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Sentimentos visuais

Hoje as imagens representam meus prazos corrompidos, meu café gelado, sem açucar, a ultravelocidade jamais atingida, a poesia adormecida na epiderme e minha cara apatica que economiza explicações e potencializa meu desprezo pelo que me desinteressa.

E claro, otimiza meu tempo em escrever coisismos por aqui…por enquanto.

uhum, tá.

 

Afetação Ilustrada

Seguindo a linguagem do post anterior…

Fantasmas no corredor

Fantasmas do passado, karmas, macumbas, falecidos, assombrações, ora essa. Eu acredito nessas coisas, mas prefiro não falar a respeito para não atrair as energias; tenho corredor em casa.

Foto: misspandora.fr

Chokay com a Pequena Sereia

Ontem a tarde na redação, as gurias falaram sobre isso e eu fiquei chocada, porque não me lembrava da “verdadeira historia da pequena sereia”.

Me impressionei com o dramão e por não lembrar desse conto de Hans Christian Andersen. Eis a sinopse abaixo.

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Uma pequena sereia, apaixonada por um homem mortal, recorre uma bruxa para que possa assumir uma forma humana e assim se aproximar de seu amado. No processo acaba abrindo mão de sua imortalidade e perdendo a capacidade de falar. Para que o encantamento se tornasse permanente, a pequena sereia deveria conquistar o amor de seu escolhido; caso contrário, haveria de se transformar em espuma do mar, algo mais terrível que a própria morte, uma vez que sereias não têm alma, não podendo assim morrer.

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Momento Agora que sou Rica

Essa foto eu vi no blog da Jana ( agora que sou rica)  e achei digna de ser postada. Achei, ora.

da bailarina a trapezista (parte 1)

Mesmo que haja graça e delicadeza, a trapezista não tem requinte e nobreza. A bailarina por si só é encantada, enquanto a outra em par com sua sombrinha só pode seguir  sua saga; ela caminha tênue.

Depois de almoçar sentou na sacada, enquanto na tevê passava o programa de esportes que ninguém olhava, seu som  misturava-se ao da rua; olhava as nuvens e procurava formas – nada além de psicodélicos e surreais formatos de nuvens. Apática, permaneceu com as pernas estendidas, observando o all star cor de sujeira que contratava com suas pernas brancas e logo o vestido curto, cor de caquí que salientava a sujeira da cor do all star. Usava óculos escuros para proteger-se dos raios solares; não eram totalmente escuros, num marrom degradê, passando da cor de caquí para cor de sujeira, ela assistia a vida passar.

Terminado o cigarro, levantou, pegou a bolsa e saiu. Antes de fechar a porta sentiu um cheiro de flores. Era o resto do incenso queimando no canto do corredor. Além de tudo isso era só uma lacuna, nem clara ou escura. Contrastava, salientava e por ora um degradê aglutiando tudo.

Silêncio Sensorial

Meu computador adora se auto-desligar em momentos importantes, sejam em alguma discussão online olho no olho, dente no lábio ou seja lá o que for, não importa, ele adora se auto-desligar! Ele super-aquece e então auto-desliga, assim mesmo, puro prefixo.

Estive pensando sobre o que escrever e tanta coisa inutil me vem a tona, talvez como isso agora, porém é a forma mais sincera e imediata de relatar o que eu senti. (talvez seja bom eu salvar este texto como rascunho antes quê, vocês sabem, prefiro não dizer, porque as palavras tem poder; é o que diz minha vó.)

Então eu fui começar a escrever e o computador tomou a iniciativa fatídica de auto desligar-se a si mesmo, e foi aí que eu senti a escuridão do quarto, e comecei a desenvolver o exercício besta de ouvir os vizinhos, e tentar ouvir além dos vizinhos, e além e então o que eu encontro?

Todos os sons fazem parte de alguma coisa, os risos, os gritos, os estralos do telhado de zinco do galpão ali do lado do prédio, até ele faz parte das paredes, que fazem parte do galpão todo, que abrigam, sei lá, coisas.

De repente e, dramaticamente, notei que o meu som, da minha respiração, não fazia parte de nada além de mim. Sim, foi trágico nos primeiros trinta segundos, mas depois não. Levantei e andei pelo quarto tentando (talvez inconscientemente) propagar o som dos meus passos, descalços, pelo apartamento de baixo; a vizinha misteriosamente não uivou.

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