Monthly Archives: abril 2010

Ler devia ser proibido, NÉ?

Assita o video abaixo e entenda. =D

How to save a life – The Fray #nowplaying

Gentilmente superficial

Inúmeras vezes a vida passa desapercebida. Afirmo isso pois, aqui acontece. Estou correndo atrás da máquina, como dizia meu vô, o que significa que estou andando no meu caminho que mais parece uma esteira de produção do que tijolos amarelos.

Estamos todos dentro, até mesmo quem não quer estar. Trabalhamos, estudamos, tentamos não cair na malha fina da receita, pagar as contas em dia, se alimentar bem, fazer exercícios, ler alguma coisa que deslumbre, viver um amor bonito, reduzir os mals vícios e comprar belos sapatos. Teorizamos prevendo o futuro e lembrando o passado, mas hoje, hoje mesmo, dia vinte e nove de abril, estamos ignorando pois assim como muita gente, estou esperando o dia cinco.

Nessa corrida louca pelo parecer; parecer moderno, fashion, forte, saudável, junkie, baladeiro, pegador, nerd, sei lá, parecer qualquer coisa que seu grupo aceite como interessante, acabamos por salientar uma lacuna que ontem eu notei. Sim, ontem, dia vinte e oito de abril. Nessas insanidades de fazer contas, atualizar trabalhos da faculdade, ler sobre marketing de moda sendo que eu gostaria de ler sobre arte ou filosofia, dei por mim o quanto a maioria das coisas são superficiais, mas nada tão ruim, apenas gentilmente superficial.

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LookBook McQueen – Grunge?

Toda vez que visito minha avó ela me olha e pergunta o por quê me visto assim. Visualize a pessoa com vestido por cima da calça jeans, um casaco por cima de tudo e acrescente uma manta, bota vermelha, bolsa azul e luvas verdes (quero muito uma luva verde de couro!!) A silhueta desaparece, a sensualidade vai junto ou se manifesta no olhar, e o que fica é aquele monte de camadas de roupas que misturam malhas, tricôs, couro, vinil, plástico e o que der. Essa é a Maíra de todos os dias. Falando nisso, estou decepcionada por saber que tenho menos meias-calça do que eu imaginava!

Aí eu vi hoje de manhã no Fashion Gone Rogue o Look Book do falecido McQueen! Inspiração grunge, [para os leigos, lembrem Kurt Cobain], misturando texturas, estampas e proporções. Amei! As cores sujas me lembraram tanto minhas cores preferidas. Preto, cinza, marrom, o ex bege atual nude, azul marinho e vermelho. Diferente da moda, apesar de eu atuar como designer de moda numa empresa de verdade, não penso muito para me vestir, só vou colocando o que eu acho no caminho, toda manhã que acordo atrasada tomando metade do café e nem penteando o cabelo, dou uma olhada no que nem tá tão sujo ainda e visto! Acho que sou grunge life style, tipo grunge de alma sabe?

Isso que nem vou comentar dos sapatos, com aspecto envelhecido, principalmente coturnos, oxfords e botinas com salto baixinho, para correr de um lado para o outro o dia todo. Super tendência néam?

Sem pormenores, vamos ao look book! Join.

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Me trança, meu bem

Ontem eu disse para as meninas do escritório, quando uma reclamou do cabelo, “all my days are bad hair day”, e é verdade! Tenho vários complexos de inferioridade com o meu cabelo. Na adolecência eu tinha fios longos e se ajeitavam de qualquer jeito, mas depois de umas loucuras juvenis, ele nem cresce mais. Serião! Uma das minhas alternativas preferidas, quando falta laquê é a trança. Observando around the fashion world notei que elas estão por aí, justamente as fotos para ajudar a ilustrar. Hoje está super na moda (odeio essa expressão) um bad hair day proposital, ou seja, as moças vão no salão se descabelar, já eu estou naturalmente na última tendência da estação passada! Convenhamos, tranças não tem hora para aparecer, é tão cotidiano que se torna besta falar que elas “voltaram”. Das fotos algumas tranças são da Obsesse e outras Style Delirium.

