Leia numa sexta feira;


E  foi numa volta para casa lendo uma revista da Joyce Pascowitch que me deparei com as belas curvas da sempre lembrada e astuta poetisa, cronista e sem mais definições para ela, Clarice, assim foi chamada.

A Surpresa

Olhar-se ao espelho e dizer-se deslumbrada: Como sou misteriosa. Sou tão delicada e forte. E a curva dos lábios manteve a inocência. Não há homem ou mulher que por acaso não se tenha olhado ao espelho e se surpreendido consigo próprio. Por uma fração de segundo a gente se vê como um objeto a ser olhado. A isto chamaria talvez de narcisismo, mas eu chamaria de: alegria de ser. Alegria de encontrar na figura exterior os ecos da figura interna: ah, então é verdade que eu não imaginei, eu existo.

Clarice Lispector

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Hoje acordei lesionada fisicamente, alguns analgésicos extras causaram breu mental. Não fui ao escritorio. Minha familia vai embora hoje a noite enquanto eu permaneço aqui, que é a minha vida. Sentirei saudades, momentos felizes passei nesses dias de teste.O final de semana promete muito sossego e tranquilidade. Um pouco desacompanhada (leia-se totalmente desacompanhada) quem sabe alguma caminhada, não sei. Domingo irei para São Leopoldo num encontro thelemita.

Um pouco silenciosa hoje, um pouco apagada, um pouco no stand by, afinal, estava precisando destas poucas doses poucas de coisa nenhuma.

 Clique aqui para entender a canção que arrebata meu labirinto nesse entardecer de sexta feira de verão: Unattainable

Obg.

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