Category Archives: soul

Respeito é bom e eu…qué dizê

O problema dos julgamentos morais são os conceitos pré estabelecidos pela cultura do lugar. O passado medieval é tão presente e todo mundo está com o saco tão cheio de pedras, prontos para atirar a qualquer alvo.

O twitter, por exemplo, é uma plataforma que veio para provar o que sempre esteve na cabeça das pessoas. Uma mídia super rápida que está a disposição da maioria da população rica, média rica, média pobre e pobre, a todo e qualquer momento.

Em dia de jogo de futebol, big brother, final de novela, quem está nos trend topics?

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Apple 1984 RIPJobs

Tantas homenagens póstumas a Steve Jobs –  o cara que realmente pode dizer “meu nome é trabalho” e participou ativamente da transformação digital nas últimas décadas.

Encontrei essa propaganda de 1984, da Apple. Eu disse 1984! Eu nem tinha nascido!

 

 

revisão

A nova versão de uma antiga história.

considerações da ultima semana de agosto

Agosto é sempre terrível, terrível pro bem ou para o mal.

quem te fez com ferro fez com fogo

Antes da fama, influências do Elvis na década de 50. Depois da fama…


 
 

‘Muitas vezes, Pedro, você fala, sempre a se queixar da solidão.
Quem te fez com ferro, fez com fogo, Pedro. É pena que você não sabe não.

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uma ideia, uma vontade e uma atitude…

Durante esses cinco anos de curso de moda lutei contra uma única coisa: empreender.  Queria estudar, pesquisar, ensinar e aprender e fiz tudo isso nesse tempo.

Depois desses cinco anos de curso de moda aprendi uma coisa: ser operário é uma merda!

- Entendi que a realidade da industria é falha, que a maioria dos profissionais são ignorantes, sem talento e individualistas, que a maior preocupação é com a cesta de natal e o PPR e que ideais coletivos é uma utopia quando falamos de Moda e o universo que cerca essa razão.

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sorte no amor azar na vida?

Azar no jogo é o ditado certo, quer dizer, popularmente conhecido. São essas coisas que enfiam em nossas cabeças que temos que abrir mão de uma felicidade por outra, justamente assim, como um jogo.
A vida não é um jogo de dados, é claro que sorte ou um pouco de persuasão caem bem para qualquer sujeito, porém, condicionar-se a elas não é muito inteligente.

Eu sempre tive muito azar no amor, esse sim, era azar mesmo. Agora, esse tempo é passado para mim, ainda bem. Hoje estou feliz nesse “segmento” pois, encontrei alguém especial que amo muito e há dois meses estamos morando juntos – é, acho que casei.

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memórias fotográficas

A foto não guarda apenas o registro daquele momento clicado mas também toda fantasia em torno da realidade passada.

Olhar as fotos antigas é olhar para o que já foi sentido, relembrar o que se esqueceu e assim foi escolhido apagar do presente e é por isso que se chama passado.

Abrir as pastas, os álbuns, ou stalkear é reafirmar o que negamos no agora. Relembrar é ascender as brasas num sopro estúpido e irracional – um espirro.

Eu apago as fotos, prefiro olhar para dentro, em segredo, sem deixar qualquer vestígio de fósforo riscado.

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Feras falhadas, falidas

Quem imagina o olhar de um felino selvagem assim, melancólico? Feras nasceram para a caça, para os botes e truques por sua majestosa sobrevivência nas savanas.

Quem nasceu líder não tem motivos para preocupações com os menores. Dos pequenos roedores aos gigantes elefantes, nada abala a realeza de um felino livre. Esquecemos do homem, e seu ganancioso poder armado.

Essa foto é de uma leoa enjaulada num zoologico.