Nesse vídeo da Heidi Nilausen  notem que a trança da moça é praticamente na franja, e eu já vi isso em muitos outros lugares. Quem topa?

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Sexo, Senhor Ministro?

“Dancem, façam sexo, mantenham o peso, façam atividades físicas e, principalmente, meçam a pressão arterial.” Jose Gomes Temporão, ministro da saúde.

Ontem o Brasil assistiu o ministro da saúde falar sobre hipertensão. Uma doença que atinge quase um quarto dos brasileiros de diversas faixas etárias, principalmente idosos, por motivos hereditários ou estilo de vida e ainda outros fatores. Temporão disse que além de CINCO porções diárias de frutas e hortaliças, exercícios físicos, recomendou sexo na mesma medida. Achei tão digno, mas e se o sexo for ruim? (ok, menAs)

Buscar uma vida equilibrada e satisfatória – se o equilíbrio for sua busca – é deveras uma das tarefas mais fatídicas da existência. Fala sério, pelo menos eu, detesto rotina, horarios, coisas iguais, mas enfim, vive-se.

A piadinha de cunho duvidoso vinda do ministro só mexeu no ego dos mal comidos e da oposição ao governo, convenhamos. Eu achei engraçado, só porque eu acho graça das coisas que me desesperam.

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divagação existencial

Na volta para Porto Alegre, dentro do avião, antes de decolar, meu colega me disse que quando a gente tem medo de arriscar procuramos todas as teorias que sustentem nossos ideais.

Agora, depois do almoço enquanto estava na sacada tomando meu chá e organizando minhas idéias, observava as nuvens num céu nublado. Elas tentavam se agrupar, separar ou simplesmente seguir o fluxo do vento. Lembrei do que meu colega me disse.

- Quando temos medo damos um jeito de despertar todas as teorias que afirmam nossos dogmas.

É claro, que esse sopro faz alusão ao texto Desconstruir, publicado dias atrás.

Na minha vida nada foi fácil, desde o princípio. Talvez muito no princípio tenha sido, pois tive uma infância extremamente feliz.

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maternidade feelings

Dia das mães está chegando, dia 9 de maio, e conforme sabemos é a segunda data mais comercial do ano, quase empatando com o natal em quantidade e faturamento nas vendas. Bem ou mal, mãe todo mundo tem. Esse ano eu não irei ver a minha, mas superaremos.

A partir da semana que vem, postarei algumas listinhas de sugestões para presentes, porém ainda não a fiz pois estou esperando receber produtos para teste (chantagem).

A foto linda é do My Daily Style

Desconstruir

Nas aulas de design de moda, esse termo é muito empregado, talvez seja tendência: Desconstrução.

Seja um paradigma particular, ou a maneira de segurar o lápis, traçar uma forma, escolher uma cor, aceitar as relações, dúvidar da vida, etc. Todos esses exemplos e muitos outros também servem para apontar a tal da desconstrução. Quando lemos algum livro, é natural desconstruirmos o pensamento do autor em busca de um significado mais pessoal, certo? Pois descontruir todo o resto da vida é exatamente assim.

Participei de um curso de extensão hoje, e adorei ter sido provocada. Normalmente sou provocada por motivos mimados e infantis, e minha resposta geralmente é “se mate”. Porém, quando sou provocada a destruir meus dogmas, vícios, manias ou sei lá o quê, com alguma fundamentação teórica, técnica, ou felicitatícia (sim, eu inventei essa palavra e vem de satisfação somado a felicidade. Thums, 2010) me excito, pois adoro desafios que me levam a superar a mim mesma, ou simplesmente arriscar um método diferente dos meus habituais a fim de resultados, sejam lá quais forem.

Excentricidade tem limites, os meus berram apesar de um certo disfarce muito falhado. Por ora vejo meus sentimentos mascarados com um óculos e bigode embutido, daqueles sabem?

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Criminal – Fiona Apple

Música da manhã – para quem gosta da letra é só clicar.

A força

Quantas vezes no dia você já sentiu vontade de mandar alguém para o inferno, porém respirou fundo e ignorou?

Seja na escola, em casa, no trabalho – ah o trabalho, notamos algum comportamento ou atitude que não condiz com os nossos ideais ou expectativas e sentimos vontade de esbravejar, normal né?

