Monthly Archives: março 2010

Frustração iludida, sabe?

Cansei de escrever sobre isso, cansei de pensar sobre isso, mas é um fato que não podemos fugir, acontece com todo mundo, o tempo todo, eu juro! Notem!

Só há frustração diante das expectativas. Uma não vive sem a outra e, ambas fazem parte da mesma esfera, em eixos diferentes é claro, como um circuito fechado.

Aí, meu querido leitor me pergunta, Maíra (adoro escrever meu nome, não reparem a excentricidade) Temos como escapar da tal frustração?

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Ex-amigos, ex-passados, nostalgia…

Hoje eu estava pensando no dia da minha formatura na graduação – vai demorar! Acabo fazendo poucas disciplinas por semestre e assim vou alongado meu periodo na universidade, o que por um lado é positivo, meus estágios se arrastam e posso manter minha conta universitária no banco do brasil com tarifas ” reduzidas”. Por outro lado, cada dia é mais insuportavel tolerar as pessoas do curso, principalmente o pessoal mais jovem.

Minhas colegas de escola, lá de Cruz Alta – RS, dos tempos da 5º série, já estão se formando na faculdade, elas escolheram profissões de “estudar” e não como eu, moda…. Lembro com carinho do recreio e dos sonhos, em que tudo parecia fácil, próximo e distante ao mesmo tempo. Um tempo em que os portões do colégio eram os limites que definiam status, amizades, relações, e tudo o que a vida real, aqui fora do portão, proporciona também, em maiores dimensões; sutis, ou não.

O tempo faz mudanças na gente, o tempo enruga a testa e embranquece os cabelos. Hoje fiquei pensando sobre o quanto me afastei do que eu era naquele tempo infantil e automaticamente das pessoas que compunham aquelas cenas. Um momento mágico para notar como a identidade pessoal se ressalta, desmascarando o coletivo, os grupinhos perdem valor quando conseguimos olhar para o rosto de cada um e identificar unidade.

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um humor cheio de mau humor

Reclamar da vida faz parte do processo. Às vezes é cansativo ouvir, mas quase nunca é tão cansativo falar. Cada um tem seus motivos, e cada momento é único, por exemplo, podemos estar a beira de um ataque por questões financeiras, frustração no trabalho, na vida amorosa, saudade ou problemas com as pessoas da familia, ou tudo isso junto (levanto minha mão nesse instante) mas e daí? Todos os problemas dos outros nunca são tão pesados quanto os nossos!

Ninguém pode dizer que não venho tentando, afinal, eu quase nem tenho reclamado, aliás, eu nem tenho contado os fatos, pois reclamar é natural da minha existencia.Eu fico puta mesmo! E daí?

Não gosto de fazer o modelo de perfeita dama da sociedade que eu não sou, nunca fui e não quero ser nunca. Odeio gente cafona que é feliz. Principalmente com pulseiras douradas.

Isso é tudo, tchau.

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psicose aplicada ao romance

Toda vez que entro num relacionamento é a mesma coisa. Nunca é um relacionamento! O lance é que automaticamente me fecho, é natural, coisa minha, do meu signo ou karma, sei lá.

Mesmo o cara morando mil quilometros de distância ou ali na esquina, ou que tenha rolado só um beijo ou que todo o sentimento seja virtual, não importa, meu mundo se volta e aquilo ali é o centro. – aquilo ali, é o que eu chamo de relacionamento.

Não sinto vontade de ficar com outros caras, não sinto vontade de ir em lugares que hajam outros caras. É sério!!! Eu me iludo com a força total, mesmo que seja um não-relacionamento, aí de repente, tão de repente como quando começou, a coisa, simplesmente acaba.

A-ca-ba.

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Quem se ofende é ofendível?

Quando um amigo meu me dizia que quem se ofende é ofendível, logo eu sentia um gosto de prepotência na boca. Hoje, tão de repente, tudo ficou claro.

Quando estamos de bem, seguros conosco, com a mente limpa e realmente nos sentindo equilibrados no caminho certo,que é aquele próprio de cada um, não damos, pelo menos eu não dou vazão aos comentários maldosos ou infelizes das outras pessoas. Mesmo quando alguém fala alguma coisa diretamente, querendo ajudar, retificar ou simplesmente julgar, eu respeito a opinião alheia e ok, “go ahead”, já dizia o poeta que cada um sabe a dor e a delicia de ser….

