Monthly Archives: dezembro 2009

meu hino de hoje e amanhã…

Coisas simples como envolver-se em aromas, letras, tintas e pincéis. Coisas banais e cotidianas como acender um cigarro, tomar um gole de café, atordoar-se com problema, contas, dinheiro, trabalho, sei lá.

Me falta paciencia e tino para explicar.

Meu hino do dia, Resposta. (foda-se quem achar brega)

Amanhã eu não sei, e nem as cartas, ou todos os orixás, ou deus poderiam responder sobre o que há aqui dentro e queima em cinzas e cacos. Incrivel é que alguma outra coisa ainda existe e persiste em matéria bruta suficientemente viva para queimar, queimar, até sabe-se lá quando. As vezes tenho medo do que nunca pensei em sentir, mas eu não quero ter vergonha de nada que eu seja capaz de sentir, já disse um escritor. Enfim.

Não desligue…

Por que é tão dificil desligar?

Assim como uns sofrem de preguiça constante da vida – eu sofro simultaneamente ao ato de não conseguir me desconectar do mundo; da vida.

Claro que somos todos um paradoxo, mas há seres como nós que entendem com mais praticidade essa divagação.

Como se andassemos num redemoinho de perguntas, e não falo das coisas-da-vida não! Falo dessas perguntas cotidianas, sobre trabalho, estudos, relações externas e internas. Já nem quero saber de onde viemos e para onde vamos, eu só quero saber por que estou aqui! Acho que não aceito minha encarnação.

Que post babaca para uma época tão cheia de esperanças que é dezembro. Esqueçam aquele papo natalino e reveillon, eu to falando sobre aprovação de semestre na faculdade mesmo! Haja esperança! E paciencia!!!

Mal pisco a noite e já é dia e quando penso que vou me livrar de uma tarefa lá vem outra para abduzir minha beleza. (duvidosa afirmação) Sei que os dias estão passando depressa e hoje eu quero me dar ao luxo, talvez não hoje mas amanha, de gastar um pouco de tempo comigo-mesma, além de todo o tempo que já gasto comigo.

Sabem como é, existem os investimentos a longo prazo, e talvez por isso jovens como eu visam a faculdade, mestrados, doutorados, além dos investimentos a médio prazo, os estagios, empregos e também os curtos prazos que prefiro chamar de instantaneos que são em geral surtos insanos de qualquer coisa que dê vontade na hora.

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Minha Lista de Casamento!

Chega um período da vida que queremos ter o nosso próprio canto,  e que todas as coisas que nos circundam tenham a nossa cara. Um recanto chamado lar! Que bonito isso.

Mês que vem estarei mudando de apartamento e dessa vez sem dividir o aluguel com mais ninguém, “agora que sou rica” (não!) posso sustentar minha liberdade rasa e será um novo periodo apesar de parecer pouca coisa.

Não, eu não vou casar com ninguém além de eu mesma – pelo menos minhas esperanças quanto ao casamento se reduzem ao passar dos anos. Apesar de eu ser uma pessoa muito “aberta” eu tenho minhas crenças caretas, tipo o Amor, mesmo assim a tendência é me levar para uma vida mais “moderna” do que um padrão bonitinho que eu até que queria. Enfim, o importante mesmo é a listinha abaixo que deixo aos meus amigos queridos, que se comovem com a minha existencia e desejam me presentear no natal, ano novo, casa nova, em janeiro tem meu aniversário, notem que motivos não faltarão!

É claro, podem se inspirar para as casitas de vocês.

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ai meu pão com margarina!

Sou amante das coisas simples da vida. Frase duvidosa para quem já leu os outros posts, (ou me conhece) afinal, nota-se com muito pouca capacidade de percepção que faço aquele tipinho “crise-eterna” mas eu gosto disso sabem?

Há particularidades na vida que chamam de personalidade, então amigos, conformem-se que eu não vou mudar esse hábito de me inconformar com tudo! Sim, tu-do!

