Insatisfação interpessoal


A instatisfação pode estar ligada ao alto grau de exigencia da pessoa que é sujeito da oração. A minha insatisfação é ligada a fantasia. Crio meus personagens e os procuro nas pessoas que me cercam, se não os encontro, então, as pessoas já não me servem. Descarto, sim, como qualquer pedaço de matéria.

Entre a ciência e a poesia, existe uma coisa emocional que nos agarra e permite que possamos crescer dentro de nós mesmos e no mundo. A partir da convivência e da conveniênica, vamos nos enroscando nas pessoas que nos acompanham, sejam os que nos amam, ou os que odeiam; não importa o sentimento que nos una – obrigação também se caracteriza por questões emocionais, não é uma finalidade mas um meio. Estar conectado nos permite além da interação prática e todo o bla bla blá pedagógico, descobrir que além dos personagens que inventamos para as pessoas – eu nao sou a única a criar – elas tem seus próprios, e também são criadoras de mini mundos.

A arte nessa caminhada é tecer. Nunca vi uma trama linear a ponto de não haver desvios, pontos soltos, frases mal colocadas, diálogos inexistentes. Talvez a melhor experiência nesse âmbito foi o interlúdio. Uma série de textos que exigiam diálogos entre os personagens que simplesmente não falavam, existiam dentro de si e apesar de estarem na mesma cena, foram capazes de seguir, tecer é o verbo.

Para não ficar tão ridiculo, serei ridicula ao explicar que os personagens que me refiro não são apenas os escritos, são os imaginados, o tempo todo, para cada ato que se repete nesse espetáculo-picadeiro. Mudam os atores, o roteiro, porém, ah meus personagens!

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