A gente se perde no meio do caminho. É sério, a perdida é coletiva e o encontro é singular.
Não adianta negar, se alguém já parou para pensar… aí já foi. Alguma coisa já perdeu. Não estou falando em oportunidades perdidas, amigos, amores ou controle remoto. Quero dizer que a gente se perde em nós mesmos. É uma loucura!
Parece que o mundo está cheio de problemas, e a c-r-i-s-e matou a sanidade e sensibilidade das pessoas. A opinião individual é totalmente condicionada ao que os outros vão dizer. Tempos medievais os nossos. Eu nem acredito em crise, para mim é tudo especulação dos psicopatas que lideram o mundo – sim, o mundo. Do mesmo jeito que não dou papo pro aquecimento global. Eu separo o lixo, claro, mas é por que penso na vida dos catadores e tento facilitar as coisas para eles. É meu lado samaritano.
As vezes decidimos que vamos ser isso ou aquilo e no meio do caminho a coisa não faz mais sentido, tudo muda, a gente muda. E quantas vezes a gente insiste na tal da coisa porque aprendemos que é nobre persistir e desistir – ou mudar – é para os fracos?
Eu queria muito dar aulas, sabe? Reunir um monte de gente interessada num assunto tal, encher a alma desse povo num sopro de criatividade só pelo estímulo de uma vida melhor. Mostrar as janelas da casa e deixar que cada um abra, ou não, por si.
Tive poucos mestres que causaram em mim essas sensações. Mestres na faculdade foram/são realmente poucos que tem esse feeling, talento, disposição, não sei bem. Já na vida há muitos mais espalhados por aqui. É estranho separar um curso de graduação da vida, vida entre aspas. Acho que esse é um dos sintomas quando a coisa já não faz mais sentido.
Eu não posso dar aula pra ninguém, minha graduação está emperrada por uma disciplina pré requisito para a monografia. Nisso atraso meus estudos, arrasto os dias em conteúdos sonsos, que não me empolgam em nada, que queimam minhas sinapses e energia juvenil. Vou mofando com as mediocridades da academia – das pessoas – e desistindo daquela vontade do paragrafo anterior.
Ainda bem que pra encher as almas como balões não precisa de monografia formatada, tese de mestrado e toda essa coisa que eu acho o máximo e almejo experimentar – quando não sou impedida por pré requisitos e semestres e faz me sentir acéfala.
Esses dias um amigo me disse: Tenho que fazer alguma coisa para o mundo, afinal posso viver só 30 anos. Isso vale pra mim também e pra todos vocês.
Parece que a única obrigação nessa vida é morrer, o resto a gente decide se perde ou dá valor – ou um truque.