O mágico de existir nessa loucura que somos todos nós, é aplicar toda aquela teoria estudada por anos e anos nas cadeiras escolares nas coisas do cotidiano. Eis meu pão com margarina! (Falando nisso vou preparar aqui, meu preferido)  Acho lindo esse negócio de elos, laços, relações. (lindo no sentindo de perigoso, afinal alguém sempre se fode sai perdendo nessas coisas) Esses elos entre os seres humanos, sejam os obrigatórios – família- os opcionais – amigos ou os escravizados/ opcionais - alguns namoros por aí, são definitivamente combustiveis para essa vida que começa e acaba e enfim.

Notem a fórmula aplicada para compor a partilha perfeita do pão – nem Cristo seria tão preciso - ao formar um elo real. Qualquer metáfora ou mensagem subliminar não é mero acaso.

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Me dá um nervoso esses novos Designer de Moda

Me lembro de uma tarde há alguns meses atrás, quando fui tomar um café com uma colega de curso e ex colega de trabalho. Falavamos da hipocrisia que acerca nossa graduação, e dávamos razão as críticas dos demais profissionais, afinal a imaturidade do curso é evidente em todo o Brasil.

O país que possui o maior número de cursos de moda – 120 para ser exata – que formam vários profissionais por semestre, tumultuando o mercado da moda em diversos segmentos, desde a produção industrial textil e calçadista ao design de moda e criação. Estudo na Feevale, que conta com um corpo docente aceitavel, apesar de suas deficiencias. Um dos cursos de design de moda pioneiros no Sul do país, porém “daquele jeito”.

Vejo desfiles semestrais de criações, eventos aleatórios, produção de moda incentivados pela institução, que cumpre o seu papel em proporcionar estes momentos aos academicos, porém ” ah porém!” Os alunos não estão preparados para isso. É claro que estamos na universidade para arriscar, testar, amadurecer, porém este preparo os docentes não dispõem a nós, academicos, fazendo a coisa acontecer do jeito-que-dá.

Vejo várias colegas com blogs sobre moda na net, alguns ótimos, outros ok mas a inciativa já considero fantástico, pois eu própria, que possuo blog há mais de 3 anos não me presto a falar somente de moda, e não existe muito insentivo para isso dentro da faculdade. O que é lamentavel e até mesmo vergonhoso é assistir apresentações de coleções em malha circular sem acabamento algum, ou por preguiça ou por falta de técnica para execução. Aceitavel para uma escola de moda?

O pior talvez sejam algumas produções desprezíveis com temas agressivos, pois sim, eu considero uma agressão a minha inteligencia ver Alice no país das Maravilhas na passarela, entre outras saturações. Talvez não conhecer o histórico e trajetória de algumas marcas, não saber diferenciar uma publicidade de um editorial, não entender o que é comercial e o que é autoral sejam caracteristicas bizarras para academicos de moda no primeiro semestre, mas tem gente que sai formado sem conhecer o o site do Style.

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Ele rasgou meu vestido

No começo eramos a própria elegância e sobriedade, até parecíamos saídos de uma encenação holiwoodiana. Algumas doses, uma, duas, e muitas outras…

Eu usava aquele vestido preto tomara-que-caia com zíper nas costas. E ele eu não me lembro muito bem, principalmente agora. Lembro de estar parada num ponto especifico do pista de dança, conversando com uma amiga que não via há muito tempo, aliás, eu não via há muito tempo muita gente que estava ali, digamos que cem por cento.

De repente ele passou por trás de mim e deu um puxão na parte de trás do meu vestido, me surpreendi e pedi que o fechasse. Ele riu, era uma brincadeira boba, porém ao fechar, maldosamente ele rasgou o zíper, impossibilitando que eu soltasse o vestido na frente do meu peito. Segurava firme com as duas mãos e perguntava com um certo grau de impaciencia porque ele tinha feito aquilo. Ele ria ironico e eu ficava mais nervosa e gritava, o chamava de idiota e retardado, e pedi para ele me levar para casa para que pudesse trocar de vestido. Ele me falou que não era meu empregado e não me levaria a lugar algum afinal, o vestido era meu e eu que desse o meu jeito.

Aquela indiferença fez com que eu me irritasse mais ainda e berrasse ao ponto da música parar, as pessoas nos circularem e eu dizer: tu rasgou o meu vestido!

