Monthly Archives: janeiro 2010

Depósito para presentes de antigos amores

Abri essa notícia hoje de manhã e desde então, não consegui fechar a página. Fiquei horas refletindo sobre o assunto e, sem sucesso decidi postar de qualquer forma.

É da China que meus estresses profissionais atuais provém, mas mesmo assim, não posso deixar de notar a genialidade deste empreendedor ao criar uma espécie de “orfanato” para os “antigos pertences de amores passados”.

A ”The Dinosaur’s Love Bank” abriga os presentes de  maior valor monetário, como se fosse uma hipoteca, creio eu, e é sucesso em Pequim.

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Haute Couture Spring 2010

Creio que eu não seja a única a confundir-se diante de tantas temporadas e desfiles. É inverno 2010 para nós do hemisfério sul, 2009 para o norte, alta costura com tendência atrasada, e semana de moda brasileira adiantando inverno 2010 enquanto em fevereiro os desfiles de inverno 2010 da europa é 2011 para nós daqui. Ficou confuso? Pois é, acontece comigo também.

Em breve estarei montando o material de tendências para o inverno 2011, e na metade deste ano para o verão de 2012, ou seja, se o mundo acabar será um trabalho inutil!!

Eis alta costura, Jean Paul Gaultier inspirado no México:

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Chorei com o Ipad

Lembram quando sonhávamos com aquelas tecnologias que mais pareciam dirigidas por cineastas? Pois é, foi o que eu senti quando vi este video apresentando o Ipad.

Espera que eu explico.

É uma espécie de Iphone-notebook-game-internet-e-tudo-mais junto e reunido no mesmo dispositivo; possui um formato clean e cool, como se fosse uma lâmina mesmo! Dá para ver tudo isso no vídeo. O mais interessante é que vai custar $499 dólares, ( no Brasil uns $3 mil reais e na China uns $100 dólares)

Novo sonho de consumo patrocinado pela Apple, espero que eles paguem horas de terapia para conseguir superar esse vazio em não ter um Ipad.

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a lésbica anã

Depois de um dia de trabalho entediante, fui ao shopping e depois ao supermercado, nada incrível. Na volta para casa assisti uma cena um tanto peculiar. Duas mulheres namorando na rua; nada de novidade até aqui, se não fosse pelo detalhe de uma ser anã e a outra ter estatura normal.

Continuei meu caminho e reparando nas duas, da forma mais discreta possível pois, não quis constrangir ninguém, talvez a única constrangida ali fosse eu. Depois de tê-las perdido de vista notei o quanto eu tentava entender aquela relação – os relacionamentos são meus temas preferidos, quem não sabe?

Logo me toquei que por mais que eu me esforçasse jamais chegaria se quer a margem de todo o manto que envolvia aquelas cena, confesso que bizarra. Ou não! Talvez fosse como é com casais “normais”, e toda a problematização estivesse em mim, que no caso representava toda a opinião comum.

Primeira sensação?

- Auto piedade.

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Fragmento dos dodecaedros

DÉCIMO SEGUNDO FRAGMENTO DA DÉCIMA TERCEIRA VOZ

Não consegui. Do grande esforço através dos doze meses, doze signos, doze faces, só guardo essa certeza. Que tonta travessia. Tudo bem, descansa. Faz parte não conseguir. Como Sísifo, se queres mitologias. Queres ainda? Por favor, estou farto. Brilhos baratos, as jóias eram todas falsas. Está certo, mas não quiseram te fazer mal. O mal não existe reverso do bem. Tanto faz, só peço que me deixem. Vou ficar encostado na árvore até amanhecer. Olhos abertos, feito uma vela acesa. Se ela insistir, direi que não tenho piedade alguma. Que não compreendo, não aceito nem perdôo mais a loucura. Se ele vier, pedirei que fique. Serei bom para ele. Mentira, não pedirei nem direi nada a ninguém. É indivisível, aprendi. Talvez consiga dormir. Talvez consiga acordar amanhã finalmente livre de tudo isso. Terei apenas um corpo, poucos pensamentos todos pequenos. Sei que foi inútil quando os vejo obstinados recomeçar e recomeçar sempre. Uma serpente que morde a própria cauda, um círculo infinito de enganos, Maya. Talvez não, perdeste a fé? Não te castiga assim, está tudo em paz. Nunca houve cães. É como uma cantiga de ninar nas cinzas do fim do mundo. Um barbitú rico, se preferires. Entorpece, melancólico, te leva para longe. Já se perdeu, não há futuro. Repousa, meu amigo. Deixa-me passar a mão nos teus cabelos. Está amanhecendo. Em voz baixa, eu canto para te enganar.

