Quando um amigo meu me dizia que quem se ofende é ofendível, logo eu sentia um gosto de prepotência na boca. Hoje, tão de repente, tudo ficou claro.
Quando estamos de bem, seguros conosco, com a mente limpa e realmente nos sentindo equilibrados no caminho certo,que é aquele próprio de cada um, não damos, pelo menos eu não dou vazão aos comentários maldosos ou infelizes das outras pessoas. Mesmo quando alguém fala alguma coisa diretamente, querendo ajudar, retificar ou simplesmente julgar, eu respeito a opinião alheia e ok, “go ahead”, já dizia o poeta que cada um sabe a dor e a delicia de ser….
Mas, quando nos perdemos daquilo que nos movimenta e, ”paranoiamos”, qualquer pingo d’agua é uma tempestade, a ponto do que nem aquilo que nos foi dito diretamente se transforma em implicância e por pura falta de espírito leve, ou só jogo de cintura com o cotidiano, acabamos por alimentar alguns sentimentos adversos, seja contra a pessoa que nos disse qualquer bobagem, ou as circunstancias e relações que existem entre os membros envolvidos.
Analisando assim, tudo se torna tão patétitco e aí dou razão ao meu amigo quando disse que quem se ofende é ofendível.
Quem se atinge é por que é ou está vulnerável àquilo, naquele momento.
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