É como se fosse uma sala de quatro paredes espelhadas se fechando a cada segundo. Precisa ter força e essa não nasce de qualquer buraco, é preciso então força e vontade de tê-la. Eu não tinha. Força para olhar o reflexo, ou para expulsar as paredes. Absolutamente todas as coisas boas me eram secundárias. As ruins ganhavam a cena por tempo, logo também passavam e tudo ficava insosso outra vez.
O que possuía já não me caía tão bem, e uma onda de lamentos era arremassada sobre mim. Não eram meus os lamentos, pois estes também eram secundários, terciários ou súbitos. Exercitava o desapego dessas energias, pois eram energias que a circulavam, ora falo por mim, ora por ela. Ela é o que eu vejo no espelho, alguém que ainda não sei quem é. Mas vem pouco a pouco sufocando-me com essa imagem cheia de detalhes que não consigo reparar.
Nada surpreende e isso é torturante! Tudo sufoca, sobra, não há quem me agrade. Tudo é chato, o de sempre. Invento desculpas como: é TPM, é a lua, é uma fase, é assim e logo passa. Não passa nunca! Estou nessa desde o inicio. Não é nada!
Cansei, sinceramente cansei de levantar questões cotidianas, dar meu ombro para quem quiser chorar, e eu?
O que eu ganho? Alguém se importa?!
Ai essa sobra ainda vai me matar precoce e impunemente. Agora quase choro e exclamo: ai que ódio, porque eu tô sentindo isso???
ps: NAO É TPM!





