Nós mulheres estamos sempre com aquela frase pronta para declarar sobre os homens: “são todos iguais”. E não é mesmo?!
Parece uma guerra entre heteros que custa em cessar; mesmo que estejamos em relacionamentos estáveis, a paranoia feminina se disfarça porém, permanece ali, intrínseca e arrematada para ser disparada – todos iguais.
São inúmeras as histórias que já ouvi e vivi na minha vida sobre romances. Muitas, mas muitas mesmo, são idênticas as minhas, tanto que naturalmente fingimos ser uma linda coincidência e esquecemos dos comportamentos robóticos e programados do sexo oposto – e o nosso comportamento feminino também!
O universo gay é um pouco diferente do hetero em relação a compromissos sérios e romances platônicos – o que não os difere dos heteros, pois falo de uma maneira generalizada e não específica – conheço casais homossexuais casados e felizes, como o cris e o luciano, também conheço bixas fervorosas, cada caso é um caso, eu quero chegar mesmo é no comportamento e na movimentação para que isso (relacionamento) aconteça.
Particularmente sou uma mentirosa e fingida de mão cheia. Fico com cara de sonsa ou feliz demais para me preocupar com o que está acontecendo em volta, somente para observar tudo e todos. Cada passo, cada gesto, cada palavra. (Sim, sou designer de moda, e por isso aproveito para analisar cada vestido, sapato, bolsa, cores, combinações…)
Exemplifico me expondo, e essa é a moral do meu blog, então here we go:
- Por que quando eu fico com um cara novo, eu fico desconfiada e me mantenho fria. Então eu começo a gostar e o cara quer mais e eu digo: “vamos com calma, deixa as coisas acontecerem”.
Aí o cara some, porque ele simplesmente está deixando acontecer – enquanto sai com outras mulheres.
Aí eu penso: Maíra idiota! Finjo naturalidade sendo absurdamente paranoica.
Não sou a única mulher do mundo a se comportar a assim, afinal, as modernas fazem exatamente isso, mas se sofrem de neuroses múltiplas eu não sei. Talvez eu tivesse que deixar as coisas acontecerem sem pronunciar estas palavras. Fato é que temos ( eu e as mulheres da minha tribo das eternamente solteiras) sempre a esperança de que “o próximo eu vou acertar a mão” (sem trocadilhos).
Então eu repito: Homens, são todos iguais mesmo! (frase de efeito para consolo feminino)
Minha amiga disse que eu sou como um homem, só porque eu racionalizo isso tudo. Que assim seja, pois prefiro sacar que os caras tem amor pela buceta nova do que ficar me enganando que gostam de mim, porque sou uma garota querida, inteligente, bonita, independente, espiritualizada. ( é o que eles me dizem na primeira semana). Eu já fui trocada por outra mais nova que eu; e quem de nós não foi algum dia, queridas? E para ser bem sincera, eu nem sei se eu quero ser fiel a alguém. Talvez eu não esteja preparada para isso, e me apaixone pelo caralho próximo, por que não?
Pulando a parte da demagogia e do cinismo, o que eu acredito é que não estamos numa guerra entre heteros, e sim num palco em que todos encenam personagens correspondentes aos seus gêneros (homem/mulher). Quem não encena conforme a lei da selva, acaba assim, reclamando num blog, como me disse minha amiga indignada com meu comportamento paradoxal.
Ah, cansei, se o cara não tem capacidade de rastejar por mim é porque ele não me merece! ( declaração ironica/cinica/sarcastica)
- Próximo capitulo de “o problema sou eu” será sobre o amor platônico por caras sem atitude pessoalmente mas que perturbam via internet. Aguardem.







