Eu li esta frase hoje de manhã no twitter do Paulo Coelho, aquele escritor famosinho, sabem?
“Não falem de amor se não sabe falar de perdão”
Ui, que ardeu na alma um delírio, desses que viram martírio e alvorecem em meditação, transmutam brisa e desaparecem.
Depois de algumas escapadas alegres na vida mundana dos divertimentos noturnos que geram dor de cabeça e sono no dia seguinte, cá estou eu novamente; na vida sagrada – não muito.
Eis a rotina que me impõe horário para acordar, dormir, comer e até mesmo descansar; me disseram que ter esse ritmo proletário me atrasa muito no setor da criatividade e loucura. Pode ser que haja relação com aquela fase da vida que assumimos compromissos e nos chamam de adultos; logo falta dinheiro e sobra vontade de gastar – inclusive em divertimentos, viagens, essas coisas que nos aproximam das pessoas que amamos e de nós mesmos. Degustação.
Hoje eu abri a caixinha de correspondência e lembrei de alguns motivos que me fazem existir. Datas, prazos, vencimentos, compromissos. Sociedade organizada né?
Sendo assim, como eu sou, e muita gente também é, preferir a um “galope soberano e a loucura se entregar” há um certo desafio maior (?) em buscar este equilibrio no que se é por dentro e no que é por fora. Alinhar a massa à mascara, dar a forma e conseguir humanamente, expressar sem muitos disturbios a verdadeira (interior) face.
Praticamente impossivel para os homens, sobre homens, filósofos… nunca para os poetas. Ou as feras.






