Tem músicas que falam por nós né?! Pois é, nessa troca musical com o Cristian, ele me disse que essa música lembrava a mim. Então eu reacendi as lembranças, e retornei as tardes que eu ouvia Zé Ramalho com minha irmã mais nova, e ela morria de medo daquela “mistérios da meia noite”. Eu enrolava um cachecol marrom no rosto, colocava a música no volume mais alto, e corria atrás dela em volta da mesinha de centro na sala da frente. Esses dias conversando com ela, lembramos juntas como eu tinha momentos psicopatas na infância. Eu devia ter uns 9 anos quando fazia isso e ela 6. Cantava essa música como se prevesse minha história.
“… Impérios de um lobisomem que fosse um homem de uma menina tão desgarrada, desamparada se apaixonou…Naquele mesmo tempo,No mesmo povoado se entregou ao seu amor porque?
Não quis ficar como os beatos, nem mesmo entre Deus, ou o capeta que viveu na feira…”
E por aí ela saía gritando…. (estou rindo agora) Hoje pensamos como temos medos tolos enquanto somos crianças, e quando adultos a coisa piora.
Fato é que a música que o Cristian me falou é a minha preferida das do Zé, e que me fez chorar no escritório mesmo; vai ver porque estou emocionavel hoje – não me perturbem.

