Monthly Archives: janeiro 2011

Hora de ficar no canto

Do destino, dos tempos verbais, minha vontade de não-sei-o-quê e um canto que quero ficar, a canção que cantarolei nessa manhã … talvez sonhei.

“Tem dias que a gente se sente/Como quem partiu ou morreu/A gente estancou de repente/Ou foi o mundo então que cresceu…

A gente quer ter voz ativa/No nosso destino mandar/Mas eis que chega a roda viva/ E carrega o destino prá lá …

Roda mundo, roda gigante/Roda moinho, roda pião/O tempo rodou num instante/Nas voltas do meu coração…

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Get Some – Lykke Li

Bloguei no Facebook esse vídeo, mas acho que ele merece espaço aqui, ao invés de se perder nas lembranças do meu mural. O clipe é ótimo, quase uma feitiçaria…

Lykke Li – get some

Liv Tyler

#amelismo

Gravity – Whitest Boy Alive

“You only want to be with her because she’s mine.”

Macabridades fofas

Minhas tendências macabras não se diluem com o passar dos anos. Me vejo cada vez mais fascinada por histórias e personagens infantis, assim como o lado negro da força, tipo Coraline – um dos mais recentes e que me lembrei agora.

Evito apenas os romances chatos, tipo Crepúsculo e toda essa literatura enlatada para pessoas vulneráveis amarem e se tornarem obcecadas por isso.

Nota mental: Desculpa aí aos admiradores, mas nunca na vida eu curti qualquer Best Sellers, desde Harry Potter à Caçadores de auto ajuda & cia ltda.

Fato é que eu amei essas tampas para mostarda e catchup, e tô sonhando em ter umas assim!!

via

A nossa vida é muito boa

Quem me disse essa frase do título foi o Vini, no meio da balada de sábado, enquanto eu comemorava meu aniversário e ele sua despedida, a viagem de volta para a Finlândia. Não costumo citar coisas tão específicas assim, mas não sei se potencializada pelo álcool naquele momento, ou minha atual pré disposição sentimental desse período astral, resolvi começar o post assim.

A nossa vida é muito boa mesmo, e por tantos motivos que nem conseguimos reparar, pois acredito que estamos tão acostumado com a insatisfação e a crítica em cima das banalidades cotidianas que deixamos de lado a suposta essência da experiência de estarmos vivos.

Eu sei que parece simplista e tem cheiro de liçãozinha de moral, tipo livro de auto ajuda, mas não é isso – ou pode parecer que seja, e até seja.

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22, aniversariei

Diferente da música da Lily Allen que compara os 22 anos com os 30, eu não sinto essas obrigações de futuro supostamente brilhante, talvez porque esteja completando 22, apenas.

Talvez meus sonhos comecem a pesar quando o tempo passar de verdade para mim, não sei, dentro do meu caleidoscópio do tempo, a minha medida.  Por enquanto, eles pesam porque eu deixo, porque gosto que pesem, fortalecem a musculatura das minhas utopias; pré ocupações jovens, “precocemente balzaquiana”, como eu digo no about me do twitter.

Se daqui dez anos terei uma carreira, um namorado, um filho, eu nem sei. Nem penso nessas coisas agora, gostaria muito que tudo isso acontecesse comigo, mas só daqui dez anos mesmo! E se alguém pensa que me comparo com pessoas, esqueça, minhas referências são intergaláticas. Agora é tempo de outras coisas… de ventar, crescer tornados, fazer tempestades por aí.

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Dicas de tevê?

Acho fantástico usar a língua portuguesa e toda tétrica moderna para retratar a simplicidade da vida, o cotidiano. Para mim, o Chico Buarque faz isso com maestria, é um poeta vivo, brasileiro que vende brasilidades. Não queria puxar saco, só queria que ele não morresse antes de eu conhecê-lo. – em prece -

Na semana passada aconteceu na tevê uma minissérie, Amor em 4 atos, inspirada em algumas canções do Chico, eu assisti e me chorei toda; acho que algumas rimas dele afetam umas magoazinhas do passado, essas coisas que todo mundo tem.