Mas, quando nos perdemos daquilo que nos movimenta e, ”paranoiamos”, qualquer pingo d’agua é uma tempestade, a ponto do que nem aquilo que nos foi dito diretamente se transforma em implicância e por pura falta de espírito leve, ou só jogo de cintura com o cotidiano, acabamos por alimentar alguns sentimentos adversos, seja contra a pessoa que nos disse qualquer bobagem, ou as circunstancias e relações que existem entre os membros envolvidos.

Analisando assim, tudo se torna tão patétitco e aí dou razão ao meu amigo quando disse que quem se ofende é ofendível.

Quem se atinge é por que é ou está vulnerável àquilo, naquele momento.

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morte ao amor platonico

E se ele morresse, eu pensei me perguntando enquanto andava na chuva devolta para casa. Aqueles dias que começam cinzas e variam todos os tons, até que depois das dezoito e trinta desaba uma chuva, tipo hoje. Capuz na cabeça, como se fosse adiantar alguma coisa – mas e se ele morresse?

Morresse assim, de morte súbita como dizem, tão de repente que não haja tempo de eu aparecer para o enterro e vê-lo todo esbranquiçado e gelado; não que ele seja muito diferente disso enquanto está vivo.

Cheguei em casa e tomei um banho morno e continuei pensando. Pensei com tanta força que por ora já estava lamentando: Ah meu deus, e se ele morresse hoje? Agora? E eu aqui, com xampu na cabeça, sem tempo de dizer nada, sem tempo de dizer: não morra!

Eu quase não lembrava dele, dependia muito do clima lá fora e do quanto eu não o via passar em lugar nenhum da minha vida. E eu reforçava os delírios mensurando datas, quilometros e tempo. Eu o queria vivo, limpo, branco e gelado na minha cama; não como um cadaver, mas tal qual ele é. Essência e alma e só. Mas tudo bem se ele trouxesse consigo um pouco daquilo que aprendeu. Eu riria das suas piadas, afinal, eu sempre rio de qualquer coisa, até de mim mesma, quando me vi abismada olhando para o nada e o vendo ali: morto.

La question

Eu não sei o que você pode ser

Eu não sei o que você espera

Procuro sempre te conhecer

E seu silêncio perturba meu silêncio

Eu não sei da onde vem a mentira

É de tua voz que se cala

Os mundos onde, contudo eu mergulho

São como um túnel que me assusta

De sua distância em relação à mim

Se perde sempre muitas vezes

E procurar te entender

É como correr atrás do vento

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Backstage do dia

Há duas pilhas de revistas, mas podiam ser planilhas, relatórios, livros ou cópias xerocadas de qualquer outra coisa. São revistas de moda.
Hoje o dia está classicamente outonal, cinza e amargo, como o café gelando aqui do meu outro lado.
Nesses tempos é um pouco dificil ter animação para as coisas coloridas da vida, tipo azuis piscinas ou florais biquínis. Eu vejo no máximo xadrez e em forma de trench coats, tipo aqueles Burberry que combinam com a sombrinha.
As pessoas não falam muito por aqui, e se falam é sobre alguma coisa que geralmente não interessa, ou desinteressa.
Não quero deixar um tom melancolico nesse relato, ou engessado, frase por frase – determinado.

Não quero ser chata, birrenta ou brigona, afinal é outono e apartir de agora as palavras começam a ecoar com mais força. É perigoso, pois parece que as reações do que aconteceu no inverno passado começam a tangir agora. Ninguém reagiu antes pois era verão, e no verão as pessoas não dizem nada além de relembrar que é verão; antes teve a primavera que era só uma ansia para o verão, enfim, lá os azuis e os biquínis caem bem, mas agora não há distrações.

Dentre os tons de cinza só se destacam os luminosos por natureza ou por fingimento.
Daqui a diante é hora de colocar os blusões, casacos e moletons na parte mais visível do guarda roupa, era isso que minha mãe fazia.
Alguma coisa que aquece, embeleza, ecoa, silencia ou sei lá.
Quis ser leve, mas as vezes a leveza está diretamente ligada a apatia.
Volto a editar minhas imagens, olhar para a pilha das revistas e pegar outro café, porque esse já era.

Supor Moda 2 – street

Tá bem, acho que meu post anterior não foi tão amigo assim, então, vou parar com esse meu egoísmo e aí seguem fotos de street style para o inverno. É sério, pode apostar!

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Supor Moda

Não sei se é só comigo, suponho que não, mas as vezes nem eu sei o que eu “sou”. Me perco entre meus personagens, desejos e ações. Por isso (?) vou me fazer útil ao mundo e ajudar as amigas e os leitores do blog Válvula de Escape, afinal, o escapismo tem suas vertentes e não está literalmente vinculado as lamúrias e lamentos!

