Monthly Archives: dezembro 2009

I’ll give you sympathy

A música dos meus ouvidos. Porque toda música tem sentido para todo algum caso sem sentido. Letra aqui.

só sigo quem me segue

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Eu também vou reclamar

“E sendo nuvem passageira
Não me leva nem à beira
Disso tudo
Que eu quero chegar
-E fim de papo!”

Editoriais

Via Fashion156

Ele disse que eu era problemática

E por isso ele me rejeitaria afinal, eu era problemática. Apesar de tudo- sempre há um “tudo” supostamente oculto em quaisquer coisas cotidianas, que nos momentos de discussão surgem como alguma coisa boa – então, apesar de tudo ter sido ótimo até ali, não poderíamos continuar absolutamente nada. Eis que ele fez um corte. Em mim – mais um – e naquele relacionamento bonito que chamávamos de amizade do bar.

Como nos conhecemos e como fomos mantendo aquele contato não importa, o que eu fiquei realmente pensando foi sobre o “problemática apesar de tudo”. Eu era feliz “apesar de tudo”, eu gostava do meu trabalho, tinha poucos amigos que amava, não tinha muitos problemas na família – até os tinha, mas como eles me respeitavam muito,e eu sempre agradeci a eles por isso, não interferiam na minha vida particular – tampouco nas minhas amizades-de-bar.

Foi então que ele explanou toda a situação: Estava me deixando por eu ser problemática e supostamente impulsiva. Dando vazão a situações das quais ele se prejudicaria, e então abalaria a confiança e por fim, a amizade. Eu ouvia atenta, e ele dizia que por ser problemática certamente o trairia com outro homem, afinal, como uma boa problemática eu o culparia por qualquer falha masculina, gerando o suposto desejo de ficar com outro cara. Então, se eu o acusasse, estaria abalando mais uma vez a amizade e então nossas presenças no mesmo bar seriam intragáveis.

 Eu não era problemática, eu mal queria perder um quilo, eu era até que bem conformada, mas o problema de ser problemática é ser supostamente impulsiva. Então eu sentiria desejo por outro cara – por ser problemática esse desejo nasceria das incompetências sexuais dele – e por ser impulsiva (sim, eu era supostamente impulsiva) não hesitaria em cometer o ato! Traí-lo por incompetência do próprio, por culpa minha é claro – problemática e impulsiva.

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Roupa de festa?

Texto por M.

É chegado a época fatídica – o fim do ano. Lá estamos nós entupidos de amigos secretos, confraternizações forçadas, visitinhas de parentes longínquos e inúmeros compromissos sociais.

É nessa hora – que encontramos as primas invejosas, as ex-amigas de infância, ex namorados, e toda aquela lista de gente que criou motivos o ano todo para te detestar, que colocamos todo nosso “clima natalino” à prova.

Estamos encarnados nessa vida procurando nossa evolução pessoal, realizações materiais; uns procuram o amor e outros apenas querem ser felizes, porém nesta época do ano – especificamente no natal – é que dedicamos nosso potencial em fazer o bem para simplesmente A-R-R-A-S-AR. Toda essa introdução tosca, serve para sugerir uns looks bacanas para os eventuais encontros em familia/amigos/colegas/gente chata que insiste em existir. Afinal, é natal.

Marc Jacobs
Palm sequin cocktail dress
£2,690
Diane von Furstenberg
Josun strapless mini dress
£605
Lanvin
Amalia denim shoulder bag
£940
 

Balmain
Chain-embellished leather dress
£9,435

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Desconstruction by Alexander Mcqueen

Fotografia: Nick Knight ( um dos meus preferidos da atualidade)

A criatividade e o talento do designer Alexander McQueen é inquestionavel – ao meu entendimento, seja na criação de roupas ou nas loucuras que causa. Já postei um vídeo dele sobre um artista transtornado, (sugestivo?) apresentando a coleção masculina de primavera/verão 2010.

Neste video aqui, ele destrói (se é que se pode chamar de destruição) um terno Yohji Yamamoto, uma camisa  Jean Paul Gaultier, e uma gravata Hugo Boss, que são transformados em uma ‘noiva’ usando corda, um feixe de tecido marfim, e pincéis.

É a isso que eu me refiro minha gente! (antiguinho, mas tá valendo!!)

Apostas invernais

O inverno nem deu as caras por aqui, é claro, é dezembro – verão, praia, sol, pegação, e toda aquela coisa bem Brasil em voga – porém eu- e muita gente MESMO – já ostentamos a moda do inverno que virá daqui uns… muitos meses (aquecimento global?)

Separei uma listinha de apostas, que meu feeling perturbado – feeling/intuição/pesquisa de moda/ poderes mediunicos – acreditam virar hit na próxima estação.

Pêlos e cabelos by Gareth Pugh já apareceram ano passado, porém permanecem e com mais força popular (?)

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Copenhagen Wheels

Se os líderes mundiais não resolveram nada – o que era, infelizmente, de se esperar, na convenção que discutiu soluções para redução dos gases poluentes que promovem o aquecimento pop global, eis aqui uma sugestão para nós, mortais.

Criada lá em Copenhagen, made in Dinamarca, essa bike além de super tecnológica, opera reduzindo aquilo que o pensamento dos líderes mundiais não conseguiram desenvolver.

( outra coisa que me irrita são os 30 mil soldados americanos e o premio nobel da paz para Obama – blindness)

Que tal largar seu belo carro e usar o metro? Ah é claro, é mais facil apenas reclamar dos grandões né? Então, lá vamos nós embarcar nisso que nasceu como uma tendência de moda – eco – e se tornou um movimento, e até uma filosofia.

Eco save youself – vou garantir meu lugar em algum dos anéis de Saturno – porque ao Sol é coisa de Ícaro.

