Monthly Archives: janeiro 2010

Esquadros

” … e como uma segunda pele, uma calo, uma casca, uma capsula protetora…Eu quero chegar antes, para sinalizar o estar de cada coisa, filtrar seus graus…Eu ando pelo mundo divertindo gente e chorando ao telefone, e vendo doer a fome dos meninos que tem fome….”

Entrenuvens,

Depois de 72 horas trabalhando direto, contando sábado e domingo, entre o escritório e os aeroportos, me sinto aliviada diante das possibilidades.

Na volta de Curitiba, entre uma nuvem de chuva e outra de noite, eu li:

“(…) Era melhor perdoar-lhe as fraquezas do que ser exilada dos seus prazeres. Entretanto, essa perspectiva também me asssutava. Eu aspirava à transparente fusão de nossas almas; se ele tivesse cometido pecados tenebrosos, ecarpar-me-ia, no passado e mesmo no futuro, porque nossa história, falseada desde o ínicio, não coincidiria nunca mais com a que eu inventara de nós. ” Não quero que a vida se ponha a ter outras vontades que não as minhas”, escrevi no meu diário. Eis, creio, qual era o sentido profundo da angústia. Ignorava quase tudo da realidade; no  meu meio, ela surgia mascarada pelas convenções e pelos ritos; tais rotinas me aborreciam, mas eu não tentara ir as raízes da vida; ao contrário, evadia-me para as nuvens: era uma alma, um puro espírito, só me interessava em almas e espíritos; a intrusão da sexualidade fazia estourar esse angelicalismo: revelava-me bruscamente, em sua temível unidade, a necessidade e a violência. (…)”

Simone de Beauvoir.

O problema sou eu? 1.

Nós mulheres estamos sempre com aquela frase pronta para declarar sobre os homens: “são todos iguais”. E não é mesmo?!

Parece uma guerra entre heteros que custa em cessar; mesmo que estejamos em relacionamentos estáveis, a paranoia feminina se disfarça porém, permanece ali, intrínseca e arrematada para ser disparada – todos iguais.

São inúmeras as histórias que já ouvi e vivi na minha vida sobre romances. Muitas, mas muitas mesmo, são idênticas as minhas, tanto que naturalmente fingimos ser uma linda coincidência e esquecemos dos comportamentos robóticos e programados do sexo oposto – e o nosso comportamento feminino também!

O universo gay é um pouco diferente do hetero em relação a compromissos sérios e romances platônicos – o que não os difere dos heteros, pois falo de uma maneira generalizada e não específica – conheço casais homossexuais casados e felizes, como o cris e o luciano, também conheço bixas fervorosas, cada caso é um caso, eu quero chegar mesmo é no comportamento e na movimentação para que isso (relacionamento) aconteça.

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Cinema 2010

Dando uma de top top após a lista com as bandas que prometem em 2010, vamos a lista dos filmes que com certeza estréiam esse ano – agora, se será sucesso nas bilheterias, não sabemos.

Então, se liga na listinha que essa tem para todo gosto! (naturalmente selecionado por mim, ou seja, todos os filmes que eu veria numa boa!)

Os surreais:

- Cirque du Freak – O aprendiz de vampiro: 12 de março - A aventura ‘Cirque du Freak: O Aprendiz de Vampiro’ acompanha o personagem Darren Shan (Chris Massoglia) – nome que também assina a série de livros no qual o longa é baseado – às voltas com um circo dos horrores e um estranho homem que se revela um vampiro.

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Ano novo i-m-p-a-r-c-i-a-l

Assim como Confortin, nessa virada de ano fui ausente as convenções naturais da sociedade pós moderna. Não fiz promessas, nem macumbas; não me preocupei com a cor da roupa que vestiria, apenas fiquei extremamente braba com minha irmã que não me emprestou um vestido listrado que iria ótimo com meus sapatos. Não comprei lingerie nova, afinal, no começo de dezembro eu surtei e coloquei todas as minhas no lixo, então as que eu tenho agora são automaticamente novas. Não pulei ondas, não comi lentilha (isso eu comi porque adoro) e muito menos comi uvas – porque eu odeio uva!

