Monthly Archives: julho 2010

Anna Dello Russo, quem?

Você não precisa ser um fashioneiro* para conhecer Anna Dello Russo, ok?

Ela é uma italiana que vive em Milão e aparece para o mundo inteiro nos blogs de moda, revistas e quaisquer meios que imprimam sua imagem estonteante por ter um estilo peculiar, chic e fashionizante.**

Ela não é uma cidadã comum, ela é a Diretora de Moda da VogueNippon!! Anna tem invejaveis QUATRO MIL PARES de sapatos, coisinha pouca, se pensarmos que sua casa inteira é um closet, considerando até a cozinha!

Nesse momentos esquecemos de Carine Roitfeld (Vogue Paris) a queridíssima Anna Wintour (Vogue EUA) e até mesmo da simpática Franca Sozzani (Vogue itália), pois a Dello Russo é incontestavelmente mais “vista”, e como diria a sempre citada vovó: “quem não é visto não é lembrado”.

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és finito el tango

Enfim, agora tenho certificado de dançadeira de tango. Digo, não piso do pé alheio. Faço mistério para os salões de baile da vida.
ps: Alguém me tire para dançar ok?
A música mais dançante e com a letra mais cantante aqui em casa:
Época – Gotan Project

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Imagem da Semana

Sentiu a sagacidade do olhar?

Kinski

Um look para vestir o acaso

[ é para vestir O acaso mesmo, quando ele se materializa em rotina].

Se não tivesse praticamente nevando lá fora, eu usaria esse short mais blazer mais camisa xadrez sobreposta a regata de malha mais bolsa tiracolo. Como diria Coco “menAs é mais” (adaptado por Maíra Thums, 2010)

Acho o casual tão particular e peculiar que fica tão ou mais bonito que um Dior haute couture – achismos;

Foto: Garance Doré

Chore – Comercial de calcinhas

Cada modelinho que eu super usaria/uso. Achei digno e bem wife way.

Jornaleira de moda – desabafei

Bem, vocês lembram do chororô dos aspirantes e/ou jornalistas brasileiros quando rolou aquele lance dos jornalistas sem diploma?

Pois é queridinhos, como designer de moda, eu também fico puta quando veja uma creyça dizer que é “produtor de moda”, “jornalista e aficionado em moda” logo “stylist”. Sim, confesso, acho uma puta falta de sacanagem, caros colegas.

*cuspindo na tela do computador ao ler tais definições*

A graduação já é por si só uma piadinha, aí veja bem, no meu caso (adoro me expor) sou blogueira de moda. Trabalho numa agencia em que minha maior função é escrever sobre moda em blogs de clientes e da agencia. Sim, eu sou uma blogueira de moda da gema, since always. (since 2008 com carteira assinada).

Pois é, ontem eu fiz uma entrevista, porque nessa vida das modas a gente também pode ser jornaleira e sem diploma, a lei permite. Sem beicinho, sem lágrimas nos olhos, a vida real é de quem trabalha com o mínimo de amadorismo possível.

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Feliz dia do amiguismo

É isso, não é?!

Solução para quem mora em apertamentos – como eu!

Chokay! Vontade de ter tu-do. Como faz?

slow motion, Martha Medeiros, e as histórias banais

Confesso que nunca li um livro da Martha Medeiros. As colunas dela no jornal Zero Hora bastavam para me arrancar admiração. Ok, nunca foi aquela admiração, a ponto de querer ser igual até nos defeitos, tipo a Coco.

Na coluna de ontem, Martha falou sobre o slow motion da vida; comovente, sensível e lírico, tal qual esperar-se-ia da própria.

Ok.

Ela falou sobre olhar para dentro, nos menores detalhes, falou da neblina, do cigarro, da tragada, algo assim, não tenho o jornal em mãos para citar exatamente, mas foi o que entendi: apesar da correria da vida, muitas coisas funcionam slow motion, principalmente os processos intra.

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As lições do tango e as lições da vida

As lições do tango:

- Confiança e paciência.

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let me go to older home

- Vou para casa, fechei a mala, comprei a passagem, peguei o cobertor e sempre esqueço o travesseiro. Esqueci. Amanhã eu vou para casa, depois da aula de tango, chaveio a porta, chamo um taxi. Compro chiclé, uma água, tomo um analgésico e a poltrona onze.

Janela.

- Não vou para casa, vou para a casa mais antiga. Casa é essa aqui, onde do sofá eu assisto a lua passando na vidraça. Nessa casa que eu faço a janta, o café, o banho quente e guardo as revistas. Essa é a casa. Vou para casa amanhã. Inevitavelmente uma angustia me invade. Hábito? Estranho, sempre acontecem as mesmas coisas. Duas opções: ou isso ou aquilo. Nunca qualquer coisa uau. Sempre isso ou aquilo. Ou o de sempre ou o de sempre mais antigo.

É sempre essa vontade que faz cócegas por dentro. Nenhum contato, nenhum plano, nenhum passeio, nenhuma esquina, nenhum acaso, só os de sempre ou os de sempre mais antigo.

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Don’t let me be misunderstood

A música, a letra, a melodia e a mensagem de hoje. Tocando as paredes daqui de casa:

Sobre Iris Apfel

Confesso que sou uma admiradora de pessoas e suas histórias.

É claro que eu prefiro os personagens inventados, mas tem gente que é tão bom que chega a ser fábula ambulante!

É o caso dessa senhorinha Iris Apfel, que eu venho esbarrando nos blogs de street style nos últimos anos. Certamente ela já apareceu por aqui nos posts sobre vovozismo, uma tendência super forte para a terceira idade! [ironia ¬¬]

Pois eu escrevi sobre a vida e a obra dessa it girl de 86 anos no blog da agência J&J Comunicação (onde eu trabalho) e fiquei tão encantada pela pesquisa que resolvi vincular o texto aqui também, para guardar para sempre. (hã?)

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Bloqueio gramático-dramático

“Porque as cidades, como as pessoas ocasionais e os apartamentos alugados, foram feitas para serem abandonadas.”

- Começamos assim.

Sofri um bloqueio lírico gramático; dramático eu diria, que foram os últimos dias. Talvez a culpa seja dos hormônios, e os meus 25 dias deTPM.

Paradoxos existenciais; essas coisas que não temos coragem de externar simplesmente para manter as boas aparências. É claro que essa minha exposição indevida arrisca meu umbiguinho. Sou uma profissional que depende do próprio trabalho para sobreviver. As pessoas do meu círculo de convivência por ora passam por aqui, no Válvula, e podem me interpretar de maneira negativa, o que de certa forma, segundo julgamentos alheios e experiências vivídas, é totalmente ponderavel em relação ao meu esforço e competência.

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Acessório de inverno

Apesar das golas e casacos por cima de casacos – uso muito sobreposições; uma dica de acessório bem bacana é (adoro essa frase clichê) colares com pedras coloridas.

A mistura de materiais, couro, pedras, fitas e tudo que sobrou na caixinha da sucata é suficiente para um acessório bem bonito e moderno que iluminará seu look e seu dia inv(f)ernal.

Dicas da Maíra Thums.

Perdoem: Qualquer ironia é mera impressão.