Date: 2010.03.05 | Category: Eu espírito, Eu lírico, Eu mesma | Response: 2

Esse é o nome de um incenso que eu tenho lá em casa: Spiritual Guide.

Na corrida da vida, faço um intervalo entre um café e outro, uma espiada nas notícias dos jornais e umas reflexões insanas.

- Quantas vezes eu não disse o que realmente queria? Quantas vezes abdiquei das minhas vontades secretas em prol do meu suposto orgulho, medo, ou as duas coisas juntas?

Click to read more

Date: 2010.03.04 | Category: Coisa Nova, Design, Moda | Response: 2

Hoje eu assistirei o documentário The September Issue, sobre uma das revistas mais importantes para o mundo da moda, Vogue. Relembrarei meus tempos de pré escola que eu sonhava ser editora da vogue; aí eu cresci e virei designer de moda, mas ainda tenho sonhos ok?

Anna Wintour, eu a admiro por tanta fibra diante desse mundinho que é cheio de jogos de interesse. Se aqui, no fim do mundo, já é minado de gentinhas escrotas, imaginem lá… no berço da revista que influencia VIDAS?

Confesso que estou um pouco atrasada, afinal o documentário é do ano passado e na moda, o tempo corre mais rápido que o normal.

Date: 2010.03.02 | Category: Eu lírico | Response: 1

E toda história, boa ou ruim, requer quebras de ritmo, paradoxos, sentimentos confusos, acasos e desastres; ítens obrigatórios que antecedem um belo desfecho.

Esse conto apático não detém tamanho envolvimento com essas regras. A bailarina não conheceu a trapezistas. Tão pouco eram a mesma pessoa. Não dançaram a mesma música, onipresentes num canto. Atonitas, seguiram sozinhas, passo a passo, num compasso particular.

Sem maiores suposições, teorias ou fantasias, o que uma quis dizer para outra, e quis falar para todos nós, é que às vezes, a história simplesmente continua, sem ninguém saber muito bem o porquê. Rodopia segurando a sombrinha;

Trapezista da rotina, tolera cambaleando as causas naturais; com graça e leveza vezenquando; raramente pode né?

Date: 2010.03.01 | Category: Eu lírico | Response: 1

Excetuando a estética, ambas atuam a fim da mesma cena, seja na graça da ponta dos pés ou bamba de uma perna.

Retorna a casa e senta no mesmo lugar. Tudo escurecido e uma montanha de informações sobre o mundo e teorias da vida. O vestir, o que comer, o fim do mundo e o que pensar? Deixa para lá, o que ela quer ainda não revela, nem para si ou para o sereno leve que vem fresco pela janela.

Entre músicas, poemas e telefonemas afetuosos, busca uma história não muito inventada; mais perto de uma  legenda que transcende no alto das palavras banais: espírito, alma. Inclina-se a tortura das coisas reais. Assiste a uma programação intensa de ex amores e suas selvagens buscas casuais. Troca o canal e retorna ao degradê do acaso, silenciosamente falando besteiras, aguarda a surpresas do que já era de se esperar. Serena, finge que continua fingindo.

E na platéia…

Date: 2010.03.01 | Category: Eu lírico | Response: 2

Mesmo que haja graça e delicadeza, a trapezista não tem requinte e nobreza. A bailarina por si só é encantada, enquanto a outra em par com sua sombrinha só pode seguir  sua saga; ela caminha tênue.

Depois de almoçar sentou na sacada, enquanto na tevê passava o programa de esportes que ninguém olhava, seu som  misturava-se ao da rua; olhava as nuvens e procurava formas – nada além de psicodélicos e surreais formatos de nuvens. Apática, permaneceu com as pernas estendidas, observando o all star cor de sujeira que contratava com suas pernas brancas e logo o vestido curto, cor de caquí que salientava a sujeira da cor do all star. Usava óculos escuros para proteger-se dos raios solares; não eram totalmente escuros, num marrom degradê, passando da cor de caquí para cor de sujeira, ela assistia a vida passar.

Terminado o cigarro, levantou, pegou a bolsa e saiu. Antes de fechar a porta sentiu um cheiro de flores. Era o resto do incenso queimando no canto do corredor. Além de tudo isso era só uma lacuna, nem clara ou escura. Contrastava, salientava e por ora um degradê aglutiando tudo.