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DÉCIMO PRIMEIRO FRAGMENTO DA DÉCIMA TERCEIRA VOZ
Também conheço esse jogo। Agora pões a trunfa marroquina de espelhinhos, miçangas, bordados e cordões. Como uma coroa, sobre a cabeça. Acendes incenso, velas, jogas sal marinho nos quatro cantos, a água sobre toalha branca. Te benzes. E reviras os olhinhos, dispondo Fatídicos Arcanos. Traças sinais cabalísticos no ar e dizes coisas, Sacerdotisa de Nada, lançando profecias como quem lança milho às galinhas. A cabeça sempre um pouco baixa, para disfarçar a arrogância de ter sido A Grande Escolhida. Porca, porca, porca. Cumpres com humildade tua Amarga Sina De Ser Assim Abnegadamente Superior. E te melas toda no visgo das estrelas, te encharcas de visões equivocadas. Depois procuras o ponto de fogo entre as coxas, e só então suspiras, aliviada de tanta santidade. Ainda continuas? Pára, te ordeno. Não tens esse direito. Há mais. Onde? Tenho todos os direitos, só não suporto nenhum. Como discipliná-los, agora? Pensei que se conseguisse estaria livre. Pensei que se denunciasse a perdição deles me livraria da minha. Agora também me perdi. Destinos, anúncios luminosos. Faz um esforço, vamos. Apunhala, grita, arremata. Xangô te guia, machado em riste.

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Silêncio Sensorial

Meu computador adora se auto-desligar em momentos importantes, sejam em alguma discussão online olho no olho, dente no lábio ou seja lá o que for, não importa, ele adora se auto-desligar! Ele super-aquece e então auto-desliga, assim mesmo, puro prefixo.

Estive pensando sobre o que escrever e tanta coisa inutil me vem a tona, talvez como isso agora, porém é a forma mais sincera e imediata de relatar o que eu senti. (talvez seja bom eu salvar este texto como rascunho antes quê, vocês sabem, prefiro não dizer, porque as palavras tem poder; é o que diz minha vó.)

Então eu fui começar a escrever e o computador tomou a iniciativa fatídica de auto desligar-se a si mesmo, e foi aí que eu senti a escuridão do quarto, e comecei a desenvolver o exercício besta de ouvir os vizinhos, e tentar ouvir além dos vizinhos, e além e então o que eu encontro?

Todos os sons fazem parte de alguma coisa, os risos, os gritos, os estralos do telhado de zinco do galpão ali do lado do prédio, até ele faz parte das paredes, que fazem parte do galpão todo, que abrigam, sei lá, coisas.

De repente e, dramaticamente, notei que o meu som, da minha respiração, não fazia parte de nada além de mim. Sim, foi trágico nos primeiros trinta segundos, mas depois não. Levantei e andei pelo quarto tentando (talvez inconscientemente) propagar o som dos meus passos, descalços, pelo apartamento de baixo; a vizinha misteriosamente não uivou.

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sobre amor e sexo?

Tudo bem, preciso confessar – na verdade eu não preciso, mas vou: Nos ultimos três dias assisti a duas temporadas inteiras de Sex and the City, buscando inspiração num tema de sucesso para escrever – pensar sobre – e agradar os leitores do blog.

Mais de 30 episódios falando sobre sexo, sentimentos confusos, e sapatos caros. Acabei de encerrar no episódio em que a Carrie [a colunista do jornal ] (Sara Jéssica Parker) namora com um escritor que tem ejaculação precoce, uma familia perfeita, e o relacionamento não dá certo por falta de introsamento sexual.

Ok, isso foi forte, eu sei afinal, nos ultimos três dias eu também estive recolhendo meus livros e encontrei inúmeras anotações a punho; poesias, lembretes, agendas, tudo o que remetia o auge da minha pseudo inspiração literária, que por um momento – este – notei que ficou congelado em outro tempo.

