Como prometido, apesar de um longo tempo de intervalo, cá estou para falar sobre aquele velho “probleminha”. Os relacionamentos amorosos. Ok, todo mundo, talvez a galaxia e quiçá o universo saiba que eu sofro dessa desvio, a falta de conexão entre o ser “amado” e eu.
- No meu caso o auto-engano começa em identificar o ser e depois aceitar que ele é amado, depois vem toda a parte recíproca da total falta de sincronia em intensidade e tempo, really, esse não é o foco.
Relacionamentos que nascem ou sobrevivem as custas da internet: eu superei, então tu também pode conseguir isso. É um chavão com cara de slogan de clínica de reabilitação, o que de certa forma não deixa de ser viciante e até mesmo contagioso.
Conheço muitas pessoas que ja sofreram e outras que ainda alimentam essa atividade escapista.
Serei bem direta e dinâmica, para atingir o tipo específico que quero me referir e prognosticar. Não falo dos amores platônicos virtuais, mas daqueles “rolos” reais; pessoas que fazem ou fizeram parte de nossas vidas em algum momento e mantém contato a base de migalhas atiradas no msn (vale twitter, orkut, facebook e até chat do Terra ou mirc)
* Number one: Isso acontece geralmente com a nossa geração dos vinte e/ou trinta poucos anos no máximo.
O lance começa com trocas de trechos de músicas, livros, enviam vídeos, clipes, matérias jornalísticas, enfim, qualquer coisa serve como margem a interpretações forçadas e subjetivas em busca de um belo e sonoro “sim”.
Uma coisa na vida é um fato consumado pelas minhas pesquisas (experiências): Estamos todos, de alguma forma, tentando ser aceitos. Sejamos pela sociedade, familia, um homem, uma mulher, uma cultura, uma tribo, ou por nós mesmos – e é o que mais acontece.
Eu sei, é um pouco psicótico, porém como uma insana-obsessiva assumida e acusada, sinto-me no direito de esplanar sobre o assunto. Vamos por partes no estilo frankstein:
1. Os sintomas:
- Felicidade e alegria instantanea quando a pessoa vem falar com você mesmo aparecendo offline. Nos tempos da minha mãe isso seria como mandar flores para casa. Você se sente especial afinal, ele não está ali para todos, só -supostamente- para você.
- Fica horas do dia pensando em traduções simultaneas para a frase que ele usa no nickname do msn; algum comentário sobre música, literatura, e outra subjetividade qualquer que caiba em um link ou 140 caracteres que lhes tenha sido enviado – vale email power point;
- Fica o tempo todo online esperando que ele apareça; faz mil atualizações nos seus perfis para que ele note;
Não vejo muito mal nisso, a maldade só começa a pegar quando não se existe vida além disso. Quando as espectativas nascem e crescem apenas de um dos lados, no caso o seu, que é o paranoico-carente da história toda.
Como eu me livrei desses sintomas vividos por anos a fio?
Cortes marginais e preguiça da vida. Sim! Depois de inumeras frustrações, cenas assistidas em tempo real – vale scraps, twittes ou flagrantes virtuais em albuns alheios - eu ainda insistia, infeliz. Foi então que comecei a notar que precisava cuidar mais de mim, e não falo de aparência física, é saúde mental e emocional.
Migalhas não alimentam uma pessoa para que possa se manter em pé o dia todo, tolerar a rotina e ainda ter forças para sonhar com um futuro melhor, e de preferência ao lado de quem se ama.
Migalhas só enganam o estômago por algumas horas, porém o acostuma a querer pouco.
Toda vez que algum amigo/a vem me contar alguma dessas histórias eu me rio e logo vou cortando o assunto, simplesmente porque já avisto o final. É tolo e miserável. Falta de amor próprio e compaixão. Se o outro atira palavras com ou sem intenção de atingir-te, eu penso: “coitado, isso é tudo que ele pode fazer”
É exatamente isso que eu sinto e penso quando noto alguma atitude, seja real ou virtual de pessoas que eu gosto e agem assim, tão pobremente dando atenção. Se deu certo entre vocês, talvez tenha sido o tempo que errou, como disse o Renato (russo) já não importa mais. It’s over, porém sempre existe um novo começo logo ali, virando a esquina, mas priorize: um começo novo para ti!!!!
Experimente, nem sempre vai acertar, eu ainda não acertei, mas me sinto muito feliz por já ter passado dessa!!
O problema sou eu 1. Lembram?




