Bienal
Desmaterializando a obra de arte do fim do milênio
Faço um quadro com moléculas de hidrogênio
Fios de pentelho de um velho armênio
Cuspe de mosca, pão dormido, asa de barata torta
Meu conceito parece, à primeira vista, um barrococó figurativo neo-expressionista com pitadas de arte nouveau pós-surrealista calcado da revalorização da natureza morta.
Minha mãe certa vez disse-me um dia, vendo minha obra exposta na galeria,
“Meu filho, isso é mais estranho que o cu da jia E muito mais feio que um hipopótamo insone”
Pra entender um trabalho tão moderno é preciso ler o segundo caderno, calcular o produto bruto interno, multiplicar pelo valor das contas de água, luz e telefone, rodopiando na fúria do ciclone, reinvento o céu e o inferno.






