Category Archives: me and my

Os críticos dos críticos – parece

Parece que chegamos num momento da vida comunitária em que temos todas nossas atividades expostas virtualmente.

Parece que existe uma necessidade de dar explicação. Uma necessidade desenfreada de provocar os delírios alheios e potencializa-los, sabem? Parece.

É como se não conseguissemos sobreviver em nossa própria alienação e necessitássemos ilimitadamente compartilha-la.

É claro que também somos testemunhas dos heróis virtuais, que criticam os que criticam. Aqui no Brasil, toda cultura de massa é ao mesmo tempo massacrada por uma outra quantia de gente, e eu entendo.

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O ultimo dia daquele ano

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O dia da ventania, era reveillon.

Inveja, quem nunca sentiu?

Fiquei meio impressionada comigo mesma quando me deparei com sentimentos perversos em relação a realização de gente desconhecida.

Me impressionei e logo policiei qualquer outra faísca que pudesse saltar nos meus olhos. Interpretei como inveja. – Ah, mas eu não sinto inveja, só os outros.

Aí comecei a listar motivos para não sentir inveja de ninguém. Claro, enalteci todas minhas vantagens físicas primeiro, afinal, mulher quando quer se auto afirmar logo recorre a esse segmento e em segundo lugar – as vezes disfarçado de primeiro, vem o piegas sucesso profissional-pessoal.

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Volta

Meia volta, volta inteira, toda, aos pedacinhos.

É janeiro e eu voltei para publicar um punhado de irrelevâncias que cometi nesses últimos tempos. Irrelevâncias coletivas e particularidades indispensáveis, sabe que é assim né?!

Volta, vou, tá?

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férias queridas

depois de longos anos de trabalho – executo funções sísificas há 6 anos – pela primeira vez na televisão terei férias.

Após tantas labutas, esse ano estarei em férias até dia 9 de janeiro, por isso, não estranhem a ausência de publicações por aqui. Acho que ficar meio Coreia-do-norte-lifestyle (offline) é o melhor que poderei fazer nesses próximos dias.

[estarei envolvida com armas de destruição em massa para 2012]

Esse ano foi muito louco, se eu fizer uma retrospectiva parece que um milênio inteiro aconteceu nesses trezentos e sessenta e poucos dias.

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um recado

O reencontro do beijo mais famoso da Time Square

 Ah, o tempo… nem precisa esperar, ele sempre vem.

 

demoniada

Negar o mal para atrair o bem é muito usado por aí. Hoje eu decidi afirmar o mal para ver o que acontece.

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o silêncio não existe

O silêncio não existe e isso eu aprendi há muito tempo. Na primeira tentativa de meditar eu soube que o universo é som e vibra!

Se você conseguir silenciar sua mente estará no primeiro passo para começar a perceber os sons do contexto. Da televisão do vizinho até uma pomba solitária no galho de uma árvore qualquer. Experimentou? Acho que não né?!

Estamos presos na liberdade do som, da poluição de informações desnecessárias que a cada dia mais definem e definham personalidades.

o paradoxo do inverso

 Coisas estranhas acontecem quando nos dispomos a participar da vida, assim, além da expectativa do porvir.

Dessa vez, a convite da nossa colega de faculdade, Jaqueline Lunkes, contribuímos na produção das fotos para a coleção de formatura dela. O tema é O Paradoxo do Inverso, com texto disponível aqui.

As fotos foram clicadas pela também colega Bruna Buchholz Bottrel na Eskola de Costura, em Porto Alegre.

O material foi produzido há algumas semanas, mas só agora tivemos acesso, após o desfile final da Jaque. Adoramos o resultado e o desafio, afinal, pra modelar tem que ter força no carão, coisa que eu levo na brincadeira.

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deixa a menina

Não é por estar na sua presença, meu prezado rapaz, mas você vai mal, mas vai mal demais!!
São dez horas, o samba tá quente, deixe a morena contente. Deixe a menina sambar em paz.

Eu não queria jogar confete, mas tenho que dizer:
- Cê tá de lascar. Cê tá de doer!

E se vai continuar enrustido com essa cara de marido, a moça é capaz de se aborrecer.

Por trás de um homem triste há sempre uma mulher feliz e atrás dessa mulher mil homens, sempre tão gentis. Por isso para o seu bem ou tire ela da cabeça ou mereça a moça que você tem.

Não sei se é para ficar exultante, meu querido rapaz, mas aqui ninguém o agüenta mais!
São três horas, o samba tá quente. Deixe a morena contente, deixe a menina sambar em paz.

Sob Medida – Chico Buarque

Amanhã tem show do Chico Buarque  em Novo Hamburgo e eu nunca pensei que um dia iria vê-lo, ouví-lo e enfim. O ingresso é caríssimo, na mesma média de outros grandes músicos brasileiros, o mais barato 200$ e justamente por isso desanimei de qualquer esforço.

Porém ganhei o ingresso da minha tia e da minha vó, [tks natal!] que também amam o Chico mas não poderiam estar aqui para o show.  Melhor presente da minha vida!!!

O repertório do show foi publicado e os elogios magníficos dos que assistiram o show em Porto Alegre no começo da semana não param. Certamente ele é o músico mais citado nos seis anos de Válvula de Escape e muitas de suas letras remetem momentos diferentes do meu curtimento musical.

Só de expectativa me dá vontade de chorar, imagina na hora? Nunca tive ídolos assim, nesse nível de admiração astral.

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Revolução individual

A gente não quer se incomodar, afinal o que todo mundo mais quer é sossego, sucesso e respeito. O preço do não-incomodo é alto.

Pablo Picasso

O preço do não-incomodo é o silêncio, a cabeça baixa e a submissão.

Sabe aquela famosa do “quem cala consente”? Famosa e máxima.

Vivemos em sociedade, em rede, e não falo das redes virtuais na qual temos total domínio com apenas um clique. Um block, um unfollow, ou uma “denúncia de abuso”.

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Essa pequena

| Meu tempo é curto, o tempo dela sobra | Meu cabelo é cinza, o dela é cor de abóbora | Temo que não dure muito a nossa novela, mas | Eu sou tão feliz com ela |

Meu dia voa e ela não acorda | Vou até a esquina, ela quer ir para a Flórida | Acho que nem sei direito o que é que ela fala, mas | Não canso de contemplá-la|

Feito avarento, conto os meus minutos | Cada segundo que se esvai | Cuidando dela, que anda noutro mundo | Ela que esbanja suas horas ao vento, ai |

Às vezes ela pinta a boca e sai | Fique à vontade, eu digo, take your time | Sinto que ainda vou penar com essa pequena, mas | O blues já valeu a pena |

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Retratos Femininos




Esses retratos representam de alguma forma qualquer coisa para mim.