Me pus a pensar sobre onde está a minha vida? Reli as publicações mais recentes do blog e notei que não escrevi absolutamente nada sobre o quão envolvida eu estava no meu ultimo quase-romance. Não contei a ninguém o quão alegres foram as noites nos bares, as conversas e reencontros na noite portoalegrense, os cafés na cama e, também não falei sobre os dias que cheguei atrasada no trabalho, quase meio dia, simplesmente porque “foi dificil me desenrolar dos lençóis” como disse um colega do escritório, debochando do meu sorriso e óculos escuros do tamanho de uma máscara. Nada. Nenhuma vírgula!!!

Porém, quando o mundo da fantasia – que foi de verdade -  acabou, aqui estava eu cheia de letras para reclamar e lamentar os meus supostos erros, superdimensionar meus transtornos e torturar os followers do meu twitter com tamanhas desgraças publicadas a cada 20 segundos!

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Fugas


Porque não suportava mais todas aquelas coisas por dentro e ainda por cima o quase-amor e a confusão e o medo puro, ele voltou à cidade do centro. Marcou a passagem de volta para a sua cidade ao sul em uma semana. Continuava verão, quase não havia lugares e todo mundo se movia sem parar dos mares para as montanhas, do norte para o sul e o contrário o tempo todo. Fatídica, pois, a volta. Em sete dias. Só no terceiro, o das árvores que dão frutos, telefonou. O outro, outra vez. A voz do outro, a respiração do outro, a saudade do outro, o silêncio do outro. Por mais três dias então, cada um em uma ponta da cidade, arquitetaram fugas inverossímeis. O trânsito, a chuva, o calor, o sono, o cansaço. O medo, não. O medo não diziam. Deixavam-se recados truncados pelas máquinas, ao reconhecer a voz um do outro atendiam súbitos em pleno bip ou deixavam o telefone tocar e tocar sem atender, as vozes se perdendo nos primeiros graus de Aquário.
Sim, afligia muito querer e não ter. Ou não querer e ter. Ou não querer e não ter. Ou querer e ter. Ou qualquer outra enfim dessas combinações entre os quereres e os teres de cada um, afligia tanto.

De Ovelhas Negras – Caio F. Abreu

21 anos, 21.01.10

 

Feliz aniversario para mim mesma – declaração esquizofrenica não podia faltar!

só o hoje importa para nós.

Começou assim, uma musica que dizia  que todo mundo já teve infância, e eu enrolada no edredom, tentando dormir, levantei e vim escrever todos os pensamentos me emaranhavam minutos antes.

O cenário do meu filme era um apartamento vazio, cheio de caixas etiquetadas, os livros, os vidros e os trapos, sem metáforas, era isso mesmo, eu e minha mudança de casa; de casca, ou pele.

Ele me encontrou quando eu vivia tranqüila no inferno que  estava acostumada:

Incertezas iludiam meu lindo destino inventado pelos videntes, enquanto eu nutria esperanças ao ver meus quadros nunca postos nas paredes, cheios de fotos impressas em papel reciclado, ecologicamente antiquados e envelhecidos para meu “shape” pós-moderno e libertário – ou libertino.

Eu sentada na caixa mais rígida, a que levava os livros, e os trabalhos da faculdade, totalmente tolos e sem serventia moral, tinham a única função de sustentar minha bunda enquanto ascendia um cigarro e pensava que em algum outro lugar do mundo outras pessoas faziam o mesmo que eu: depositavam esperanças.

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Assim será

O primeiro trecho dos memoráveis e tocantes no meu perfil no blog, que este mês comemora um ano de dominio público, está em música ali. Não que eu anteveja as situações, é que elas só se repetem…então tem horas que começa a ficar fácil, depois fica chato, depois enfim, eu posto aqui e já perde o sentido.

 

“A chuva do céu, se encerrará
Pra ver nosso depois
Como vai ser ruim demais
Olhar o tempo, ir sem
Ver os seus abraços, seus sorrisos ou suas rimas de amor”

não sei contigo

 

Não sei contigo, mas tem momentos na vida que eu penso que vou sentar no sofá e olhar em volta e dizer: agora eu vou viver.

É mais ou menos assim, de repente acabo a faculdade, ou mudo de cidade, ou a cor do cabelo; consigo alugar aquele belo apartamento, com todos os móveis certos, nos lugares certos; todos os quadros pendurados na parede e eu olho em volta, sentada no sofá, com uma xícara de chá, enquanto chove lá fora, numa tarde de domingo e eu digo: agora sim!

