Então só faltou o “meu querido diário”, pois escrevi um texto falando sobre as últimas coisas que tenho feito, fugido, aceitado, corrido atrás, em busca e por onde, como se valessem de alguma outra coisa para alguém além de mera informação. Ok, passou. Vamos aos nossos trabalhos.
Hoje não tem filme, música, moda, sapatos, sonhos, hoje só tem esse gosto de vazio. Um amargo de fome misto de sede e nojo de qualquer coisa que me venha a boca. Uma bolha de ar circulando entre os órgãos, entre os dentes; uma ressaca da vida. Hoje o que tem é isso.
Amanhã não sabem me dizer, ou prever, me pediram para esperar, mas depois dos trinta outros me disseram que pode piorar a situação ou as circunstâncias então, me pediram para curtir, outros para tentar, mesmo que não ame, e a frase se estenda cheia de vírgulas, tudo bem, a vida é assim mesmo, uma tripa infinda cheia de cortes interrompendo o que se queria dizer antes, bem antes, lá no começo, antes do texto, do blog, dos ultimos anos, dois, três, quatro, cinco anos.
