Dedicado a todos os espertinhos que estão resolvendo ser feliz na vidzá.
Foto: Pandora
É claro que não é assim que funciona (ou deveria funcionar) o processo de criação de produtos, mas que é engraçado olhar por esta ótica, isso É! Tudo via Fashematics
Precisa de história quando o meu irmão de 4 anos me presenteia com uma carta que ele mesmo escreveu? O nome dele, o meu e um conjunto de E e S, que segundo o próprio é para que eu não me esqueça do que significa… “SE”.
- A violeta florida que eu me dei depois do carnaval desfaleceu nos meses mais atuais. As flores murcharam, apodreceram, porém o verde permaneceu ali, e eu comemorava: Pelo menos não está morta. Existe, mas não como eu gostaria, aqui comigo.
Regava, colocava no sol, na sombra, no frio, no calor… Hoje eu percebi: Ela vai florir!!!!
Para quem não curte a malemolência das curvas do lirismo, vale a mais conhecida dos brasileiros.
- Saí na rua com um bloquinho na mão e perguntei para as pessoas que andavam pelo centro: Me diz uma poesia? A resposta foi essa:
“De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
[...] ”
Vinícius de Moraes
Esse texto faria parte da edição de outro projeto, também nomeado Válvula de Escape. Mudei de idéia. Resolvi compartilhar aqui esse lirismo exageradamente cheio de adjetivos. Assim mesmo, bastantão. Talvez por ansiedade ou hábito de não guardar muita coisa comigo. Faço o tipo coração de mãe, mas não qualquer mãe, uma mãe grega, com cara de malvada, discurso de malvada, trágica, tensa e afetuosa, meio disfarce, meio cazuza.
A primeira parte do texto (que não aparece aqui) será a raiz do novo capítulo para o então outro projeto – assim mesmo, misteriosão. Após o dia de hoje – assim mesmo, sem adjetivo, estou com a boca aberta, querendo dar uma colherada só e só, só-zi-nha assim, como é.
I
Balançava o vestido como se quisesse dançar. Ah os meus oito anos e aquele vestidinho branco de rendas e fitas mimosas. Era o preferido, porém só para ocasiões especiais. Minha mãe dizia que poderia sujar, rasgar, as rendas amarrotariam e as fitas poderiam até mesmo desfiar pelas pontas. Aquilo tudo me apavorava tanto que preferia ficar só olhando para ele enquanto secava em cima da velha cadeira de vime envernizado, debaixo da sombra morna. Ah, aquelas tardes de primavera eram mágicas. As folhas das árvores ficavam misteriosamente mais verdes. Verde claro como no fundo do mar. É claro que eu não conhecia o fundo do mar, imaginava apenas. Eram folhas verdes claras como no fundo do mar, mas nem tão fundo assim, pois eu já sabia que no fundo do mar e de todas as coisas, as cores não são tão claras.
Jack Kennedy é ainda sinônimo de elegância e bons modos!
E não é só o povo fashioneiro que usa sua imagem para referênciar modernidade (década de50/60) no cinema ela é tema de filme; interpretada por Kate Holmes!
Jackie era o exemplo da boa esposa, mãe, mulher de familia, primeiríssima dama – parênteses:
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Nos últimos dias meu espírito anda assim, na tendência Rodarte – aos farrapos; sei lá por quê, devem ser os astros.

Foto: roubadinha do Duo de Luxo
Se assim como eu, tu achas sexy um trench coat audreyano e fica tensa num cóque mal amarrado, acredite na sedução do simplismo.
- Dica: Esse look já falhou comigo, mas meu apreço pelo audrey way of life me faz persistir no visual, mesmo que um decote e um jeans colado e/ou mini saia se sobressaia na ocasião.
Audrey tem poder de periguetismo subliminar! #paranoia
[...]
Quem me ensinou a te dizer
“Vem que passa o teu sofrer”
Foi mais um que deu as mãos entre nós dois
Eu entendo o seu depois
Não me entenda aqui por mal
Mas pro samba foi vital falar em…
…Me laça a alma, me leva agora
Já que um bom samba não tem lugar nem…[...]
Me cobro demais. É assim que me diziam os mais velhos, mais sábios e mais lógicos do que eu. Me cobro demais, e naturalmente cobro demais dos outros.
Cobro o mínimo da dignidade que tenho comigo mesma. Às vezes me perco, dizem que é normal. Ando agitada, patética, banal.
Sinto saudade daquela que assistia hitchcock nos sábados a noite e não sentia angustia por estar sozinha. Era ansiosamente pacífica, como se houvesse uma certeza de quê um anjo – sim, vou chamar de anjo – me salvaria a qualquer instante. Assim, de repente, assim, de surpresa, me mandaria uma carta avisando que iria chegar dentro de algumas horas – a tempo de eu por um vestido de flores e rendas; bem simplinho, bem comum.
- Obvio, o aviso nunca veio, e muito menos a surpresa.
Quem se presta a ler meus textos já deve ter percebido que uso muitas citações, certo? Pois é, gosto dessas referências banais, afinal, sabedoria de vó e filosofias ancestrais não tem muita diferença.
Se foi Niezstche, Confúcio, ou a Vó Nena que disse, tanto faz, prefiro a referência mais próximas.
A sempre lembrada minha vó é cheia dos ditados populares, esotericos-espirituais e existencialistas. Quem tem o prazer de conhecê-la pode confirmar isso, além de ser a senhorinha mais chic que eu conheço.
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Começando a semana com Coco e seu cigarro; muito trabalho com doses de ranço.
- Cena do filme “ Coco Chanel e Igor Stravinsky” (aqui no blog).