Ideologia – Cazuza

Apesar da realidade estúpida há algum princípio de honestidade…

- eu vou pagar a conta do analista pra nunca mais saber quem eu sou.

Revolução individual

A gente não quer se incomodar, afinal o que todo mundo mais quer é sossego, sucesso e respeito. O preço do não-incomodo é alto.

Pablo Picasso

O preço do não-incomodo é o silêncio, a cabeça baixa e a submissão.

Sabe aquela famosa do “quem cala consente”? Famosa e máxima.

Vivemos em sociedade, em rede, e não falo das redes virtuais na qual temos total domínio com apenas um clique. Um block, um unfollow, ou uma “denúncia de abuso”.

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Essa pequena

| Meu tempo é curto, o tempo dela sobra | Meu cabelo é cinza, o dela é cor de abóbora | Temo que não dure muito a nossa novela, mas | Eu sou tão feliz com ela |

Meu dia voa e ela não acorda | Vou até a esquina, ela quer ir para a Flórida | Acho que nem sei direito o que é que ela fala, mas | Não canso de contemplá-la|

Feito avarento, conto os meus minutos | Cada segundo que se esvai | Cuidando dela, que anda noutro mundo | Ela que esbanja suas horas ao vento, ai |

Às vezes ela pinta a boca e sai | Fique à vontade, eu digo, take your time | Sinto que ainda vou penar com essa pequena, mas | O blues já valeu a pena |

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Retratos Femininos




Esses retratos representam de alguma forma qualquer coisa para mim.

Sobre os eruditos

I

Quando observamos a quantidade e a variedade dos estabelecimentos de ensino e aprendizado, assim como o grande número de alunos e professores, é possível acreditar que a espécie humana dá muita importância à instrução e à verdade. Entretanto, neste caso, as aparências também enganam. Os professores ensinam para ganhar dinheiro e não se esforçam pela sabedoria, mas pelo crédito que ganham dando a impressão de possuí-la. E os alunos não aprendem para ganhar conhecimentos e se instruir, mas para poder tagarelar e para ganhar ares de importantes. A cada trinta anos, desponta no mundo uma nova geração, pessoas que não sabem nada e agora devoram os resultados do saber humano acumulado durante milênios, de modo sumário e apressado, depois querem ser mais espertas do que todo o passado. É com esse objetivo que tal geração frequenta a universidade e se aferra aos livros, sempre aos mais recentes, os de sua própria época e próprios para sua idade. Só o que é breve e novo!Assim como é nova a geração, que logo passa a emitir juízos. – Quanto aos estudos feitos simplesmente para ganhar o pão de cada dia, nem os levei em conta.

 

II

Em geral, estudantes e estudiosos de todos os tipos e de qualquer idade têm em mira apenas a  informação, não a instrução. Sua honra é baseada no fato de terem informação sobre tudo, sobre todas as pedras, ou plantas, ou batalhas, ou experiências sobre o resumo e o conjunto de todos os livros. Não ocorre a eles que a informação é um mero meio pra a instrução, tendo pouco ou nenhum valor por si mesma, no entanto é essa maneira de pensar que caracteriza uma cabeça filosófica. Diante da importante erudição de tais sabichões, às vezes digo a mim mesmo – Ah, essa pessoa deve ter pensadoo muito pouco para poder ter lido tanto! Até mesmo quando se relata, a respeito de Plínio, O Velho, que ele lia sem parar ou mandava que lessem para ele, seja à mesa, em viagens ou no banheiro, sinto a necessidade de me perguntar se o homem tinha tanta falta de pensamentos próprios que era preciso um afluxo de pensamentos alheios, como é preciso dar a quem sofre de tuberculose um caldo para manter sua vida. E nem sua credulidade sem critérios, nem o seu estilo de coletânea, extremamente repugnante, difícil de entender e sem desenvolvimento contribuem para me dar um alto conceito do pensamento próprio desse escritor.

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o meu príncipe não é o pequeno

“Todos veêm o que tu aparentas, poucos sentem aquilo que tu és, e esses poucos não se atrevem a contrariar a opinião dos muitos (…).”

“… se refletir bem, será fácil perceber que certas qualidades que parecem virtudes levam à ruína, e outras, que parecem vícios, trazem como resultado o aumento da segurança e do bem-estar.”

