Monthly Archives: abril 2010

e-Blogs de moda – 1º Edição

Confesso que no começo fiquei receiosa do que seria um encontro entre blogueiras de moda e beleza de Porto Alegre e região metropolitana. Sábado de manhã? Pois é, foi um arraso!

Em torno de 25 blogs presentes, tive a oportunidade de conhecer “tétiatéti” muitas pessoas legais que retuitava diariamente. Contamos com a presença da professora Marina Cézar, que falou sobre moda e internet num contexto elaborado e teórico, exaltando os valores da sociedade atual e retomando alguns pontos da história da informação, tanto de moda como num contexto geral.

A expectativa e a ansiedade se tornaram quase inexistentes num momento em que cobramos publicações instantaneas de tudo o que acontece “around the world”. Além disso, um ponto que me deixou pensativa, que foi sobre a “verdade subjetiva” e o excesso de informação versus a assimilação das mesmas.

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Criadeira de coisas

Trabalhar com criação exige muita disposição, espírito livre e criativo, além de extrema paciência e é claro, doses de puxasaquismo direcionado aos líderes. Essa é a teoria, porém na prática aplica-se basicamente o ultimo ítem sugerido – para quem não se garante.

O eixo produtivo e comercial entre os profissionais ligados à moda, publicidade, comunicação e arte é tênue, entre lucrar e falir é só escorregar!!! Num geralzão mesmo, quem tá dentro do mercado, girando na roda do cotidiano entre chefes e  clientes, dançando é o tchan para os colegas sonsos e tentando sobreviver até o mês seguinte para pagar as contas, a realidade se torna uma só; invariável.

Diante de profissionais de outras áreas e segmentos, o preconceito que adorna os designers, fotógrafos, personal stylist e afins é definitivamente escancarado. Eu não canso de ouvir meus colegas de empresa que trabalham com importação me pedirem “magiquinhas”. Ontem mesmo, um deles me pediu para apertar um botão e parir um layout – além do conteúdo do catálogo. Eu ri e disse para ele completar a tabelinha do Excel no crtl+c crtl+v e não subestimar meus poderes. Na minha casa até meus espelhos são da Adobe e não saio sem photoshop e rímel de manhã.

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Justin Wu para YSL

Este é um video editorial produzido por Justin Wu  para a marca Yves Saint Laurent com apoio do stylist Henry de Castillon. Um clime vintage e noir como YSL não escapa. O modelo Christian Ochsenfahrt (eu copiei e colei o nome, tem mta consoante!) passeia em casacos e mantas invernais ao peito nu bem verãozinho.  Não captei a estação, alguém aí sabe me dizer? A ideia do filme, segundo Justin é ” um dia melancolico na natureza”.

Meio poesia, meio bobice né?

Via Fashionisto

paranóia aplicada as relações hetero

Ontem eu quase acreditei quando li uma menina falando sobre a queda da monogamia nos relacionamentos heterossexuais. Ela afirmou que a tendência é valorizar a lealdade e que fidelidade é ilusão, e ainda mais, disse que esse é o caminho para a evolução pessoal. Fiquei pasma com a convicção dela, e admirei. Mais tarde outra amiga me falou sobre os danos mortais que geram o casamento, principalmente direcionados a individualidade de cada membro correspondente ao par. Achei ciêntifico, mas fiquei me apavorando, pois me senti completamente fora de moda, e mais do que isso, me senti doente e paranoica por desejar uma relação estável e supostamente nor-mal.

Mais tarde ainda, falei com a menina que desenvolveu a primeira teoria, e ela logo confessou que é tão paranoica quanto eu e usa apenas o discurso para acreditar realmente, logo a teoria não funciona nem com ela mesma. A segunda eu nem me atrevi a desafiar, ela disse que eu não devia pressionar os rapazes por um relacionamento, pois certamente eu não ia querer nem dividir o banheiro. ( é lá que eu guardo meus sapatos amados, fiquei tensa)

Não consegui ir muito além no debate, aliás, eu só fiquei absorvendo, afinal, tenho consciência do excesso de vírgulas nessa oração. Como diria sabiamente meu amigo Marcello: “blablabla”

Teorias, experiências, outras pessoas, ora, todo mundo sabe que não existe fórmula, bula, sei lá. Se o que eu quero é loucura, antiquado ou egoísta, tudo bem que seja. Ao menos, idealizar me aproxima de um modelo existente, que uma hora ou outra vai acontecer por aqui. E aí, quando rolar me conta, tá?

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page not found

Então, deletei quase todos os arquivos do Válvula de Escape. Não me importo com os acessos via google, nem com os índices de análise, quem visitar o site é porque gosta do que lê, se identifica, ou eu porque eu obrigo; vocês me conhecem né?!

Estava me sufocando com os antigos relatos, talvez não fossem os textos publicados, mas as minhas lembranças. Mantive os arquivos de 2009 apesar de não gostar de muitos, mas estimo vários.

Não se espantem se  “search” não funcionar, na verdade a pesquisa está mais restrita e eu mais sucinta. Assim será até o momento que eu sentir que deva ser. Digamos que vou resguardar-me nessa gestação, até que eu venha a nascer, novamente em mim, sem nenhum ponto de referencia fisico anterior.

Eu sei, é pura bobagem, mas eu preciso disso. Vou “eremitar” e os curiosos que me perdoem, ou venham até mim.

Vida Real – Engenheiros do Hawaii #nowplaying

chapeu, será que dessa vez vai?

Será que vai pegar no Brasil ou vai ficar só entre os supostos fashionistas?

