sóis e sós e somas.


Li muito, nunca o suficiente, porém tanto sobre os porquês, as saídas e as perdidas das estrofes da vida que escolheu para respirar. Não estava escrito em nenhuma linha daquelas muitas maneiras de como fazer tal coisa o que tanto quis saber assim sem virgulas mesmo.

E mergulhado naquela melancolia diária, naquela dança sem movimento ou cor. Alguma coisa se moveu bruscamente. Não sabe ainda exatamente o que foi, ou quem. Como um laço mal torcido, embolado em fios de acrílico, se desfez como uma pluma solta, livre na brisa do entardecer róseo. Aqueles de dias frios ensolarados. São tão bonitos de se ver, seja entre os predios ou atrás dos campos. O vento é gelado nestes dias, pede companhia, mesmo que não haja, pede.

Uma música alta tocava em algum lugar da vizinhança ou talvez no quarto ao lado, uma melodia que radiava força e obscuridade. Ninguém sabia de onde vinha nem tampouco para onde pouco para onde levar… não haviam bússolas, nem relógios. Eram sóis e sós. As contas do acaso calculado pela vontade de apenar fazer o feito sem importancia nenhuma. Com cuidado retilínio de um compasso tétrico. Uma canção oca de tão livre e solta. Grave.

Consigo, em clave, após sóis e somas e só.

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