Estava no banho quente e, enquanto deixava a água escorrer, pensei:
- Me sinto um útero a espera do óvulo da vez; se fecundado ou não, na vida tudo é experiência e pelo menos um pouco se aprende; nem sempre temos iluminação motora para gerar novos frutos, bem ou mal, ou cedo ou tarde, alguma coisa ( ou alguém) acaba sangrando.
Péssima analogia, até “freak” demais, só para dizer que me sinto tão bem comigo. Admito. Essa minha mania de auto-deboche não me deixa em paz.
Apesar da minha amiga (kendra) ter me dito para eu ser mais meiga, pois assim conquistaria os homens, a vida não me autoriza isso, só posso ser casca grossa; sei lá, eu quero deixar que a vida aconteça, e se falar em relacionamentos, eu quero ser encontrada pois, só de pensar em todo aquele ritual de conhecer – gostar – ficar- manipular- lalalala.. me dá uma super preguiça… quero que simplesmente aconteça; caindo do céu ou tropeçando na rua.
O que eu busco ou tento lembrar é aquilo que eu tinha antes, há algum tempo atrás, e me escapava com facilidade. Vontade de escrever não me falta, tao pouco a poesia, que está por aí gotejando no ar; o que me falta é o impulso, aquela corda – ilusão, será? – que me atire depressa, assim a preguiça morre de susto me obriga a voar.