Chapeu por aqui tem uma conotação duvidosa, mistura boiadeiros, sertanejos e cangaceiros com pagodeiros, sambistas ou pescadores. Adoro chapeus, acho digno, mas tem que ter muita personalidade para segurar um na cabeça, vocês não acham?

Foto via Style
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devolta pro presente

Acho que não contei sobre meu passeio na minha cidade natal né?

Pois é, acho que o texto vai ser curto para falar de uma longa história. Voltar para casa sempre é bom, a gente olha para aqueles lugares, um pouco diferentes do que eram, mas fica inventando lembranças, maximizando o “tempo bom”. As comidas, os cheiros, os gostos, as pessoas, e até minha cadela fedida, me dão tanta saudade.

E serão assim esses paragrafos, rápidos, intensos, e até surpreendente. Poucos dias, muitas conversas, abraços, reencontros, e coisas que ficaram escondidas no meio da neblina. Sei o que significaram para aquele momento, mas não entendo o que tenha movimentado lá na frente, depois de outro dia, ou sei lá, só quero sentir meus dias em paz…

Demorei anos construindo abismos para me distanciar de algumas pessoas; foram desfeitos em segundos com um sorriso.

Minha mãe, irmãos, vó, tios, primos, todas essas pessoas são incriveis, mesmo sendo distantes de mim, às vezes. Distancia de pensamento, sentimento e projeção.

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sobre ser/estar feliz

As pessoas notam quando não usamos o personagem né!?

Hoje até o porteiro do prédio que eu trabalho perguntou o que havia acontecido com meu extravasamento diário. Só disse que estou quieta porque sofri um abalo sísmico, tipo um espasmo emocional. Mas isso não importa aqui, a história é que às vezes as pessoas esperam aquilo que sempre externamos, até mesmo quando não gostam.

Exemplo:

Estou sempre fazendo piadas debochadas por onde ando, alguns se encomodam com isso, mas bastou eu me aquietar que começaram a interrogar os motivos do meu silêncio. Então comecei a inventar outras histórias bizarras e surreais só para manter a aparência do que eu sempre mostrei ser; e talvez nunca tenha sido, ou tenha sido só um pouquinho. Para me divertir, distrair ou enganar…não sei.

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E quando não sabemos o que fazer de nós mesmos?

A maioria das decisões, eu poderia até afirmar que todas elas, são realmente responsabilidade da própria pessoa, porém nem sempre se tem consciência disso, né?

Não importa o assunto, adoramos pedir a opinião da mãe, da amiga, do colega, do amigo gay, do amigo hetero…Não quer dizer que iremos religiosamente seguir, mas às vezes, por vício ou necessidade, contamos (dissimulamos?) toda a história e não nos movemos até ouvir alguma coisa.

Nesse caso, meu caso, foi renegado pela maioria das pessoas quando fui pedir “ajuda”. O que dizer? O que sentir? O que fazer? Todos cansados me disseram que não iriam mais opinar. Foi assim, bem de repente que me vi sozinha para resolver uma questão absolutamente minha.

Mas como assim, ninguém vai dizer na-da?

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i am am i who am i

Who i am?

(via Fashion156)

Mon amie la rose

“Croit celui qui peut croire/ Moi j’ai besoin d’espoir/ Sinon je ne suis rien”

Traduzindo é algo como  ” Acreditem em quem quiser, por mim preciso de  fé, senão eu não sou nada.”

Françoise Hardy – Composição: Paroles: Cécile Caulier. Musique: Cécile Caulier, Jacques Lacombe 1964

 

Feriado na cidade

Estou super ansiosa, pois vou para a casa da minha família amanhã de manhã, a 4 meses não vou para lá. Uma chacina de saudade vai rolar entre meus irmãos, familia e amigos! Provavelmente não vou atualizar o Válvula de Escape - ou vou. Mas para garantir que minha viagem de sete horas (sim, é no fim do mundo e eu vou de ônibus!) valha a pena, quero aproveitar todos os minutos perto das pessoas que eu amo e me amam, por isso, acabo um pouco longe daqui. (blog)

Amor gratuito é de mãe, irmão, familia, não precisa pedir, oferecer troca ou chantagiar. Alguns amigos nos dão isso, mas acontece uma vez na vida e não é com todo mundo. Meu irmão está cada dia mais esperto, ele me disse no telefone que fez uma tatuagem igual a minha ( com canetinha neopen) falou que escreveu “thelema” no braço e que está esperando eu chegar para irmos na pracinha na frente da igreja.

Uma vez ele perguntou: ” mana, porque tu não ganhou um namorado e a mana Isis ganhou?”

Mas agora ele parou de perguntar pois anda ocupado subindo em árvores para chegar no reino do gigante, depois de ter visto o brotinho de feijão que ele plantou nascer. Meu irmão é o que mais me dá alegria quando vou para casa, agora ele tem 4 anos mas me disse que “agora-depois” ele vai ser “mais grande” e vai me pegar no colo, e eu “vou ser velha”. Ok.

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Topless fashion, tá?

Se eu fosse reunir os top peitos de fora na moda, teria que ficar um tempão editando as imagens, pois qualquer revista de moda  (talvez a Harpers bazaar e a Vogue USA, por caracteristica do publico, não) trazem editoriais de moda carregados de nudismo. Fico tentando buscar uma interpretação por trás da obviedade, mas me encontro em paradoxos.

As oito capas da Love estão aí para escancarar, além do nu da Kate Moss na Vogue Hommes, porém só os dessa semana ilustram essa breve divagação fashion.

Olesya Senchenko Continue reading