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Fiz as malas, vou para casa

Nestes próximos instantes gostaria de compartilhar a vida de maíra thums ao mandar informações para o mundo.

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Nesses últimos meses não tenho visitado minha família, tenho saudade. Andei tão ocupada, acompanhando o pouco que pude com a distancia inventada.

Hoje é meu último dia de trabalho na agência (continuarei com o blog a distancia) e a partir de segunda começo numa revista. Estou bastante feliz, muito.

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não sei porque nessas lagunas vejo o seu olhar…

Oi amigos?! Sentiram minha falta?! ( a louca se iludindo que é importante)

Pois é, minha saga começa quando saio do escritório na quinta feira, aos prantos, ofendidíssima com as situações reversas que depois de uma fuga consciente encontrei a solução. Por ordem dos fatos, ou let be a chaos?

Pois bem, resolvi fugir da minha vida, coloquei na mala um sapato, um chinelo, meia duzia de regatas e eu mesma, e lá fomos nós para o litoral de Santa Catarina, paisagens que meus olhos merecem vivenciar. Praias lindas, pessoas lindas, baladas divertidas, e um olhar me perseguindo, um olhar que nao era somente o meu, procurando a solução da náusea, da ânsia que vinha me destruindo lentamente sem que eu pudesse perceber (?)

Naturalmente procurei em mim os “defeitos”, os escorregões, só que desta vez eu encontrei ali dentro, uma gaveta fechada com mágoas, medos, frustrações…. que curiosamente, ou não, não eram minhas, e ali elas iam crescendo devagar, com uma fina camada de mofo por cima, sem que eu pudesse entender que aqueles brotos não eram sementes da minha essência. Um depósito-amigo que venho tolerando há muito tempo, aceitando e engolindo sem troca, só uma gaveta que serve de esconderijo para algumas pessoas que veêm em mim um belo aconchego. Não imaginava que pudesse me machucar tanto com a dor dos outros, mas o tempo, (ahh o tempo) deixou as pragas se alastrarem e graças a fuga pude ver de fora aquele pequeno fragmento tampado, mofando em mim.

- Joguei fora! Exterioriza garota!

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