Author Archives: Maíra Thums

Wing

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blogs de imagens valem menos do que textos!?

Após 6 anos de blog e tanta coisa escrita eu não me incomodo em atualizar o Valvula com imagens. Até parece que elas tem menos valor do que as palavras, do que toda a explicação explícita sobre opiniões irrelevantes sobre o mundo e toda sua história milenar.

Não me sinto nenhum pouco menos brilhante e genial por simplesmente postar imagens, afinal essa é a linguagem da nova geração. Geração tumblr que é mais jovem do que eu e deus me livre me tornar uma velhaca elitista que despreza o que os jovens comunicam e como comunicam. É claro que há um grave reflexo da nossa atual sociedade ignorante e superficial-devastada em toda manifestação artística. Mas qual o problema? Será que em outro tempo foi diferente?

As vezes eu acho que a palavra cultura é tão mal usada como a palavra design.

Tudo tem design, afinal, tudo que é vendido previamente foi projetado. Assim como tudo que faz parte da sociedade é sua cultura e não a erudição europeia falsamente usurpada por nós, latinos de quadril largo.

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tirinhãns do dia

Abaixo – aplicarei na vida real…!

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pra pensar no domingo

eu artista – sem arte

Fico pensando quando vou parar de esboçar transformações espaciais pseudo artísticas e realmente executar algum projeto que me promova sujeito e singularize minha existência.

O pessoal da industria criativa vive nessa ânsia e eu me sinto, todos os dias, numa camisa de força, totalmente paralisada diante de um universo cheio de projetos interessantíssimos ou somente bonitos acontecendo na minha frente – pela tela do computador.

Ainda não descobri a minha arte, talvez seja a oração subordinada e obediente de uma expectadora atenta aos flashs da apresentação diária. Talvez não; ainda é cedo, ontem descobri que uma das pessoas próximas-reais que admiro moda-cientificamente tem dez anos de idade a mais do que eu. Respirei aliviada e nem me senti atrasada. Um segundo depois pensei: e se eu não viver dez anos? E se eu não chegar aos 33? E se eu já tiver subido aos céus e sentado a direita do deus pai todo poderoso de onde há de vir pra julgar os vivos e os mortos?

- exagerei, mas é minha crença: exagerar.

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leitura de legendas e a eterna hipocrisia

Tava vendo algumas polêmicas da semana – porque elas ficam se esfregando na cara da gente – e uma delas é sobre leitura. Filmes que deixaram de ter legenda para versões dubladas. Alguns dizem que é reflexo da não-erudita classe C e sua ascensão financeira (ui, agora eles vão no cinema), como se a classe A e B brasileira fossem sinônimos de intelectualidade.

Que argumento mais elitista, credo! Parece que os ex-ricos do brasil tem um rancor cultural e adoram se agarrar em qualquer picuinha pra justificar os supostos danos a tão prezada erudição do país.

Nem vou voltar no tempo e lembrar da nossa colonização portuguesa, política de capitanias hereditárias, civilização escrava, destruição indígena e afins.  Nem vou, afinal faz tanto tempo e isso nem influencia na cultura do brasiles.

Se ler por ler fosse um estímulo a inteligencia, então a classe C (ou como na minha infância era “classe-média-baixa ou classe-média-alta –  e já era patético) lê muito no twitter, no MSN, orkut, facebook e portais de notícias e por que não o bom e velho jornal?!

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Não sei para que outra história de amor a essa hora

Não sei para que outra história de amor a essa hora. Porém você
diz que está tipo a fim de se jogar de cara num romance assim tipo para a vida inteira.

E agora, eu não sei agora por quê, não sei por que somente você
Não sei por que somente agora você vem. Você vem para enfeitar minha vida.
Diz que será tipo festa sem fim.

É São João vejo tremeluzir seu vestido através da fogueira.
É carnaval e o seu vulto a sumir entre mil abadás na ladeira.

Não sei para que fui cantar para você a essa hora, logo você que ignora o baião.
Porém você tipo me adora mesmo assim meio mané por fora. E agora, eu não sei, agora por quê, não sei por que somente você, não sei por que somente agora você vem. Vem para embaralhar os meus dias e ainda tem em saraus ao luar.
Meu coração que você sem pensar ora brinca de inflar, ora esmaga. Igual que nem fole de acordeão tipo assim num baião do Gonzaga.

Tipo um baião – Chico Buarque

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O demônio das onze horas

Assisti esse filme (Pierrot le fou, 1965) esses dias e não entendi nada. Entendi, era uma loucura, me identifiquei em tudo.

ultimo verão

Com o namorado, numa praia gaúcha, com o irmão pequeno. Com água na boca, a garganta seca, uma vontade grande de sair correndo do apartamento abafado e  respirar uma brisa. Só respirar uma brisa. Azul, bastante azul em mim.

23

 

Fiquei velha igual a Mallu Magalhães (?) Completei 23 nesse sábado, o sol entrou em aquário e eu estou no meu ano 9, no arcano Eremita. Isso quer dizer que estou completando um ciclo, dando adeus ao passado, resolvendo os mal-entendidos e abrindo as portas da frente e fechando as janelas pro quintal.

Esses 23 anos para mim é a constatação que não fui prodígio de nada.

O tempo já passou pra qualquer talento precoce. Agora eu me conformo em ter caído na malha comum de ser uma cidadã brasileira sem nada de genial para oferecer a humanidade.

Não publiquei minhas histórias, não criei nada relevante, mas e daí?

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Imagens do find – para mim e para vocês

 

Henri Salvador – Avec la bouche

Definitivamente essa é a trilha sonora da minha atual pesquisa de trabalho de conclusão de curso, coleção e formatura.

Almejo sem nenhuma humildade levar meu trabalho cientifico adiante.

O tema tem a ver com a “jornada do herói” e as perspectivas de narrativa, isso é definido. Espero que exista algum professor que aceite me orientar. Só isso; é que eu me preocupo.

meu aniversário – de novo!

     

Todo ano, nessa mesma data, comemoro anos. Por consequência de tal data, todo ano ninguém vai nas minhas festas.

É janeiro, verão, curtição e carnaval (ou quase).

Por isso esse ano resolvi fazer algo…diferente.  (piegas, shit!)

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Os críticos dos críticos – parece

Parece que chegamos num momento da vida comunitária em que temos todas nossas atividades expostas virtualmente.

Parece que existe uma necessidade de dar explicação. Uma necessidade desenfreada de provocar os delírios alheios e potencializa-los, sabem? Parece.

É como se não conseguissemos sobreviver em nossa própria alienação e necessitássemos ilimitadamente compartilha-la.

É claro que também somos testemunhas dos heróis virtuais, que criticam os que criticam. Aqui no Brasil, toda cultura de massa é ao mesmo tempo massacrada por uma outra quantia de gente, e eu entendo.

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O ultimo dia daquele ano

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O dia da ventania, era reveillon.