Ainda na série: escrevi à caneta bic no escuro…
” Enquanto o céu escurecia, ela o esperava languida. Cada brisa que acariciava sua pele era um convite aos dedos bambos deslizarem por seu corpo.
Por ora tocava as unhas e agarrava a carne; de leve causara arrepios. Quando as primeiras gotas começaram a cair do alto recendendo o cheiro da terra recém molhada, fechava os olhos para intensificar os sentidos.
Tocava seus lábios como os raios que rasgavam o céu; as luzes clareavam seu rosto porém não inibiam a timidez de suas pernas. Das cores alternavam os cinzas; dos gostos, a acidez de suas partes.
Imóvel, mantinha-se a espreita. Até que a tormenta a tomasse.”
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