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Abraços Partidos

De Pedro Almodóvar.

Protagonizado por Penélope Cruz, o filme traz a atriz como uma mulher pela qual dois homens estão loucamente apaixonados: seu marido magnata e um diretor de cinema paralisado por uma cegueira acidental.

Bora pegar um cineminha?? (comigo!)

A sunday smile

O amigo da onça

Em relação as circunstâncias, podia-se dizer que era brilhante em sua baixeza. Nada de especial existia nele além das limitadas e imparciais possibilidades de despredimento. Estava condenado a viver naquela redoma de cabeças iguais em que mudavam os cabelos e, por ora nem isso. Repetia-se incessante e amarguradamente nas mesmas rodas de conversas antigas – aquelas que não desatam e nem rendem como antes.

Proclamava em hino belas frases distorcidas, rumando os horizontes mais plenos da consciência superior que algum homem pudesse atingir, porém permanecia estático – movia-se por fim, como num trote que se dança a dois, ele dançava só - um passo para o lado, um passo para o outro, um passo para frente e outro para trás. Atuava tênue entre a virilidade forçada e a doçura infantil que lhe escapara quando comentava sobre as coisas naturais. Deslumbrado e nada além.

 Poucos, mas muito poucos importavam-se com suas vivências - tampouco sua existência – talvez nem o próprio, era um artsta de ocasião. Insistia naquele ensaio; um amontoado de coreografias quase ridiculas em prol de ideal algum. Ninguém mais tem ideiais comuns nos últimos dias, pois há tanta birra e mimo que bem poucos, escapam dessas definições, segmentos, repartições. Tudo se separa, se dilui, se abisma em escolha casuais que acabam por destruir e afastar o pensamento racional dos conceitos de felicidade e amor – aqueles dos faz-de-conta. O bom ou mal, vingativo ou eventual, programado ou natural, o importante  é satisfazer o instante e nada mais. Mas o que poderia ir além disso? Ilusões inocentes, talvez.

Ele era brilhante em sua baixaza, pois ao perceber essas deficiencias por onde circulava sua vida, resolvia-se proclamar a liberdade do povo, dos bárbaros  revoltados por conveniencia. Só não percebia que amarrava cada vez mais forte o nó em sua própria garganta ao parecer livre. Vejamos nós, quantos heróis subiram na cruz para salvar-nos dos pecados do mundo?

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Simone e eu

(…) ” Sou só! A gente sempre é só. Serei sempre só.” Deparo com esse leitmotiv do princípio ao fim do caderno. Eu nunca pensara isso. Às vezes, dizia a mim mesma com orgulho: “Sou outra”, mas via nas minhas diferenças o penhor de uma superioridade que um dia todos reconheciam. Nada tinha de revoltada; queria tornar-me alguém, fazer alguma coisa, continuar indefinidademente a ascensão iniciada desde o nascimento; era preciso-me, portanto, fugir da rotina, sair dos trilhos batidos. Mas acreditava possível ultrapassar a mediucridade burguesa sem sair da burguesia.

A devoção dela aos valores universais era, eu o imaginava, sincera. Sentia-me autorizada a liquidar tradições, costumes, preconceitos, todo o particularismo, em benefício da razão, do belo, do bem e do progresso. Se conseguisse contruir uma vida, uma obra que honrasse a humanidade, felicitar-me-ia por ter calcado aos pés o conformismo.

Aceitar-me-iam como a Mlle Zanta. Descobri brutalmente que estava enganada; longe de me admirar, não me aceitavam; ao invés de me oferecer coroas de louro, baniam-me. Fui presa de angústia, pois percebi que condenavam em mim, mais ainda do que a atitude presente, o futuro que escolhia; esse ostracismo não teria fim.

Não imaginava que existissem meios diferentes do meu; aqui e acolá certos indivíduos emergiam da massa: mas eu não tinha muita probabilidade de encontrar algum; mesmo que fizesse duas ou três amizades, elas não me consolariam do exílio que já sofria; sempre fora mimada, estimada, gostava que gostassem de mim: a severidade do meu destino apavorou-me.

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as vezes a vida se escapa…

Ontem quando saí da faculdade, fui para casa pensando em milhões de coisas que se coordenavam entre si, e ficou até bonito a rima ou melodia que inseri naqueles pensamentos. Planejei chegar em casa e escrever, daria uma bela história; dessas que se vive ou que lembra ou até mesmo se inventa um pouco.

Não escrevi uma linha, me perdi naquelas lembranças contextualizadas com o meu momento, então simplesmente deixei passar sem registro. Escapou-me como um sorriso idiota daquela piada cheia de adjetivos; dane-se.

 Quando insistimos bravamente que as coisas “vão passar”, nos preocupamos mais em focar naquelas mais banais e grotescas, que fazem da vida um espetáculo. Quem dá atenção aos detalhes sutis da vida?

Só pós amelie polain e frases feitas no melhor estilo pequeno príncipe que surgem milhares de almas poetas por aí. Eu falo da vida e das coisas naturais, quando a rotina e o simplismo do que nos circunda é valorizado como um arco-íris infinito de cores e energias. É a isso que me refiro e da maneira mais “normal” possivel!

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Maíra não morreu mas,

Maíra não morreu por fora mas cometeu homicídio seguido de suicídio interno. Assassinou as chagas hospedadas em seu fígado e aproveitou para matar-se um pouco: de saudade, de sede, de sono – de nada.

- Obrigada.

Me escapam as palavras, e eu já não leio meus amados escritores e nem risco com carvão no papel pardo. Passo os dias andando em círculos no carpete da sala, misturando angústias a lamúrias antiquadas. Eu era uma coisa antiga jamais revelada ao mundo, então eu era quase uma novidade do avesso.

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