Frustração iludida, sabe?


Cansei de escrever sobre isso, cansei de pensar sobre isso, mas é um fato que não podemos fugir, acontece com todo mundo, o tempo todo, eu juro! Notem!

Só há frustração diante das expectativas. Uma não vive sem a outra e, ambas fazem parte da mesma esfera, em eixos diferentes é claro, como um circuito fechado.

Aí, meu querido leitor me pergunta, Maíra (adoro escrever meu nome, não reparem a excentricidade) Temos como escapar da tal frustração?

Acredito que sim, no momento em que pararmos de desejar qualquer coisa que seja, desde um pão novo na padaria até sei lá, ganhar na megasena ou viver um grande amor, ou as duas coisas.

No exato instante que nossas vontades cessarem e nossos corações se encherem de amor divino e sublime ( interprete como quiser) a frustração, decepção e todas essas coisas tristes, irão embora de nossas doces vidas e encontraremos o reino dos céus.

Porém, alguém lembra que são justamente estas vontades, desejos, sonhos e planos que nos movimentam? É o que nos mantém vi-vos. Arrastados pela tal esperança, que é a ultima que morre de todos os nossos parentes e amigos, vamos insistindo, mudando, reinventando, nos iludindo… nos decepcionando, acostumando, conformando, sonhando outra vez, outras coisas, outras gentes… adoro o gerúndio.

A dica? Viver intensamente as duas faces, pois o prazer de sonhar e desejar, imaginando como seria qualquer coisa que se queira, idealizar é incrivel, é claro que isso tem um preço, nos torna eternamente inconformados, principalmente quando vemos o outro lado desse mesmo rosto, e aí nos frustramos imensamente, e partimos para o auto questionamento.

A dica real? Viver intensamente as duas faces, equilibrando o peso e, adaptando-se a medida do vivível.

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