Só quem é gaúcho sabe que o sentimento bairrista é absolutamente natural entre nós. A tradição é imposta subliminarmente, e é dificil não sentir orgulho de nascer no sul.
Eu nasci e cresci no interior do érre ésse, apesar de não compactuar com os machismos e os rodeios, nesse mês comemoramos a revolução farroupilha (dia 20), me lembro da poesia gauchesca.
Dos escritores daqui, o velho Quintana, o Veríssimo e seu capitão Cambará, ou os novos Fernando Abreu, ou a Medeiros, o Scliar e até o Carpinejar. Mas não é para estas linhas literárias que me curvo, gosto mesmo dos poemas declamados nas querências.
Quem ficou, quem foi embora e quem ainda deseja ir, como eu que estou com as malas preparadas para deixar o sul, conhece (e sentiu) essa música.
“Olha guri, repares o que estás fazendo. Depois que fores é difícil de voltar, aceite um pito e continues remoendo teu sonho moço desse rancho abandonar.
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