
Sou uma boa mãe de plantas. Esses dias, uma delas floresceu linda, após um ano de cara esquisita, folhas murchas e opacas. Nunca deixei de cuidá-la. Mantive a rotina de água, poda, e conversas – sim, conversas.
A violeta que ganhei da minha mãe, quando mudei pro meu primeiro apartamento, há 3 anos atrás (após dividir com outros colegas durante 3 anos antes) sobrevive até hoje, e mais: a dividi em dois vasos, pois nesse tempo ela expandiu tanto, de um apartamento pro outro, de uma vida cheia de sol, calor, frio, chuva, casa cheia e solidão; e todas as oscilações possíveis – sobreviveu e cresceu.
Hoje, a violeta mora em dois vasos diferentes, uma na sala e outra na lavanderia, com as demais plantas. Lá, pega um solzinho diário, chuva vezenquando e ela fica junto com as outras, no mundo vegetal.
Assim como a violeta repartida, outras flores da estação habitam meu atual lar. Assim como a vida repartida, outras pessoas e interesses ocupam minha mente.


