Todo mundo tem aquele amigo retardado, a mãe impaciente, ou a irmã interesseira. Não é meu caso, pois minha mãe quase nunca se intromete na minha vida, às vezes eu até gostaria que ela palpitasse um pouco. Vivemos superando desafios o tempo todo, o dia inteiro, todos os dias, principalmente aqueles que nos fazem evoluir em nós mesmos. Mas eu paro e penso que deveras a vida não deve ser só isso, ficar segurando a barra, respirar fundo com medo de ofender os outros com algum comentário ríspido, contar até mil. Dizem que tudo depende do tom de voz que falamos as coisas, mas sou contra.

Tem muita gente fingida que faz brincadeirinha miando risinhos e nas costas dê-lhe falar mal. Eu desprezo a encarnação desses seres. Embora não goste muito de ouvir poucas e boas na minha cara. Eu choro. Mentira. Tá, às vezes eu choro.

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Marvin – Nando Reis

Música da manhã.

Eles dizem – Hesse

Na página “Disseram por aí”  no Válvula, reúno algumas citações de autores que admiro em algum nível. Hoje em especial, gostaria de lembrar um comentário feito pelo autor de “O lobo da Estepe”,  Hermann Hesse, que é para mim especial e um dos mais importantes que tive oportunidade de ler.

“É claro que não posso nem pretendo dizer aos meus leitores como devem entender a minha história. (…) Mas eu me sentiria contente se alguns leitores pudessem perceber que a história do Lobo da Estepe, embora retrate enfermidade e crise, não conduz à destruição e à morte, mas, ao contrário, à redenção.

Mesmo assim, no Teatro Mágico Harry Haller enfia um punhal no peito de Hermínia”.

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Moda e insensatez

Estética do bizarro? Insanidade? Nada disso é novo para quem acompanha publicidades e editoriais de moda. Críticas direcionadas ao “plus size”, colocando modelos tamanho 46 nas capas e editoriais, também não é nada novidade. Esses movimentos vem fomentando o debate sobre os temas especificados, mas alguém aí parou para pensar o motivo para tanta revolta? Por que não queremos mostrar o bonitinho e o bem comportado? Por que estamos querendo quebrar as regras, romper conceitos e provocar reações?

Seria um momento de chacoalhar nossos ideiais comuns?

É claro que essas hipóteses se aplicam nesse exemplo, a moda, mas também na vida, e em todos os setores. Por que não queremos puxar saco do chefe, mas provocar? Por que não queremos mandar beijinhos se preferimos mostrar a língua? Acho que é hora de assumir quem somos e, parar de inventar rótulos e padrões e tentarmos nos enfiar dentro deles.

Contudo, “enloquecer” também pode ser só um modismo e não uma verdadeira vontade. Tudo é tão rápido e intenso. Matar a sede nas últimas, ou únicas, gotas…

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mini-desabafo pessoal que pode caber para muita gente aflita.

Quando eu volto para casa eu volto para mim, silenciosamente tudo é solidão. Não entendo como uma coisa tão desejada e idealizada na adolescência, quando sonhava com um apartamento bonito e cheio de fotos nas paredes, pode ter se tornado algo tão vazio e sem sentido.

Olho para o céu da sacada e tento forçar um pensamento generoso e gentil, agradecendo a deus e a mim por ter conseguido exatamente o que eu queria, com muito esforço diário. Num tempo em que as vitórias são cotidianas e tão sutis, me vejo desesperada quando encho meus amigos e colegas de piadas, comédias e sarcasmos. Forço a cena, forço o riso, forço tudo.

Às vezes gostaria de escapar, mas não voltaria ao passado, pois agora, tudo é diferente por lá. Não caibo mais, foi um caminho sem volta, como se um abismo nascesse toda vez que olho para trás.

Chegada a hora que ouço os passos da transformação bem próximos, como se a galope já pudesse avistar a poeira que trás consigo. Alquímico.

Um pouco de idealismo furado e mesquinho, eu sei, mas outro tanto que me pesa as costas e me pergunta todos os dias para quê tudo isso.

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