“É melhor ser temido do que amado.”

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YOHJI YAMAMOTO: THIS IS MY DREAM

 

“I didn’t want to disturb people’s eyes.  Too many colours.  I am very tired to look at colour.  For my total life, I am comfortable being in black.”

Cool Fun – House

Demônios acordados

Verdade seja dita – eles andavam sonolentos e anestesiados diante dos acontecimentos da vida, porém há alguns dias eu percebia suas manifestações trevosas involuntárias. Não é uma única e diabólica criatura, obviamente.

Foi até a gota d’água, ou daquilo que acabou se tornando a gota d’água que eles mostraram os dentes. É preciso lembrar que tenho consciência da maioria dos meus anseios singulares e ambiciosos da existência, contudo desabo em questões banais e a selvageria já está formada por pura conveniência e necessidade de simplesmente externar toda essa terrível energia contagiante.

Eles acordaram e começaram a fazer uma festa ou uma briga dentro de mim. Aí começam aqueles sintomas tradicionais, sabem? Justificar minhas conquistas e demarcar meu território, me aplicar profundamente em benefício das minhas individualidades e causas absolutamente particulares.

Criticar e destruir moralmente aos que se opõe aos meus interesses e mais ainda, difamar e sugerir micro revoluções em banimento a toda incompetência humana.

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Preguiça de viver

Mais uma vez esse mal me atinge e não é depressão, é só preguiça mesmo. A galera, os papinhos, as euforias e as ideologias fervorosas, – ai que sono.  As festinhas, as roupinhas, os assuntinhos, tudo tão inho que a preguiça invade o meu corpo e uma louca vontade de dormir se espalha – sabe aquele cheirinho de travesseiro?

Parece prepotência diante da vida e de tudo de mais lindo que me rodeia, e talvez até seja, mas e daí? É tanta gente cheia de si com citações em punho para proteger suas escolhas que eu me vejo totalmente sem ânimo pra trocar qualquer figura.

Agora tudo é ao vivo, num mashup de todas as coisas superficiais que até parece profundo divagar sobre política internacional, pós modernidade ou química orgânica.

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auto saudosismo

Nem quero entrar naquela história: olha como eu era e no que será me tornei? Preguiça disso, sabe? Vamos apreciar os looks de 1989.

inverno 1990

repare nas meias, a combinações de cores e corte de cabelo super atual. 1991

Em 1995 já curtindo os conjuntos – comigo minha irmã.

conjunto + color blocking. A lancheira amarela era a minha, aí estou com 7 anos – e a mesma franja…e minha irmã, sempre blasé! <3

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6 anos de blog em 2012

Quem diria que um blog duraria 6 anos com puros conteúdos imoderados, inconstantes e totalmente despretensiosos?

Pois é, esse mundo tá perdido mesmo. Desde 2005 estamos online – eu, eu mesma e minha bipolaridade – revelando detalhes de uma vida anônima, gostos pessoais, críticas ácidas e pretensão intelectualizada.

Obrigada aos amigos que passam por aqui e gostam e desgostam das publicações. Aos que se ofendem ~porque tem gente que se presta a tal ~ aviso que continuaremos existindo no próximo ano.

Aniversário sempre rola uma festinha e um presente, né não? Então, se quiserem me dar alguma coisa agradeço, ou tão pensando que eu vou fazer sorteio?

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Stuck on the puzzle – Submarine

“Eu não sou o tipo de tolo que vai sentar e cantar para você sobre estrelas, garota.
Mas a noite passada eu olhei para o lado escuro do céu, e elas já tinham ido embora.
Algo em seu magnetismo deve as ter irritado, forçando elas à dormirem cedo.(…)”
O filme Submarine é o primeiro longa dirigido por Richard Ayoade, conhecido por dirigir clipes das bandas Arctic Monkeys e Vampire Weekend. Baseado no  livro homônimo de Joe Dunthorne, o longa tem trilha feita especialmente por Alex Turner; disponível aqui.

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qualquer coisa assim sei lá

Só queria postar algo assim, sei lá, não me julguem.

 

 

Se eu soubesse – Chico Buarque e Thais Gulin