Fato é que tô bem televina esse ano (mês), e curtindo a programação global – não tudo ok? eu continuo sendo eu – Ontem começou outra minissérie, O Bem Amado. Ah, a literatura brasileira!! Na verdade, essa série é inspirada numa novela dos anos 70, a primeira a passar nas tvs a cores no Brasil. A novela foi inspirada ainda numa peça teatral, do mesmo autor: série, novela, teatro, tudo escrito por Dias Gomes.

“muito emboramente” como diz o personagem principal, Odorico, eu adorei o roteiro, é ótimo!! Me identifiquei tanto nas figuras de linguagem inventadas pelo Seu Odorico para elaborar suas frases e colocar babados e tranças nas orações compostas. Vale a pena assistir, é desopilante de todo o resto da vida, uma catarse noturna.

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Atualizando as felicidades

On street 11


Reformando o puxadinho

Eu realmente esperava uma grande mudança, mas percebi que nem sempre estamos preparados para isso.[ Falo no plural porque acho difícil falar individualmente, assim como no coletivo. Por isso, disfarço minha conduta na terceira pessoa, mesmo sem querer generalizar, pois é apenas uma forma de mascarar o óbvio, como usar óculos escuro e se sentir invisível. Perdoem minhas falhas, ou não.]

As mudanças estão intrínsecas na vida cotidiana, mesmo que nem as notemos, lá estão elas, tirando todas as coisas do lugar e nos obrigando a fazer uma faxina por semana, para reorganizar as ideias. Nem todo mundo costuma fazer essa reflexão, um auto questionamento, consideram perda de tempo e seguem firmes em seus caminhos, sem ao menos uma fagulha de “será que é isso mesmo que eu quero?”.

Eu tenho esse vício, não consigo viver um dia se quer na minha vida sem essa pergunta. Olho para as paredes do meu apartamentinho e pergunto se são elas que eu quero, daquela cor, nessa cidade. Se realmente quero estar com os amigos que tenho, se sinto uma verdadeira falta da minha familia, e dos outros que ficaram para trás. Se estou mesmo feliz com quem estou, se estou mesmo satisfeita com o meu trabalho, e se tudo está na mais perfeita paz. As repostas variam toda vez que pergunto;

É claro que todos temos dias difíceis, mas pelo menos tentamos compensar nos dias bons, em que executamos nossos aprendizados, aprendemos com os outros, e vivenciamos a experiência de simplesmente nos sentirmos vivos.

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Marilyn pics

Comentário

Best 2010 – Advanced Style

Na verdade, conheço esse blog além de 2010, porém, foi muito bem visitado neste ano que passou, e também publicado aqui no Válvula. Sobre Iris Apfel, vovozismo fashion e vovozismo continua.

Via Advanced Style

relato 1º

Eu estive confusa, calada e com medo. O ano terminou assim para mim, cheio de perguntas, dúvidas e algumas feridas. Seria inteligente da minha parte aproveitar toda a bondade servida a mesa, sem que eu pudesse se quer lembrar das coisas ruins ou nem tão ruins assim, que passei nesse ano.

Reveillon é sempre isso, uma pausa etílica pra fazer novas promessas, renovar os votos e deixar a coisa andar; a vida.

Foi quase doído não ter relembrado as palavras amargas que ouvi, falei, arremessei ao mundo. Outras doces, outras líquidas, voláteis e singelas.

Me ensinam a falar das coisas boas, só para atrair novas coisas boas, porém é indispensável reavaliar, com humildade e desprendimento, não apenas o ano, mas a vida, e todos os dias, pois ocultar as sombras é promover a cegueira diante da luz.

Estou satisfeita na minha confusão bipolar, tri, quadri…embaralhando as cartas, escondendo os blefes, olhando nos olhos dos adversários, e sorrindo, afinal, apesar da maresia do meu reveillon ter balançado minhas lembranças, as ondas quebrando, uma atrás da outra, fortaleceu minha certeza de que os ciclos nunca terminam, apenas perdem seus vícios.