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Falecimento dos grandes pensamentos

“Fiz isso com grandes expectativas e convencido de que, na escola de música, me tornaria um bom aluno. Com dolorosa surpresa para mim, porém, não foi o que se deu. Custava-me esforço seguir os vários cursos, o ensino do piano, ao qual agora, devia submeter-me, constituía somente um suplício, e não tardou que eu visse nos estudos como que um monte intransponível posto na minha frente. Não estava, de certo, disposto a desistir, mas me sentia decepcionado e constrangido.Via, agora, que, apesar de toda modéstia, eu me havia, sim, considerado uma espécie de gênio, subestimando seriamente minhas fadigas e dificuldades do caminho da arte. Além dsso, tinha total perdido o gosto de compor, pois, agora, no menor dever via somente montanhas de dificuldades e de regras; passei a não ter nenhuma confiança na minha sensibilidade e já não sabia se havia em mim uma só centelha de força própria. Assim, conformei-me; sentia-me deprimido e triste, fazia meu trabalho de modo não muito diferente do que o teria feito num escritório, ou noutra escola, diligente e sem prazer. Queixar-me, não podia e, menos ainda, nas cartas que escrevia para casa; ao contrário, prossegui, em silecioso desengano, o caminho iniciado, propondo-me, ao menos, tornar-me um bom violinista. Não parava de exercitar-me, engolia grosserias e ironias do professor, via outros alunos, que não julgara capazes disso, fazer rápidos progressos e colher louvores e coloquei minhas miras cada vez mais baixo. Porque também com o violino não estavam as coisas num pé qual pudesse me orgulhar e me permitisse pensar em chegar, algum dia, a ser um virtuose. Tudo indicava que, com grande aplicação, poderia, quando muito,  tornar-me profissional aproveitável, que, sem louvor e sem opróbrio, toca seu modesto violino numa pequena orquestra, recebendo em troca, o seu pão.

Assim, esse tempo pelo qual eu tanto ansiara e do qual tanto me prometera, foi o único da minha existência em que, abandonado pelo espírito da música, percorri caminhos sombrios e arrastei dias de uma vida sem sonoridade e sem ritmo. Justamente onde havia procurado prazer, enlevo, brilho e beleza, só encontrei exigências, regras, deveres, dificuldades, perigos. Se uma ideia musical me ocorria, ou era banal ou cem vezes já usada ou contrariava todas as regras da arte e não podia, portanto, ter qualquer valor. Então, pus de parte todos os grandes pensamentos e esperanças. Eu não passava de um dentre os milhares, que, com juvenil desfaçatez, chegam até a arte e cuja força falece, quando são postos seriamente a prova”.

Gertrud – Herman Hesse. Cap 2 Livro escrito em 1910.

Moral da história?

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Sobre arte, mais uma vez

Ah, se soubessemos que a verdadeira subjetividade ficou lá atrás e poucos mantém a obviedade longe das convenções, sentiríamos mais e assistiríamos menos.

E quem disse que o espetáculo projetado é a curiosidade particular do autor? Tem tantas coisas nas entrelinhas que eu já sou capaz de afirmar que na vida não existem intervalos. O interlúdio é agora o acúmulo de outras realidades.

O verdadeiro poeta está na rotina, dentro ou fora do circo, e essa questão já não tem valor mensal. Auto afirmação é habito medieval, quem existe se basta e sabe disso, sabem?

sobre amor

Alma gêmea a gente encontra por aí. Às vezes troca uma palavra, duas, um toque, um esbarrão, passa anônima no meio da multidão; coisa de história inventada nos livros, televisão. No olhar eles se entendem, se completam, multiplicam poderes.

Mas amor, amor mesmo, a gente vive todos os dias com quem nos escolhe e é escolhido. A vida pode ser um acaso, um destino, uma mentira, uma verdade. A gente escolhe o que é e, é escolhido pelo que for.

Sentimentos visuais

Hoje as imagens representam meus prazos corrompidos, meu café gelado, sem açucar, a ultravelocidade jamais atingida, a poesia adormecida na epiderme e minha cara apatica que economiza explicações e potencializa meu desprezo pelo que me desinteressa.

E claro, otimiza meu tempo em escrever coisismos por aqui…por enquanto.

uhum, tá.

 

Deleuze

e

Deleuze, eu te gamei!

Deixa a paixão passar

Tantos me disseram: deixa a paixão passar. E eu não acreditei, ri, e discordei que passaria; e nada passará!

O poeta disse que todos passarão e ele passarinho, eu vou das emoções mais trevosas às celestiais no segundo que existem. Tanto faz se passar. Enquanto existir não passou, me entendem?

Dizem que é melhor deixar o presente se ir para viver um futuro sólido a dois, e eu não entendo, afinal, o futuro será um presente daqui um tempo. Assim como olho para a estagiária e me vejo. Me repito: você é eu ontem!

[ e é igualzinha, fico complacente!]

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