Nas aulas de design de moda, esse termo é muito empregado, talvez seja tendência: Desconstrução.
Seja um paradigma particular, ou a maneira de segurar o lápis, traçar uma forma, escolher uma cor, aceitar as relações, dúvidar da vida, etc. Todos esses exemplos e muitos outros também servem para apontar a tal da desconstrução. Quando lemos algum livro, é natural desconstruirmos o pensamento do autor em busca de um significado mais pessoal, certo? Pois descontruir todo o resto da vida é exatamente assim.
Participei de um curso de extensão hoje, e adorei ter sido provocada. Normalmente sou provocada por motivos mimados e infantis, e minha resposta geralmente é “se mate”. Porém, quando sou provocada a destruir meus dogmas, vícios, manias ou sei lá o quê, com alguma fundamentação teórica, técnica, ou felicitatícia (sim, eu inventei essa palavra e vem de satisfação somado a felicidade. Thums, 2010) me excito, pois adoro desafios que me levam a superar a mim mesma, ou simplesmente arriscar um método diferente dos meus habituais a fim de resultados, sejam lá quais forem.
Excentricidade tem limites, os meus berram apesar de um certo disfarce muito falhado. Por ora vejo meus sentimentos mascarados com um óculos e bigode embutido, daqueles sabem?
Extamente aí que me animo, pois reafirmo a teoria de que o conhecimento provém das vivências, e de pouco adiantam as graduações, teorias, hipóteses. A vida é na prática, no tropeço, no erro, no caos, no perder-se e encontrar-se. É contruir, destruir, isso tudo dói um pouco, ou muito. O melhor vem depois, depois que passa e a gente consegue ver de cima, de fora. Do alto ou de longe.





