Então; - ah a convivência, como lidar com isso?
Estamos no mundo, e por aí vai o texto. Sem análises elaboradas sobre a antropologia cultural, ok? Vamos aos fatos e é por isso que estou aqui (?)
Ser mulher é realmente uma dádiva – e um martírio, afinal, qual mulher atuante no mercado de trabalho (vale escola, graduação, curso de tricô, clube de mães…) já passou pelo fatídico momento de rebolado diante das colegas diárias? Aquela expressão “saia justa” também cabe para especificar a situação.
Mulher não pode com outra mulher, isso é totalmente comprovado!!!
Dizem que homens não sofrem muito com esse tipo de problema, apesar de eu acreditar que sim, porém sob outro foco, diferente da maneira expressa pela mulher. De qualquer forma a disputa pelo poder, atenção e reconhecimento é geral, indistinta gêneros.
As reações são inúmeras, das mais sutis e algumas sorrateiramente articuladas pelo mau ( os cagados que precisam derrubar o “companheiro” para se sentir engrandecido, sabe?), comentários sobre a aparência (sim, isso é coisa de mulher) até ataques de fúria e bate-boca; quem nunca passou por isso, sinceramente não existe.
A pergunta que não quer calar é:
- Até onde toleramos o comportamento alheio?
Sinceramente, até dia 10, quando vence meu aluguel. De verdade, acredito que caminhar sobre essa linha invisível da boa vizinhança exige paz de espírito, meditação e muito sarcasmo, é claro – isso foi uma piada.
Seguindo, a pergunta que me faço é por quanto tempo outra pessoa, totalmente diferente de mim, com outra personalidade, outra história, outros interesses e blábláblá tem capacidade de ME aturar?
Sempre fui cheia de manias e excentricidades; estas se salientaram com o fato de eu morar sozinha afinal, afasta-se dos meios comuns e se come em pratos de papel de vez em quando. Tornam-se selvagens. Quando minha mãe disse que nem ela me aguenta muito tempo, apesar de jurar que sou a filha preferida, notei que a situação é “danger” e não adianta ficar só culpando as chatices alheias. Auto-controle em tempos de anti-depressivos gratuitos é realmente muito nobre.
Assisto diariamente cenas de adultos em ataques infantis-mimados-histéricos, e eu nunca sei se dou risadas ou saio correndo.
Enfim, até que ponto aguenta-se o comportamento alheio em prol da boa vizinhança?
- Desde que ninguém se esconda debaixo da minha mesa ou derrame café em cima dos papéis do trabalho (isso já aconteceu comigo!!!) a gente aguenta e vai em frente, fingindo que não viu nem ouviu. Dar risada e manter o bom humor ainda é o melhor remédio, já diziam os poetas; mas ninguém nunca falou que o riso precisa ser sincero né?
Cinsmo still alive nesses casos, podem confiar…