Fato é que não refleti sobre o ano de 2009 afinal, eu fiz isso diariamente durante o ano; torturava-me.

Ano passado foi bem viajante, se eu puder defini-lo agora. Enquanto estava no banho – porque é lá que tenho as melhores lembranças -  fiquei pensando sobre os top momentos, e vocês sabem que foi um ano heavy metal!

Comecei no carnaval viajando para Camboriú e todo aquele litoral lindo, com minha amiga – ex-colega de trabalhho – Kethy. Peguei alguns cinemas e cafezinhos com minha amiga – e ex-chefe, Fanny e na sequencia surtei e me demiti.

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Bandas que vão bombar em 2010 by BBC

A BBC liberou a listinha das bandas que prometem bombar nesse ano, e aí nos perguntamos: –  Será?

Eu já me prestei para ouvir e deixo aqui os links para vossas opiniões. Pressinto que vou me apaixonar musicalmente – como todo dia - ao descobrir uma nova bandinha da semana. Tenho os ciclos curtos, vocês que me lêem já sabem disso!

Comentários pessoais a parte, eis:

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My home is my man

My home is my man – sim isso é Mallu Magalhães! Muito mais crescida, e com cara de um-pouco-mais-mulher e menos-mirim, a Mallu mudou a voz (tá, não muito) e me surpreendeu nesse hit! Ouçam e depois me digam se alguém ainda lembra do tchubaruba – musiquinha que trouxe ela para o mundo pop.

Olha ela aqui no Blog quando surgiu o romance com o ex-los hermanos Camelo.

Vão-se os dedos e ficam os anéis

A vulnerabilidade no mundo dos acessórios e a segmentação deles sao como chuva de verão – (adoro metáforas baratas) A verdade é que passeando pelos sites de moda, me bati inúmeras vezes com os tais anéis do YSL; novo objeto de desejo dos fashionistas. É claro que eu posso sonhar, e usar trocentos anéizinhos parecidos, mas sabe como é né… Pode notar, vai pegar por aqui!!

via My Daily Style

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Hanging high

Após décadas, (ou uma pelo menos uma, porque 2010 tá aí para inaugurar a segunda do século 21 ) return in my blog Lykke Li na versão acústica e querida de hanging high. Ela está na playlist da Mai há tempos (vide data)  

“But I’ll always choose the black in front of white”

Outras dela em versões diferentinhas:

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contos – adiante

Então era assim, as lembranças vinham de repente na minha mente distraída enquanto via os faróis dos carros que cruzavam no sentido contrario ao que eu ia. Percebi que minha mãe sente mais falta da minha infância do que eu; notei isso quando ela sentou do meu lado e escovou meus cabelos como antigamente.

Não sei ao certo o que sentia nesses instantes de lembranças, se era medo da solidão futura, saudade do passado ou auto-admiração presente; não me importava muito com isso.  Lembrava que muitas coisas não ditas que ficaram na saliva e misturaram-se por tempos entre labios, entre dentes, entre silencios.  Sabe quando simplesmente não tem absolutamente nada a se dizer?

Então tudo ficou estagnado, porém diferente da inércia casual dos outros tempos. Neste, o que existe é o conforto do preparo para o que está por vir. E seguia adiante conforme o onibus ia me levando e, para trás eu só olhava de súbito, por costume ou prazer em acompanhar a luz dos faróis dos carros no sentido contrario- rápidos e intensos pensamentos antigos rabiscavam a escuridão dos incertos destinos. Calei enquanto via os eucaliptos no fundo dos vidros que escorriam gotas de chuva; aquela chuva morna da minha cidade, calei mesmo sem saber se era saudade, medo, admiração, salivas, infancia, silencio. A minha alegria é o futuro logo ali, adiante.