Date: 2010.03.13 | Category: Eu mesma | Response: 2

Nunca falo sobre isso claramente, costumo deixar intrínseco e as pessoas interpretam conforme querem, ou nem interpretam. Sofro de ciúmes compulsivo direcionado a apatia e bloqueio automático.

Hoje me falaram que eu sou uma moça muito carente, não é de hoje, já me falam isso há muito tempo. Todo mundo tem suas carências ora, que ridiculo. Será que quem aponta esse suposto defeito espera que eu venha o confessar me colocando como indefesa e desprotegida?

Ora pois, sou orgulhosa para caralho, e teimo até o fim, mesmo que mostrem-me provas reais dos meus enganos, sou uma mula empacada rezando o terço das minhas tais convicções. Mudo, quem não muda?

Choro, sofro por amor sim, pois amo, como todas as pessoas amam.

Houve um tempo que eu negava essas atribuições humanas. Muita, mas muita gente mesmo, acreditou que eu realmente não sentia. Os amigos mais próximos por muito tempo não me viram derramar uma lágrima sequer quando assistiam comigo alguma das minhas ilusões desmoronando na minha frente.

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Date: 2010.03.12 | Category: Bobagens, Design, Eu mesma, Moda | Response: 2

Adoro desenhar desde criança. Odeio técnicas de desenho e linhas parelelas. Odeio tudo que implica técnica, eu mal pontuo e acentuo os textos. Sim, sou teimosa e insuportável para quem é diferente de mim. Dane-se, foi só um parenteses, afinal a arte exposta aqui não me pertence, pois ainda não aprendi a expressar em curvas o que vomito em textos.

 Sabine Pieper faz ilustrações de moda; e se imagens falam mais do que palavras, eu também odeio frases feitas, uso-as como deboche, mas sabe né…quem nota?

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Date: 2010.03.11 | Category: Bobagens, Eu mesma | Response: 6

Cotidiano;

Nota:

Ontem tive uma reunião de quase duas horas com meu chefe. Falamos de produtividade e comportamento. Me mantive fiel ao que acredito nas formas de trabalho, porém, escorreguei no meu comportamento selvagem e sem modos herdado da roça. Quem me conhece e convive comigo sabe que não é novidade esse tipo de debate. Falo o que penso em ritmo de lambada, debocho da vida porque é assim que ela me ri.

Hoje ao contar com detalhes para meu amigo, ele me definiu e eu gostei.

Cristian diz:

querida, vc é uma manteiga, cheia de amor e carinhos, tipo a Xuxa e suas crianças, tipo a Madonna e a Africa.. só que vc percebeu que manteiga na vida derrete e é comida por margarina, então vc virou um pão duro, mas quem tem a honrra de te conhecer de verdade, sabe que existe 90% de miolo ae dentro, que é mole e acessivel;

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Date: 2010.03.10 | Category: Eu espírito, Eu lírico, Eu mesma | Response: 3

Ambos com letras maiúsculas porque ocupam tamanha propriedade real – gramatical?

OS artistas sofreram antes de morrerem e se consagrem artistas né? As pessoas “comuns” são os maiores carrascos, dento de suas ignorancias e limitadas perspectivas, desenham barreiras e rótulos conforme conveniente. Nessas escorregam os idiotas e os artistas.

Esses comuns, confundiam o fim com o caminho. A jornada com a intenção da viagem. Aí eu me confundia entre me corromper e o fazer nada. Eu misturava ego retardado e orgulho mimado de uma sociedade classe média miserável que me criou, com o que uma mulher de verdade têm que fazer para se sustentar e sobreviver. Ou nada.

Ai que me dóia sem vírgulas ou pontos, eu só expressava aquilo que vinha de dentro e latia feroz, sem idioma. E procurava, sim procurava, com força, magnitude e todo o respeito digno que se pudesse ter diante daquelas condições – era educado demonstrar gratidão aos comuns e aos líderes, enquanto subestimados; ai que me arrastava em vida uma vontade de não sei o quê. Pagar todas as contas e esticar a fronha da ultima almofada.

E mesmo que houvesse esforço para lapidar, contornar e arrematar o que punha para fora, ainda em vão, ninguém entendia, ou entendiam conforme pensavam que entendiam. Mal sabem eles que eu nem sei que matéria é essa que escarro em forma de crônica; conto? Poesia? Verso? não sei definir algumas coisas….

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Date: 2010.03.09 | Category: Eu espírito, Eu lírico, Eu mesma | Response: 3

A instatisfação pode estar ligada ao alto grau de exigencia da pessoa que é sujeito da oração. A minha insatisfação é ligada a fantasia. Crio meus personagens e os procuro nas pessoas que me cercam, se não os encontro, então, as pessoas já não me servem. Descarto, sim, como qualquer pedaço de matéria.

Entre a ciência e a poesia, existe uma coisa emocional que nos agarra e permite que possamos crescer dentro de nós mesmos e no mundo. A partir da convivência e da conveniênica, vamos nos enroscando nas pessoas que nos acompanham, sejam os que nos amam, ou os que odeiam; não importa o sentimento que nos una – obrigação também se caracteriza por questões emocionais, não é uma finalidade mas um meio. Estar conectado nos permite além da interação prática e todo o bla bla blá pedagógico, descobrir que além dos personagens que inventamos para as pessoas – eu nao sou a única a criar – elas tem seus próprios, e também são criadoras de mini mundos.

A arte nessa caminhada é tecer. Nunca vi uma trama linear a ponto de não haver desvios, pontos soltos, frases mal colocadas, diálogos inexistentes. Talvez a melhor experiência nesse âmbito foi o interlúdio. Uma série de textos que exigiam diálogos entre os personagens que simplesmente não falavam, existiam dentro de si e apesar de estarem na mesma cena, foram capazes de seguir, tecer é o verbo.

Para não ficar tão ridiculo, serei ridicula ao explicar que os personagens que me refiro não são apenas os escritos, são os imaginados, o tempo todo, para cada ato que se repete nesse espetáculo-picadeiro. Mudam os atores, o roteiro, porém, ah meus personagens!