Vamos as compras!

Nesses ultimos dias várias amigas vieram me pedir dicas de moda antes de começarem as compras de inverno, me senti especial, mas depois me lembrei que eu sou designer de moda então faz parte do meu trabalho!

Não vou explicar nada sobre cada exemplo, deixem que suas percepções atuem naquilo que mais lhe agradam. Notem as modelagens, as misturas de estampas, o formato das bolsas, mas não esqueçam que neste post nada além do que é comercial vai aparecer. Não esperem o supra sumo fashion do que há de mais novo no mundinho, pois aqui só falo naquilo que se pode comprar…. e usar sem medo.

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Do começo ao fim – Filme

Quando eu assisti o filme “Entre irmãos” (Brothers) não me surpreendi com o plano de fundo; o romance que envolve uma mulher que se relaciona com dois irmãos. Uma historinha banal e até clichê para o cinema, porém na vida real há quem julgue trash. Sei lá.

Como já dizia o poeta, “sempre pode piorar”e foi o que eu pensei ao ver o trailler do filme “Do começo ao fim”, uma produção brasileira, que já foi muito comentada, inclusive supostamente censurada.

Se tu é homofóbico sugiro não assistir, mas se tu curte um complexo de Édipo e suas vertentes vai se excitar, porque nesse longa o romace é entre os irmãos. Isso sim, EU achei trash, mas vai saber né…

Não tenho nada a declarar, só vontade de assistir!

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demode

Além da calça saruel a melancolia também está fora de série – ou de sério – da temporada. Algumas concessões precisam ser feitas, mas as escolhas são entre momentos bons e momentos muito bons, ou seja, nada para reclamar, certo?

Um pouco da minha alucinação provém das minhas limitadas possibilidades, assim como a maior parte das minhas necessidades nascem dos desejos mais profundos em tentar externar de maneira despretenciosa e natural, aquilo que realmente sou, sem forçar nada.

- Eu forço muito!

Gosto desse arrependimento banal e caricato assim como, gosto muito dessa esnobe face de indiferença que me apetece. Por ora ácida e noutra apática. É um contraste entre a decadência glamourosa dos meus sonhos dourados com a real miséria chic e fashion que vivencio todos os dias.  Entre o ser e o parecer existem milhões de aspectos congruentes, porém eu fico sempre na dúvida sobre esses hemisférios. Bobagem ou paranoia, não sei.

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Agonia

Tenho hábito de postar sobre os filmes antes de assisti-los. Semana passada assisti Brothers, “Entre irmãos” e foi ótimo, indico para quem gosta de retratos da paranoia, traições, disputas familiares e toda aquela coisa. No fim de semana espero assistir Precious (Preciosa) mas hoje eu me dei conta de um filme que já vi mais de duas vezes e nunca comentei a respeito.

Agonia, do Bernardo Bertolucci. Um filme de 1968, que requer um pouco – muito- de sensibilidade para captar todo o entorno, apesar do título ser facilmente absorvido por qualquer um, afinal, dois minutos de exibição e a agonia já começa a surgir. Sugiro para quem busca disciplina e concentração, assim o assista até o final! são 5 capítulos.

 

concurso de microcontos

A Academia brasileira de Letras está lançando um concurso de microcontos, é claro, vinculado ao twitter! O tema é livre, mas a Academia avaliará as normas gramaticais considerando o “correto”.

Para participar basta seguir Abletras e ler o regulamento aqui!

Corre que os contos podem ser enviados até dia 30 de abril e o resultado sai no dia 1 de julho, além disso, os prêmios:

1º Lugar: Vocabulário da Língua Ortográfica – VOLP;

2º Lugar: Minidicionário da Academia Brasileira de Letras;

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Ele chegou sem forçar nada

E quando eu tentava imaginar como ele viria, logo surgiam muitas possibilidades, daquelas bem absurdas tal qual o pensamento feminino é responsável. Preenchia todas as lacunas com romantismo e poesia, pensava mais no entorno do que nele próprio. Logo as imagens esfumaçavam e eu anelava a angustia.

De tanto que clamei aquele laço, um dia alguém perguntou como eu o imaginava, e pediu que eu descrevesse. Foi então que fiz um breve silêncio; ousada me perguntou de onde e como  ele vinha, e então mantive a quietude.

Me dei conta que não era ele que eu queria, mas o fato de estar envolvida numa relação sem forçar nada. Eu queria poder amar da melhor forma alguém que ainda nem existia.

 Eu amava errado por amar o amor que em mim existia?

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