Entre a Arte e a Sobrevivência


Ambos com letras maiúsculas porque ocupam tamanha propriedade real – gramatical?

OS artistas sofreram antes de morrerem e se consagrem artistas né? As pessoas “comuns” são os maiores carrascos, dento de suas ignorancias e limitadas perspectivas, desenham barreiras e rótulos conforme conveniente. Nessas escorregam os idiotas e os artistas.

Esses comuns, confundiam o fim com o caminho. A jornada com a intenção da viagem. Aí eu me confundia entre me corromper e o fazer nada. Eu misturava ego retardado e orgulho mimado de uma sociedade classe média miserável que me criou, com o que uma mulher de verdade têm que fazer para se sustentar e sobreviver. Ou nada.

Ai que me dóia sem vírgulas ou pontos, eu só expressava aquilo que vinha de dentro e latia feroz, sem idioma. E procurava, sim procurava, com força, magnitude e todo o respeito digno que se pudesse ter diante daquelas condições – era educado demonstrar gratidão aos comuns e aos líderes, enquanto subestimados; ai que me arrastava em vida uma vontade de não sei o quê. Pagar todas as contas e esticar a fronha da ultima almofada.

E mesmo que houvesse esforço para lapidar, contornar e arrematar o que punha para fora, ainda em vão, ninguém entendia, ou entendiam conforme pensavam que entendiam. Mal sabem eles que eu nem sei que matéria é essa que escarro em forma de crônica; conto? Poesia? Verso? não sei definir algumas coisas….

 Pior que um vômito que se pode ter consciencia do que comeu antes esse é um lamento com gosto do que não foi saboreado.

É um vomito de vontade do que não tive e não sei. E essa matéria, que argumentada todos os dias com um discurso novato, enquanto mil teorias que me sustentam; covardia talvez; é uma angustia mimada e vã, incoformada com o que se tem na mesa. Não é orgulho, ostentação ou arrogância. É uma coisa informal, não descoberta.

É a virtude não revelada, nada além de hipoteses e fugas cotidianas. Uma porção de válvulas de escape.

Não admito ser engolida pela rotina e pelas pessoas banais. Ao mesmo tempo é delas que me alimento, rumino e berro e escarro e choro e lamento.É uma inquieta falta de definição e visão além da próxima frase.

Nula. Por ora chamamos de dadaísmo, para contentar a banalidade.

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