para onde foi;


Não sei se é porque tudo murchou com o calor que tem feito nessa cidade sem vento. Não sei se é porque eu nao perco o hábito de repetir as frases com o mesmo começo.Talvez sejam as rimas sem nexo ou as faltas de acentos. Ou pelo retiro físico, mental e espiritual que fiz nesse ultimo mês as coisas estejam assim; simplesmente as coisas. E me falta a poesia, a concordancia. Sinto falta da intensidade do sentimento, da velocidade da dor e todas essas coisas que eu represento em textos. Aqueles sonhos mórbidos outros astrais que moviam os versos até os céus. Onde está aquela alegria misturada ao ácido das minhas muitas palavras sem compasso? Queria aquela melodia de praxe que cabia nestas linhas deste mesmo canal virtual. Há tantos dias não consigo transpor aqui todos estes ítens perdidos, nao sei onde. Quem sabe sumiram com as reticencias, os acentos e a repetição e excesso de explicação em cada frase. Não sei se é o vazio, ou a dúvida do arma-ou-desarma. Só pode ser o calor e a falta de um segundo paragrafo. Porque é assim que a vida fica. Uma historia aglutinada sem continuação. Não sei para onde foi.

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