídos. Sentia remorço por acumular obrigações e não realiza-las, embora sentisse um alívio por ter feito tudo direitinho.

Já era quase noite e uma atmosfera acinzentada foi invadindo a janela escancarada de costas para ela que estava sentada no sofá. Lembrou da ligação matinal, pois após finalizar aquele quase um minuto da chamada, escreveu uma mensagem para ele dizendo que havia ficado feliz ter ligado, e que em dezembro iria para cidade e gostaria de vê-lo bem e pediu que se cuidasse, e pediu que ficasse bem, e pediu aos deuses enquanto escrevia a mensagem para que algum milagre acontecesse, pois no fundo sabia que quando todas as forças acabassem teria que arrumar mais força para continuar.

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Acostuma-se

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Então meu amor, é preciso morrer.

Esqueça, porém de nascer na mesma vida, pois do que te adianta penar no úmido e sombrio lamento dos teus dias para que ressuscite em mais uma e outra repetição?

No dia em que morri, bem, não me lembro como e quando foi.

Lembro talvez da outra vida que ficou para trás, assim como me lembro das tantas outras.

Pairava na densidão do ar morno dos verões, assim como nas brisas geladas do inverno aqui no sul, sempre a espera de tua morte.

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Crepúsculo

Há um ou dois anos atrás minha irmã mais nova apareceu com um livro de capa preta debaixo do braço e suspirava pelos cantos ao falar do romance que estava lendo. Tempo passou e o fenômeno explodiu! Filmes, toneladas de livros e eis que surge a febre Crepúsculo.

Acredito que eu tenha algum complexo underground, pois tanto livros como filmes destinados ao senso comum – os best sellers nunca me atraíram, pois tenho em estigma que pensamentos elaborados e enlatados não me iluminam o suficiente. Prefiro circular o ponto a toca-lo de fato.

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A fenômeno que invandiu a geração pré-adolescente [e adultos mentalmente pré-adolescentes] é realmente assustador, afinal, um romance fictício com o mesmo enredo de todos os outros – entre mocinhos e vilões – mexeu com a cabeça e o lifestyle da massa.

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Mulheres com pensamentos eróticos, sim! 2-nota

Depois de publicar o artigo falando inescrupulosamente cínica sobre a mulher de hoje, fiquei umas horas refletindo sobre meu real posicionamento diante do tema. Simplesmente não me posiciono, cada caso é um caso e não vou expor meus tórridos pensamentos a ponto de ofender alguém, mesmo sem intenção.

Antropológica e furadamente falando sem qualquer propriedade cientifica, digo que a mulher é “bicho complicado”, o que todo mundo sabe, e que existem muitas e muitas por aí, como diria o sábio mestre Martinho da Vila: “mulheres confusas de guerra e de paz”.

As aparências podem enganar, pois a senhorita que vos fala deseja muito ser mamãe um-dia-no-futuro, além de um maridaço no mínimo! Daqueles carinhosos que demonstram amor todos os dias, lindo, eternamente atlético, cheiroso, e bem sucedidos é lógico! Aí vem a parte que eu acordo e lembro que não é bem assim.. enfim.

Hoje fui até uma loja de lingerie para comprar um par de meias que usaria num protótipo para um trabalho, e ao entrar na loja me deparei com inumeros modelos ousadíssimos além de alguns acessórios sexuais. Então reparei que todas as vendedoras eram evangélicas, por usarem saião e dois metros de cabelo. Ri sozinha e lembrei das mulheres e seus pensamentos eróticos escondidos debaixo de tanta saia ou até mesmo da maquiagem e do blondor.

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Parceiros Voluntários na Feira do Livro em PoA

Esses dias recebi um email, sobre a  Parceiros voluntários, e aproveitando um pedido, com muito carinho publico aqui esta notinha! Para quem gostou aproveita e segue no twitter!!

 

Desafio Montanha do Saber
Já pensou em ajudar a arrecadar 5.000 livros em apenas 7 horas?
A Parceiros Voluntários desafia você e seus amigos para ajudar na arrecadação de livros, que serão doados para Bibliotecas Comunitárias de Porto Alegre e a montar a maior Montanha do Saber do nosso Estado. No dia 07 de novembro, sábado, das 10h às 17h, voluntários estarão recebendo as doações no Armazém A1 do Cais do Porto, no Largo da Escrita, durante a programação da 55ª Feira do Livro.
Participe, leve a sua turma, convide os amigos e doe Livros.

Desafio Montanha do Saber
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Quando? 07 de novembro de 2009 – sábado
Que horas? Das 10h às 17h
Onde: Largo da Escrita – Armazém A1 do Cais do Porto Portão 10 – acesso pelo Guaíba

Fica a dica, eu vou para lá!!!!

mulheres com pensamentos eróticos, sim!

 

Conforme alguns pensamentos me escapam pela saliva, vou anotando nos meus post its cor de laranja, umas palavras soltas e ao ler minutos ou dias depois, nem sei o que pensei ao transcrever aquilo!

Sei que esse calorão está incitando as pessoas saírem por aí para tomar aquela cerveja gelada. Hoje foi mais um dia que fugi da aula na faculdade por simplesmente nao suportar desenhar metodologias para desenvolver polígonos que eu nunca vou usar, principalmente à base de um compasso!!

Enfim, voltando a cerveja gelada, as pessoas de uma forma geral se desinibem, notem! Porém há sempre aquele “fazimento” forçado no time das mulheres, apesar de muita “vulgarização” como os homens-machos, falam por aí, a mulher moderna perdeu a compostura das antigas e recatadas senhorinhas para o lar, e apertaram o foda-se com toda força!

- A mulher de hoje vai a luta de salto alto e blondor no cabelo, faz fiasco por aí de bebedeira, fala palavrão, fala de sexo publicamente, e mesmo assim não perde o rebolado, e a mania ridicula de se auto fotografar em closed na frente do espelho e postar no orkut! As queridas esbanjam criatividade se enrolando nuns panos e vivendo um momento diva!

O paragrafo acima é uma descrição sobre um “tipo de mulher banalizado”, e muito generalizado pelos meios de comunicação. É claro que essas mulheres existem, eu conheço várias assim, porém a mulher-moderna vai muito além dessas possibilidades mediucres, que funcionam exatamente para a mesma coisa que nos anos passados. Sexo!Há séculos e talvez décadas atrás haviam mulheres para o casamento e outras para o sexo. Hoje existem mulheres para o sexo e outras para a solidão eterna. FATO! Casamento hoje em dia é coisa rara, pelo menos no meu campo de visão.

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quando não tem assunto

E o dia vai passando todo tumultuado, enquanto executamos umas coisas e outras, e ainda pensando nas que virão. Atividades no final de semestre da faculdade, somadas a responsabilidades cotidianas, e além do novo trabalho, que tem me exigido atenção e esforço. Hora ou outra despacho um tweet e uma voz distante lembra do assunto que não existe para falar no blog.

- E o blog?

Então, resolvi falar sobre esse negócio de não ter assunto e um pedacinho de remorço por não escrever, publicar é consequência, pois o que me preocupa é não estar cotidianamente disposta ao lirismo!

Me preocupa e muito, apesar de pensar nisso geralmente quando estou no elevador, no chuveiro, andando para casa, para parada do onibus…. e logo um daqueles pensamentos das atividades que “estão por vir” me invadem e subitamente retono a metodologia… Ai que me enrolo!!!

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