Esse é o nome de um incenso que eu tenho lá em casa: Spiritual Guide.
Na corrida da vida, faço um intervalo entre um café e outro, uma espiada nas notícias dos jornais e umas reflexões insanas.
- Quantas vezes eu não disse o que realmente queria? Quantas vezes abdiquei das minhas vontades secretas em prol do meu suposto orgulho, medo, ou as duas coisas juntas?
Não é uma questão de conto de fadas ou martírios inocentes, é coisa da vida, daquelas que mexe por dentro e rasga. Há poesia por todas paredes, escorrendo nas figuras de linguagem – (a) verbalizada. Quanto a isso, já pouco, bem pouco importa. Quando queremos alguma coisa, o universo conspira, já diziam os intelectuais ou os crentes da igreja; e quando a auto-destruição participa da colheita entre desejos reprimidos e vontades esquecidas – O que prevalece?
Eu não sei se foram os antigos, os mais sabidos, ou os milionários que realmente entendiam porém, sinto em mim uma ausencia que não sei do quê. Já me disseram as cartas, buzios e até deuses, semi-deuses me sussuraram. Essa lacuna suprimi por ora o medo, e me dispara para frente, para cima, pro abismo.
Desesperada, como um animal em fuga, busco em mim, no mundo, no subentendido – mal entendido – um suporte, ou crença, um pouco de empolgação. Empatia compulsiva?
Persigo, pois é o que temos a fazer, além de continuar vivendo, eu e todos os que arraigam essa sensação. Sinto falta de um ser iluminado, sinto falta do que eu compreendo mas não consigo expressar. Dormente.