A vida toda eu corri longe do comodismo, mas inumeras vezes me deparo que é para uma vida insossa que me direciono, como se lá abrigasse as horas de tranquilidade e aconchego que eu busco. Quanta tolice enlatada. Será que a falsa-maturidade que me faz ver a vida com olhos mais amenos e menos ansiosos?

Num contraponto, talvez uma insegurança infantil não me abandona a ponto de me desesperar e inquietar diante de cada gozo. Obstinação por ora é besteira, quando não se sabe para onde está indo, porém mesmo assim, cega e hipócrita me atiro nos penhascos, como se nada houvesse além do vazio da queda e eu.

Não sei exatamente quando resolvi publicar minhas angústias, mas certamente elas denotam quem eu sou. Nunca quis mostrar ser, ou tentar ser aquilo que eu não sentia verdadeiramente em mim – mesmo que eu fosse humilhada por isso. Não quero ser ícone de ser humano raro e intenso, com uma vida cheia de vitórias e aventuras – essa não é minha intenção. Eu só quero poder entender, que assim como eu, tu, teus irmãos, teus pais, teus amigos, o cara desconhecido que compra pão no mesmo horário que tu, teus colegas de trabalho ou sei lá, podem ter em si a mesma coisa que eu. Uma inconveniente sede de tudo, uma abundante falta do que alinhar, e simplesmente existir livre, solta e sem ritmo pela vida, apenas tentando existir seja em prol de um sofá e a utopia da paz de espírito, ou do caos que governa nossas vidas.

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quase 21

E tem gente que pensa que pelo mero e simbólico fato de eu publicar aqui grande parte dos detalhes fictícios da minha vida, já sabe o bastante sobre mim. A parte mais interessante em existir é poder desvendar quem eu sou por mim mesma e por quem se interesse, assim como eu faço com os que cruzam em meus caminhos. Porém, além dos chavões, outro fator faz parte do grande palco cotidiano – o enjôo. A nausea. O clichê. A preguiça! Talvez por isso, o jogo da conquista faz dos meus ciclos curtos e eu logo me canso.

Assim como eu, para muitas pessoas, quando a “coisa” começa ficar óbvia, seja nos romances ou no trabalho, numa noite ou durante anos de curso numa faculdade; um gosto azedo vem a boca. Tantos são nossos equívocos, afirmações diáfanas, a ponto de deixar nenhuma margem para a dúvida. As coisas são como são – ou parecem ser.

No próximo dia 21 completo mais um dos meus curtos ciclos, 21 anos. Alguns que me conhecem dariam 81 outros 12 anos, mas só quem está comigo o tempo todo pode mensurar tamanha inquietude. E esse alguém só pode ser eu.

Uma fase em que o foco é externar o que há de melhor em mim – o que me faz bem – e adormecer os fantasmas e os dragões. Fase para colocar os brotos na janela e cuidar diariamente, com doses sazonais de sol e chuva.

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Haiti e Murph

Essa semana, como de praxe, liguei a tv assim que acordei – para ajudar a acordar – e o que eu vi foram cenas devastadoras e um lugar chamado Haiti. Pensei: ok, é lá que os soldados brasileiros lideram a missão de “paz” da ONU e é lá que estamos acostumados a ver cenas trágicas diante da realidade que sobrevive o país mais pobre das Américas (norte, sul e central, só para justificar o meu plural!)

Quando voltei do banheiro após escovar os dentes, prestei mais atenção no que via na televisão enquanto calçava minhas sandálias-última-moda para ir trabalhar. Terremoto abala a capital. Pensei: Mas que merda, como se já não bastassem todos os problemas sociais, a terra resolve tremer?! Murph e o Haiti andam sincronizando as antenas.

Outra coisa que lembrei foi da professora da feevale, em sua aula fatídica sobre aquecimento global e terremotos; atmosfera e placas tectônicas também sincronizam as antenas segundo a professora. ( Se alguem aí pode confirmar esse afirmação, me faça o favor, pois todas as pesquisas descartam a possibilidade de relação entre os fenomenos)

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é cada qualidade de homem que me aparece

Recebi este vídeo da minha amiga Lella, editora de moda do Recife, e chorei rindo. Primeiro pelos dialogos, segundo pelas atitudes – incluindo o tarot – e terceiro e principalmente pela letra da música. Queridos e queridas, se vocês se identificam o tema sugerido no titulo, sugiro que assistam!