E tem gente que pensa que pelo mero e simbólico fato de eu publicar aqui grande parte dos detalhes fictícios da minha vida, já sabe o bastante sobre mim. A parte mais interessante em existir é poder desvendar quem eu sou por mim mesma e por quem se interesse, assim como eu faço com os que cruzam em meus caminhos. Porém, além dos chavões, outro fator faz parte do grande palco cotidiano – o enjôo. A nausea. O clichê. A preguiça! Talvez por isso, o jogo da conquista faz dos meus ciclos curtos e eu logo me canso.
Assim como eu, para muitas pessoas, quando a “coisa” começa ficar óbvia, seja nos romances ou no trabalho, numa noite ou durante anos de curso numa faculdade; um gosto azedo vem a boca. Tantos são nossos equívocos, afirmações diáfanas, a ponto de deixar nenhuma margem para a dúvida. As coisas são como são – ou parecem ser.
No próximo dia 21 completo mais um dos meus curtos ciclos, 21 anos. Alguns que me conhecem dariam 81 outros 12 anos, mas só quem está comigo o tempo todo pode mensurar tamanha inquietude. E esse alguém só pode ser eu.
Uma fase em que o foco é externar o que há de melhor em mim – o que me faz bem – e adormecer os fantasmas e os dragões. Fase para colocar os brotos na janela e cuidar diariamente, com doses sazonais de sol e chuva.