Ele debochou com um riso no canto da boca e eu olhei para meu copo e wiskey… não, não, eu dei um tapa na cara dele antes, e depois olhei para o copo de wiskey e atirei no rosto dele. Eu ainda segurava o vestido na frente do peito, pois sim, ele tinha rasgado o meu vestido!

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These New Puritans – We Want War

Um som dark épico minimal e tudo que se possa misturar e tornar-se assim: sólido. Tudo isso via Fashion156 Me inspira e motiva nessa tarde de domingo. Banda e música com nomes sugestivos, afinal eu quase nem adoro a ambiguidade da linguagem.

Nota Rápida – desconsolo

E ele interrompia formalmente inúmeras horas do meu dia atordoado com algum pensamento idiota que me remetia tudo aquilo que por muito tempo eu quis viver e agora renegava.

Aí eu me interrompia com ódio nos dois segundos seguintes ao pensamento invasor.

Nas horas vagas me questionava e condenava como um carrasco. Punia-me e buscava causas mentais-psicologicas-e-até-espirituais para justificar esse descontrole, essa coisa brusca e desritmada que por ora domina minha disciplina cotidiana.

- Porque só eu aceitava tua distração assim, insossa. Porque só eu entendia esse olhar tonto, sonso, insano.

Por que eu aceitava e entendia era tudo o que eu queria saber. Eu nem via, nem convivia, apenas ficava imaginando como seria se fosse o que não é.

Nutria falsas esperanças em cima de uma imagem imperial e rígida que me obriguei a construir no decorrer dos anos. Para e sorrir? Sorriso só por deboche ou provocações. Sorri-me já fazia parte da encenação.

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Nota rápida – do gozo

Nós podíamos estar de fora, mas estávamos todos dentro, uns mais dentro do que supostamente estavam – ou pensavam que estavam. Era a paisagem, o horizonte, o meio já não importa, nem o estado ou o espaço. Líquidos ou sólidos, estáticos ou voláteis. Éramos nós e ponto.

E já não tínhamos mais pockets metáforas, nem tão poucas filosofias ou ditados cristãos, estávamos sós e isso não era tudo. O todo fazia parte deste relato que é bem pouco ou muito, depende do ponto em que tu estejas. Eu estava aqui, onde estou agora e estava cansada, porém alegre. Engolia com gosto, quando gosto e isso era tudo; mas era pouco – ou quase nada, talvez.

Assisto e persisto, por ora creio, noutras nem tanto, mal penso e tanto faz. Colecionava expressões e reações repetidas, apesar de voláteis não variavam muito além do que meus olhos pudessem alcançar. E a nós o que fica é o que nunca deixou de ser.  O todo – ou tudo, ou nada, não sei. O que muda é a percepção diante dos mesmos gostos, das mesmas bocas, dos mesmos quereres – agrada ou não;

Raf Simons S/S 2010

Essa onda androgina virada para as coleções masculinas não é nada novo. Duas ou três temporadas que vemos por aí, mas vale a pena esse vídeo – ou deveria valer.

Nota rápida – Sonhos

Como se fossem moscas bambas e tontas no meio de uma tarde morna, eram todas aquelas pessoas andando num murmurinho no centro da cidade. Ao lado do Mercado público tinha um carro parado com um alto falante que dizia:

- Carro dos sonhos, dois por cinco ou cinco por dez.

É claro que se referiam aos sonhos de padaria, aqueles que atraem moscas bambas e tontas que apenas procuram insanas um bom pedaço de açúcar para pousar. Aquela palavra banal Sonho me obstruiu daquele cenário tumultuado e grotesco.

Enquanto subia a Borges em direção aos sebos, fui repetindo mentalmente “dois por cinco ou cinco por dez”

Se eu ia para algum lugar eu não lembro, se ia encontrar alguém ou comprar alguma coisa, talvez só olhar uma vitrine eu também não sei. Eu era como uma daquelas milhares pessoas andando no centro, cansadas e tontas no mormaço da tarde procurando um bom pedaço de açúcar para repousar enfim, essas coisas – sonhos para sonhar.